Cruzeiros · Egito
Independence II — madeira, recifes e grandes pelágicos do Mar Vermelho
O que torna este barco único
- Leva até 20 mergulhadores em cabines com casa de banho privativa e ar condicionado.
- O convés de mergulho tem dois compressores, nitrox de membrana gratuito, caixas para equipamento e dois botes de apoio.
- As rotas ligam recifes e naufrágios do norte às paredes de Elphinstone, aos Brothers, a Rocky Island e a Fury Shoals.
- A operação pede pelo menos 50 mergulhos registados e certificação AOWD ou equivalente.
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O convite
A Independence II é para quem quer passar a semana a mergulhar em vez de perder horas em deslocações de barco rápido. As rotas chegam aos Brothers, a Elphinstone, a Rocky Island, a Fury Shoals e aos naufrágios do norte, zonas onde um barco diário nem sempre chega ou só chega depois de uma longa viagem. A escolha faz sentido sobretudo para quem procura paredes expostas, corrente, tubarões e grandes cardumes, mas também quer regressar a um salão com ar condicionado e a uma cabine com casa de banho própria. O barco tem o conforto de uma embarcação pensada para viver a bordo, sem esconder que a razão de estar ali é o mergulho. Há espaço para guardar o equipamento, botes que levam os grupos ao ponto de entrada e uma tripulação habituada a organizar vários mergulhos no mesmo dia.
Subir a bordo
A madeira está presente no casco e nos conveses, e continua também no interior: a chegada não tem o aspeto anónimo de um hotel flutuante. O embarque conduz rapidamente ao salão, ao convés principal e à grande plataforma de mergulho à popa, que se alcança por duas escadas. A circulação é simples, sem obrigar a atravessar a zona de descanso com o equipamento às costas. A plataforma concentra o que interessa antes e depois da água: arrumação, apoio da tripulação, tanques de lavagem e acesso aos botes. Entre mergulhos, o barco abre-se para o convés superior, para o salão climatizado e para a zona exterior com sombra. O ambiente é cuidado, mas a madeira e a vida de bordo lembram que se está num barco de safari, não num resort.
O ambiente a bordo
A semana organiza-se depressa: no primeiro dia a tripulação recebe o grupo, explica o funcionamento do barco e começa a tratar do equipamento; ao segundo dia já se reconhecem as pessoas pelo modo como montam o regulador ou escolhem o lugar no convés. Os guias estão presentes antes de cada mergulho, não apenas dentro de água: fazem o briefing, ajudam na preparação e coordenam o regresso dos grupos pelos botes. A tripulação fala inglês e alemão. À noite, o salão e o bar tornam-se o ponto de encontro para rever correntes, tubarões e erros de navegação que afinal deram bons mergulhos. É uma operação com espaço para grupos e charters, mas com lotação limitada o suficiente para que o convés não se transforme numa linha de montagem.
Os locais onde se mergulha
As rotas de oito dias e sete noites percorrem zonas muito diferentes. Elphinstone oferece paredes verticais até 60 m, com tubarões-oceânicos, martelos e pelágicos; Brothers chega a paredes oceânicas, naufrágios e grandes peixes, com o itinerário verificado até 85 m. Em Rocky Island, os tubarões e as raias-manta são a razão para aceitar a viagem até um recife remoto. Fury Shoals combina jardins de coral duro, passagens e naufrágios. Em Safaga, Middle Reef forma um labirinto de blocos de coral, enquanto Abu Kafan acrescenta uma deriva junto a paredes escarpadas. No norte, Carless Reef desce até 40 m e junta moreias gigantes a corais e tubarões de recife; Umm Gamar chega a 30 m e guarda, numa gruta a 28 m, vestígios da antiga jaula de tubarões de Hans Hass. Straits of Gubal desce até 50 m e junta recifes a naufrágios; Shaab Abu Nuhas fica pelos 30 m e é conhecido pelos destroços. Fanadir South e Sachwa Abu Galawa chegam a 30 m, Gotha Abu Galawa a 35 m e Gotha Abu Nugar North apenas a 9 m. Há ainda cruzeiros de 15 dias e 14 noites que ligam Brothers, Daedalus, Rocky Island, Fury Shoals, St. John’s e Elphinstone, além de rotas entre Safaga, o norte e o Estreito de Tiran.

