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Cruzeiros · Egito

Discovery I — madeira, Mar Vermelho e mergulho de expedição

O que torna este barco único

  • Um liveaboard de madeira, renovado ao longo dos anos, pensado para levar grupos pequenos até aos recifes do sul e às ilhas oceânicas.
  • O mergulho combina paredes, correntes, naufrágios e encontros possíveis com tubarões, raias-manta, tartarugas e grandes cardumes.
  • O convés tem nitrox gratuito até 32% em cilindros de 12 litros, adaptadores DIN e dois botes de apoio.
  • As viagens registadas duram 8 dias e 7 noites, com partida e chegada em Hurghada.

O convite

Escolhe-se o Discovery I para passar uma semana a mergulhar em zonas que os barcos de um dia não alcançam. Brothers, Daedalus e Elphinstone põem no mesmo cruzeiro paredes expostas, corrente e grandes pelágicos; as rotas do norte acrescentam o Thistlegorm, os recifes de Tiran e os naufrágios de Abu Nuhas. O barco não tenta ser um hotel novo: é um liveaboard de madeira, com história e espaços suficientes para um grupo de mergulhadores. A recompensa está em acordar perto do recife, entrar na água antes da chegada das embarcações diárias e fazer três ou quatro mergulhos por dia sem desmontar a vida de bordo.

Subir a bordo

A chegada ao Discovery I faz-se a um barco de madeira com uma presença diferente da de um casco moderno. A renovação manteve-o operacional sem apagar a sua idade: há uma sensação mais náutica e menos impessoal, com o salão interior, o bar e os conveses exteriores ligados por uma circulação simples. Os espaços foram pensados para quem passa o dia entre cilindros, refeições e descanso, não para esconder o facto de se estar no mar. Com um máximo de 20 mergulhadores, o grupo não demora a tornar-se reconhecível; ao segundo dia já se sabe quem prefere a sombra, quem procura tubarões e quem leva a câmara para todo o lado.

O ambiente a bordo

O ambiente é de grupo de mergulho, não de resort. A tripulação local e internacional trabalha num barco que recebe até 20 passageiros, e os mergulhadores acabam por se encontrar sempre nos mesmos pontos: no convés, junto aos cilindros, à mesa e no salão depois do jantar. A tripulação é o lado mais forte da experiência, com uma avaliação de 8,9, acima da do próprio barco, que fica em 8,1. Isso diz algo importante: o Discovery I já não é novo, mas as pessoas a bordo fazem a diferença no dia a dia. A comida recebe 9,4 e o mergulho 8,7.

Os locais onde se mergulha

As rotas registadas partem e regressam a Hurghada e duram 8 dias e 7 noites. A mais exigente junta Brothers, Daedalus e Elphinstone: nas Brothers há paredes oceânicas, naufrágios e grandes pelágicos, com profundidade máxima indicada de -85m; Daedalus combina paredes e planaltos, até -40m; Elphinstone oferece paredes verticais, tubarões oceânicos e tubarões-martelo, até -60m. A rota Northern Wrecks, Ras Mohamed, Tiran, Brothers e Safaga mistura o Thistlegorm e outros naufrágios com os quatro recifes do Estreito de Tiran, até -40m, e as paredes das Brothers. Nas rotas de recife e corrente, Abu Kafan e Middle Reef, em Safaga, acrescentam deriva e blocos de coral; Shaab Claude chega a -22m e tem passagens naturais. Para mergulhos mais calmos, Shaab Sabina desce até -14m, Safaga Soraya até -20m e El Fanadir tem um pináculo a 12 metros que funciona como estação de limpeza.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, barracudas, moreias, tartarugas, anthias, carangues, pargos, xaréus, corais moles e corais duros aparecem em vários pontos. Os tubarões cinzentos de recife são registados em seis locais, tal como as tartarugas e as moreias; os tubarões-martelo aparecem em quatro. O motivo para procurar Elphinstone é a parede e o encontro possível com o tubarão oceânico de pontas brancas, além do tubarão de pontas negras e do labro registados ali. Em Shaab Ruhr Umm Gamar, os três naufrágios e a deriva podem trazer o mero gigante. Daedalus é o ponto para procurar a carangueja-de-olhos-grandes e grandes pelágicos. Strait of Tiran junta corais, corrente e peixe-cirurgião, além da tartaruga-verde registada nesse local. Shaab El Erg é o lugar dos golfinhos, do polvo e dos peixes de vidro; Gamul Soraya destaca-se pelo peixe-morcego e pelos cardumes junto ao jardim de coral.

