Cruzeiros · Egito
Independence II — espaço para mergulhar no Mar Vermelho remoto
O que torna este barco único
- A Independence II leva os mergulhadores a recifes oceânicos, paredes e naufrágios entre os Brothers, Elphinstone, St. John’s e o norte do Mar Vermelho.
- O convés de mergulho tem dois compressores, nitrox de membrana gratuito, caixas individuais para o equipamento e dois botes de apoio.
- As cabines têm casa de banho privativa e ar condicionado regulável; a suite do convés superior tem janela panorâmica.
- As rotas duram 8 dias e 7 noites, ou 15 dias e 14 noites nas travessias mais longas pelo sul e pelos parques marinhos.
O convite
A Independence II é para quem quer passar a semana a mergulhar, não a deslocar-se diariamente até aos recifes. O barco leva-vos para zonas que um barco de um dia dificilmente alcança: paredes expostas, correntes, naufrágios e ilhas oceânicas como os Brothers. A escolha faz sentido sobretudo para quem procura grandes pelágicos e aceita que o mar aberto também exige respeito e experiência. A operação é organizada à volta do mergulho. Há dois botes para deixar os grupos na melhor entrada do recife, nitrox incluído e espaço próprio para preparar o equipamento sem transformar o convés numa fila apertada. Entre uma entrada e outra, o barco oferece sombra, salão climatizado e um convés superior onde se pode simplesmente esperar pelo próximo briefing. É uma safari para quem prefere repetir um recife forte, quando a rota permite, a colecionar paragens rápidas.
Subir a bordo
A chegada faz-se a um barco de madeira com acabamento em teca, interiores luminosos e uma atmosfera mais cuidada do que utilitária. A madeira aparece nos conveses e no salão; não é um barco anónimo de metal onde tudo parece provisório. Há zonas interiores e exteriores, um bar com assentos, um salão climatizado e espaço no convés superior para sair do movimento do convés de mergulho. A circulação é simples: as cabines distribuem-se por diferentes níveis, o equipamento fica concentrado junto à zona de mergulho e os dois botes tratam dos acessos aos recifes. A Independence II foi construída em 2007 e passou por alterações depois de ser adquirida pela Bluewater Safaris em 2010; isso ajuda a explicar o equilíbrio entre um casco já com vida própria e espaços pensados para uma safari moderna. Não é um barco minimalista. É uma base estável para uma semana em que quase tudo começa e acaba na água.
O ambiente a bordo
O ambiente forma-se depressa porque vinte mergulhadores partilham refeições, briefings, botes e longos intervalos no mesmo barco. Ao segundo dia, já se reconhece quem prepara a câmara antes do pequeno-almoço, quem procura sombra depois do mergulho e quem fica no convés a olhar para o azul antes de entrar. A tripulação participa no trabalho real, não apenas no serviço de mesa. Há ajuda para colocar e retirar o equipamento, caixas próprias para guardar o material de cada pessoa e uma área para pendurar fatos. Depois do último mergulho, o grupo tende a reunir-se no salão ou no bar, ainda a discutir uma passagem de tubarão ou uma fotografia perdida na corrente. O ambiente é descontraído, mas a rotina é séria: briefing, entrada, regresso, lavagem, refeição e preparação outra vez.
Os locais onde se mergulha
As rotas da Independence II atravessam o Mar Vermelho em vários sentidos. Há cruzeiros de 8 dias e 7 noites entre Port Ghalib, Hurghada e as zonas de St. John’s, Elphinstone, Brothers, Safaga, Fury Shoals, Rocky Island, norte do Mar Vermelho e Estreito de Tiran. A rota mais longa registada dura 15 dias e 14 noites e junta Brothers, Daedalus, Rocky Island, St. John’s, Fury Shoals e Elphinstone. Elphinstone é o mergulho de parede e azul aberto: as paredes verticais descem até 60 metros e podem trazer tubarões-oceânicos, martelos, tubarões-cinzentos e mantas. Brothers combina paredes, deriva, grandes pelágicos e naufrágios; o conjunto chega a 85 metros. Em Rocky Island, o recife remoto atrai tubarões e mantas, enquanto Fury Shoals alterna jardins de coral duro, passagens e naufrágios. No norte, os Estreitos de Gubal oferecem recifes, correntes e destroços. Shaab Abu Nuhas acrescenta jardins de coral e naufrágios; Carless Reef desce até 40 metros, com moreias gigantes, corais e tubarões de recife. Umm Gamar chega a 30 metros e guarda uma gruta a 28 metros, além dos vestígios da jaula de tubarões de Hans Hass. Fanadir South, Gotha Abu Galawa e Sachwa Abu Galawa são opções mais variadas, com raias, paredes, jardins rasos e mergulhos noturnos. Gotha Abu Nugar North é um jardim de coral particularmente raso, com máximo de 9 metros.