Elphinstone →
Prof. máx. · 60 m

Rocky Island →

Fury Shoals →

Middle Reef →

Abu Kafan →

Carless Reef →
Prof. máx. · 40 m

Umm Gamar →
Prof. máx. · 30 m

Straits of Gubal →
Prof. máx. · 50 m

Shaab Abu Nuhas →
Prof. máx. · 30 m

Fanadir South →
Prof. máx. · 30 m

Sachwa Abu Galawa →
Prof. máx. · 30 m

Gotha Abu Galawa →
Prof. máx. · 35 m

Gotha Abu Nugar North →
Prof. máx. · 9 m

Daedalus →
Prof. máx. · 40 m
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Datas e preços recolhidos em Divebooker, atualizados a 26 de outubro de 2026
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, moreias, carangues, vivaneiros, barracudas, atuns, tubarões de recife e tubarões-martelo aparecem em vários pontos, mas cada local tem o seu motivo próprio para ser visitado. As paredes expostas e a corrente de Elphinstone favorecem encontros com o tubarão-oceânico, o tubarão-martelo e a raia-manta; também é ali que estão registados o tubarão de ponta negra, o tubarão-tigre, a caranguejo-gigante e a tartaruga-cabeçuda. Brothers acrescenta a possibilidade de raias-águia e anémonas, além dos grandes pelágicos junto às paredes e aos naufrágios. Fury Shoals é o ponto para procurar o peixe-balista e outras raias. Umm Gamar distingue-se pelo peixe-crocodilo, pelo peixe-morcego e pelo gaterin. Em Shaab Abu Nuhas, os fusiliers e os carangues atravessam o recife com a corrente; em Fanadir South, as grandes raias-prego-de-cauda-comprida dominam a zona arenosa. São encontros possíveis, não promessas: o recife pode estar cheio de vida e ainda assim obrigar o mergulhador a esperar pelo momento certo.
Quem vos põe na água
A referência de organização é um guia para cada grupo de oito a dez mergulhadores. Antes de cada entrada há briefing do local e das condições, seguido pela divisão dos grupos e pela saída para o ponto de mergulho no barco principal ou no Zodiac. A experiência mínima pedida é de 50 mergulhos registados, com certificação AOWD ou equivalente; isto é importante nas rotas dos Brothers, de Elphinstone e de outros recifes expostos, onde a corrente pode mudar a forma de entrar e sair. O mergulho técnico não faz parte da operação. A segurança inclui ENOS, oxigénio, material de primeiros socorros e uma tripulação treinada para responder a emergências. Cursos de mergulho podem ser feitos a bordo, mas são um serviço separado.
O convés de mergulho e o equipamento
O equipamento incluído para cada mergulhador é um cilindro de 12 litros e o lastro. O barco dispõe de cilindros de 15 litros mediante aluguer, adaptadores DIN e estações de carregamento; o aluguer de equipamento completo é separado. O ar é produzido por dois compressores, com capacidades indicadas de 480 e 320 litros por minuto, e o nitrox é feito por uma membrana própria e está disponível sem custo adicional. No convés há caixas individuais para equipamento, uma zona para pendurar fatos, tanques de água doce para enxaguamento e duches de água quente. Dois botes Zodiac, cada um com motor Yamaha de 40 PS, levam os mergulhadores ao ponto de entrada e apoiam a recolha; um deles tem escada para facilitar a saída da água. Há uma plataforma ampla à popa, pensada para montar, entrar e sair sem disputar espaço com quem acabou de regressar.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o lugar mais útil é o convés exterior: há espreguiçadeiras ao sol, zonas de sombra e espaço para deixar o corpo recuperar sem ficar preso à cabine. O salão climatizado oferece sofás, entretenimento áudio e vídeo e uma pausa real quando o calor aperta. A bar e a zona exterior coberta servem para esperar pelo briefing seguinte, enquanto o barco muda de recife ou segue para a próxima etapa da rota. Quem prefere movimento encontra caiaques a bordo; quem precisa apenas de silêncio pode ficar junto à ponte ou no convés superior, com o equipamento já lavado e a próxima entrada na água ainda longe.