Quem vos põe na água

Um guia de mergulho acompanha o cruzeiro e o guia incluído organiza os briefings e a sequência dos mergulhos. A tripulação fala inglês. A operação conta com oxigénio, primeiros socorros, coletes, balsas salva-vidas, alarme de incêndio e extintores; radar, GPS, sonar, rádio VHF/DSC/SSB, radiobaliza e projector apoiam a navegação e a resposta a emergências. Não estão indicados um rácio fixo por grupo, qualificações individuais dos guias, número mínimo de mergulhos registados ou formações realizadas a bordo. O nível pedido deve, por isso, ser lido a partir da rota escolhida: Brothers, Daedalus, Elphinstone e alguns mergulhos de corrente exigem controlo de flutuabilidade e conforto em mar aberto.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem plataforma de entrada, zona sombreada, tanques de lavagem, duches exteriores e duches de água quente para o regresso. Os cilindros standard são de alumínio de 12 litros; cilindros de 15 litros e equipamento de aluguer estão disponíveis como extras. O nitrox é produzido por um sistema de membrana e é gratuito até 32% nos cilindros de 12 litros. Há adaptadores DIN, apoio para mergulho técnico, sidemount e rebreather, além de espaço separado para lavar câmaras. Dois zodiacs de 5,25 metros, cada um com motor fora de borda de 40 HP, levam os mergulhadores aos pontos de entrada e recolhem-nos quando a corrente os afasta do recife. O barco também dispõe de material de snorkeling.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o lugar mais útil é o convés de mergulho sombreado, onde se pode sentar, beber água e deixar o corpo voltar ao normal antes do briefing seguinte. Os dois conveses exteriores permitem escolher entre sombra e sol, enquanto o salão climatizado serve para descansar quando o mar aperta ou o calor se torna excessivo. Há uma sala para câmaras, uma zona de lavagem separada para equipamento fotográfico, biblioteca e espaço exterior para jantar. Nos períodos de navegação, o barco oferece sobretudo espaço para observar a água, rever fotografias e dormir sem pressa.

Um dia a bordo

O dia começa com o primeiro briefing e um mergulho cedo, antes de o calor e o movimento dos barcos de um dia chegarem aos recifes. Depois vêm a refeição, a lavagem do equipamento e um intervalo curto antes da entrada seguinte. Nas rotas de seis dias de mergulho, o ritmo habitual é de três a quatro mergulhos por dia; no último dia ficam dois. Quando a programação inclui um mergulho noturno, o barco fica sobre um recife abrigado e a água ganha outra vida: moreias, polvos, crustáceos e nudibrânquios saem das fendas. Entre as entradas, há tempo para comer, dormir, fotografar ou simplesmente ficar no convés. A navegação acontece enquanto o grupo recupera e o barco procura o próximo ponto.

O que se come a bordo

A pensão completa é servida em buffet, com cozinha local e ocidental. Há opções vegetarianas e vegan, bebidas não alcoólicas, chá, café e snacks ao longo do dia; cerveja e vinho estão disponíveis à parte. A mesa tem uma função prática: depois de um mergulho, não se espera por um restaurante em terra nem se perde tempo a procurar comida. Come-se, bebe-se e volta-se a preparar o equipamento para a próxima entrada na água. As refeições acompanham o ritmo dos mergulhos, sem um horário diário fixo publicado.

As noites no mar

As noites são passadas em cabines climatizadas com casa de banho privativa. Há cabines standard no convés inferior e cabines twin ou double no convés superior; algumas têm vista para o mar. O espaço é o de um barco de mergulho, não o de um quarto de hotel: serve para dormir, guardar o essencial e recuperar entre um dia de água e o seguinte. O salão climatizado, separado da zona de refeições, dá uma alternativa ao beliche quando ainda há conversa depois do jantar. Para quem prefere ficar ao ar livre, os conveses superiores têm zonas de descanso e uma área de observação.

Camarotes standard, convés inferior

Camarotes twin standard, convés superior

Camarotes duplos standard, convés superior

O que é preciso saber antes de embarcar

As viagens registadas partem e regressam a Hurghada. O transfer está incluído de e para os aeroportos de Hurghada ou Marsa Alam, nos sábados de chegada e de regresso; outros dias ou zonas fora do percurso normal podem exigir um serviço adicional. O check-in é no sábado e o barco parte cedo no domingo, pelo que convém chegar na véspera e deixar margem para atrasos de voo. O aeroporto de Marsa Alam fica mais perto de Port Ghalib; desde o aeroporto de Hurghada, a viagem até ao porto demora cerca de quatro horas.

Planta do barco

Ano de construção
2005
Ano de renovação
2011 e 2017
Comprimento
32 m
Boca
7,5 m
Número máximo de passageiros
20
Número de cabines
10
Número de casas de banho
10
Motores
2 × 500 cv MAN
Botes de apoio
2 × 5,3 m zodiacs com motores de popa de 40 cv
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