Elphinstone →
Prof. máx. · 60 m

Fury Shoals →

Rocky Island →

Daedalus →
Prof. máx. · 40 m

Shaab Abu Nuhas →
Prof. máx. · 30 m

Carless Reef →
Prof. máx. · 40 m

Umm Gamar →
Prof. máx. · 30 m

Fanadir South →
Prof. máx. · 30 m

Gotha Abu Galawa →
Prof. máx. · 35 m

Sachwa Abu Galawa →
Prof. máx. · 30 m

Gotha Abu Nugar North →
Prof. máx. · 9 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, os encontros mais repetidos são com moreias, tubarões de recife, carangues, barracudas, martelos, atuns, pargos, peixes-papagaio, peixes-escorpião e corais moles. Golfinhos, napoleões, mantas, tubarões-oceânicos e tartarugas aparecem em vários pontos, mas continuam a depender do local, da corrente e do momento do mergulho. Alguns animais dão uma razão específica para escolher determinada paragem. Em Elphinstone, além dos tubarões-oceânicos e dos martelos, há registos de tubarão-tigre, tubarão-de-ponta-negra, tartaruga-cabeçuda e caranguejo-gigante. Brothers é o ponto a procurar para raias-águia e anémonas, entre paredes, gorgónias, naufrágios e grandes peixes. Fury Shoals acrescenta raias e peixe-balista. Umm Gamar é o local indicado para procurar o peixe-crocodilo, o peixe-morcego e o gaterin. No Estreito de Gubal, a carangueja aparece associada ao recife e aos naufrágios. O atractivo não está numa lista de garantias: está em entrar num recife onde a corrente concentra vida e permanecer atento ao azul, às fendas e ao fundo arenoso.
Quem vos põe na água
Os grupos de mergulho são acompanhados por um guia para cada oito a dez mergulhadores. A tripulação trabalha em inglês e alemão, e os briefings são feitos antes dos mergulhos para explicar o local, a corrente, a entrada e o procedimento de regresso ao bote ou ao barco. A operação pede pelo menos 50 mergulhos registados e certificação Advanced Open Water Diver ou equivalente. Isto é coerente com as rotas mais expostas: Brothers, Daedalus, Elphinstone e Rocky Island podem envolver corrente e condições que mudam depressa. Os guias podem ajustar os locais às condições do mar e à segurança do grupo; uma rota publicada não transforma cada paragem numa promessa rígida. A segurança inclui ENOS para localização e pedido de assistência, oxigénio, primeiros socorros, coletes, jangadas e equipamento de combate a incêndios. O capitão e os guias podem alterar portos ou locais quando o tempo, as autoridades ou as condições de mergulho o exigirem.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho foi organizado para que o equipamento tenha lugar próprio. Existem caixas de arrumação individuais, uma zona dedicada para pendurar os fatos, tanques de água doce para enxaguar o equipamento, estações de carregamento, chuveiros de água quente e adaptadores DIN. A recarga é feita por dois compressores, um de 480 l/min e outro de 320 l/min. Os cilindros de 12 litros e os pesos estão incluídos. Cilindros de 15 litros e aluguer de equipamento têm custo adicional. O nitrox é produzido por uma membrana e está incluído, uma vantagem concreta numa rota com vários mergulhos e alguns perfis exigentes. A Independence II não é apresentada como barco para mergulho técnico. Dois Zodiacs com motores Yamaha de 40 PS levam os grupos até ao ponto de entrada e regressam para a recolha. Um deles tem uma escada que facilita a saída da água. O barco dispõe ainda de uma plataforma de mergulho ampla, acessível por duas escadas.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, a Independence II oferece duas formas de parar. No convés superior há espreguiçadeiras e zonas ao sol; junto ao salão e ao bar encontra-se sombra para quem já teve sol suficiente. O salão climatizado, com sofás e entretenimento áudio e vídeo, serve para dormir uma sesta, rever fotografias ou simplesmente deixar o corpo baixar de rotação. Quando o barco navega, o melhor lugar costuma ser aquele onde se sente menos o movimento: uma cadeira à sombra, perto da ponte ou no salão. Há também um salão exterior aberto e caiaques a bordo, embora o centro da vida continue a ser o convés de mergulho. O intervalo não é preenchido à força. Depois de um mergulho profundo ou de uma entrada com corrente, alguns minutos sem fazer nada são parte importante do dia.