Um dia a bordo
O dia começa com o briefing do primeiro mergulho, muitas vezes ainda com o barco quieto e a luz baixa. Depois da entrada na água vêm o pequeno-almoço ou a refeição seguinte, a lavagem do equipamento e algum tempo no convés antes de montar outra vez. A rotina normal permite dois a quatro mergulhos por dia, incluindo um mergulho noturno em rotas onde as regras do parque o permitem; no último dia ficam dois mergulhos. Entre os mergulhos, o barco navega para o recife seguinte ou fica abrigado junto ao local, enquanto os fatos secam e os grupos revezam o acesso aos botes. Nas rotas de St. John’s, alguns dias juntam três mergulhos diurnos e um noturno; nas rotas dos Brothers e de Daedalus, a noite é usada para atravessar até ao próximo recife. No regresso, há comida, banho quente e o salão para comparar o que cada grupo viu.
O que se come a bordo
A cozinha serve três refeições por dia em buffet, com pratos ocidentais e locais. A mesa acompanha o ritmo do mergulho: comida depois da água, outra refeição antes de voltar ao convés e um jantar que reúne quem ainda tem energia para falar do último mergulho. Há opções para restrições alimentares, snacks ao longo do dia, água, chá, café instantâneo e refrigerantes. Bebidas alcoólicas e destilados estão disponíveis a bordo, mas não fazem parte do que está incluído. Num cruzeiro com dois a quatro mergulhos diários, o buffet tem uma vantagem prática: cada pessoa come a quantidade e no momento que o corpo pede, sem transformar a refeição num evento demorado.
As noites no mar
As noites são passadas em cabines Twin, Double, Master, Deluxe Twin ou Suite, todas com casa de banho privativa e ar condicionado regulável. As cabines Twin e Double ficam no convés inferior; as Deluxe Twin e a Master ficam no convés principal, enquanto a Suite ocupa o convés superior e tem uma janela panorâmica. O que muda de uma para outra é sobretudo a posição no barco, a configuração das camas e a luz que entra, não a possibilidade de tomar banho ou regular a temperatura. Depois de um dia com vários mergulhos, isso pesa mais do que uma decoração vistosa: fecha-se a porta, pendura-se o fato molhado onde a tripulação o deixou e o ruído do barco fica reduzido ao essencial. As cabines standard têm camas separadas ou cama dupla, conforme a categoria escolhida.
Camarote twin
Camarote duplo
Camarote master
Camarote twin de luxo
Suíte
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas e chegadas variam entre Port Ghalib e Hurghada, conforme a rota: há cruzeiros Port Ghalib–Port Ghalib, Hurghada–Hurghada e trajetos entre os dois portos. A transferência pode ser organizada desde o aeroporto, mas é um serviço pago à parte e apenas pode ser feita em grupo. À saída, um representante encontra os passageiros junto à saída do aeroporto com uma placa “BLUEWATER SAFARIS” e indica o autocarro; no regresso, a transferência para o aeroporto também é separada. Para evitar que um atraso de voo ou uma mudança de porto comprometa o embarque, vale a pena chegar ao Egito na véspera.
- Ano de construção
- 2007
- Comprimento
- 40 m
- Boca
- 8,5 m
- Número máximo de passageiros
- 20
- Número de cabines
- 10
- Motores
- 2 × 12 cilindros, 1256 cv
- Botes de apoio
- 2 × zodiacs com motores Yamaha de 40 cv
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