Um dia a bordo
Um dia de safari começa cedo, com o primeiro briefing antes de o calor apertar e com o equipamento já preparado junto à plataforma. Segue-se o mergulho de verificação ou a primeira entrada do dia; depois vêm a refeição, o descanso, a navegação curta ou a mudança de local e outro briefing. Nas rotas mais intensas, os dias previstos têm três mergulhos diurnos e, quando o local permite, um mergulho noturno. O ritmo não é um horário rígido. O estado do mar decide se o grupo entra pelo bote, se faz uma deriva, se repete uma parede ou se espera por uma janela melhor. Entre mergulhos, o fato fica a secar, o equipamento é lavado em água doce e cada pessoa encontra um lugar no salão ou no convés superior. Ao fim do dia, a refeição junta o grupo e a navegação nocturna leva o barco ao próximo recife. O mergulho noturno não é permitido nos parques marinhos de Brothers, Daedalus, Elphinstone e Rocky Island. Nesses pontos, a rotina termina com o último mergulho diurno e com a preparação da travessia.
O que se come a bordo
A cozinha serve três refeições por dia em buffet, uma solução prática quando o grupo regressa da água com fome e horários pouco regulares. Há comida ocidental e local, bebidas quentes e frias, água, refrigerantes e snacks ao longo do dia. Restrições alimentares podem ser atendidas, desde que sejam comunicadas antes da partida. As refeições são tomadas no restaurante climatizado do convés principal. A mesa funciona aqui como parte da recuperação: não se fica muito tempo sentado quando há outro mergulho a preparar, mas há comida suficiente para repor energia sem transformar cada intervalo numa operação. O buffet também deixa cada mergulhador escolher entre uma refeição mais leve antes de voltar à água ou um prato completo depois de um mergulho exigente.
As noites no mar
À noite, a Independence II oferece uma cabine fresca, silenciosa o suficiente para recuperar entre mergulhos e com uma casa de banho que não obriga a atravessar o barco de madrugada. Todas as cabines têm ar condicionado regulável, casa de banho privativa, toalhas e artigos básicos de higiene. As categorias Twin e Double ficam no convés inferior; as Deluxe Twin e Master ficam no convés principal, e a Suite ocupa o convés superior com cama de casal e janela panorâmica. A diferença entre os níveis sente-se sobretudo na luz e na posição em relação ao mar. No convés inferior, o ambiente é mais recolhido; acima da linha de água, entra mais claridade e a suite acrescenta uma vista aberta. O espaço não é o de um hotel em terra, mas as cabines foram feitas para a função certa: tomar banho, dormir profundamente e voltar ao convés quando chega o próximo mergulho.
Camarote twin
Camarote duplo
Camarote master
Camarote twin de luxo
Suíte
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas e chegadas variam conforme a rota: Port Ghalib, Hurghada e, em algumas viagens, o percurso entre os dois portos. Os representantes no aeroporto recebem os passageiros com uma placa “BLUEWATER SAFARIS” e encaminham-nos para o transporte de grupo até ao barco. As transferências entre o aeroporto e o porto podem ser organizadas, mas são um serviço pago à parte. No regresso, o transporte do barco para o aeroporto também pode ser organizado dessa forma. Para evitar que um atraso de voo ponha a embarcação em risco, chegar ao Egito na véspera é a opção mais prudente.
- Ano de construção
- 2007
- Comprimento
- 40 m
- Boca
- 8,5 m
- Número máximo de passageiros
- 20
- Número de cabines
- 10
- Motores
- 2 × 12 cilindros, 1256 cv
- Botes de apoio
- 2 × zodiacs com motores Yamaha de 40 cv
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