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Cruzeiros · Egito

Red Sea Aggressor V — uma base moderna para o Mar Vermelho remoto

O que torna este barco único

  • Cruzeiros de oito dias e sete noites pelo extremo sul do Mar Vermelho, com partida e regresso a Hamata.
  • Até cinco mergulhos por dia, incluindo mergulhos noturnos quando o itinerário e as condições permitem.
  • Dois botes de apoio com motores de 85 HP levam os grupos rapidamente aos recifes.
  • O barco recebe até 26 passageiros em 13 cabines com casa de banho privada e ar condicionado.
  • Rocky Island, Zabargad, Fury Shoals e Elba Reef estão entre os cenários das rotas Deep South.

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O convite

Escolhe-se o Red Sea Aggressor V para passar uma semana a perseguir recifes remotos, paredes, correntes e naufrágios, sem regressar todas as noites ao mesmo porto. As rotas Deep South saem de Hamata e alternam entre Rocky & Zabargad Islands e Elba Reef; são viagens feitas para chegar mais longe no sul egípcio. O barco moderno dá uma base confortável para muitos mergulhos seguidos, enquanto os dois botes de apoio encurtam a distância entre o convés e o ponto de entrada na água. É uma escolha clara para quem quer mergulhar três a cinco vezes por dia e prefere usar a semana no mar para explorar, em vez de ficar limitado aos locais mais próximos da costa.

Subir a bordo

A chegada faz-se a um iate de aço moderno, com cinco níveis e uma presença grande no cais de Hamata. O espaço foi pensado para receber um grupo numeroso sem transformar a circulação numa sucessão de encontrões: há salão com ar condicionado, terraço, bar e zonas de descanso. O Red Sea Aggressor V não tenta parecer um velho barco de expedição; assume uma escala contemporânea, com áreas sociais preparadas para longos dias de mar e equipamento de mergulho sempre por perto. A primeira impressão é a de uma plataforma de trabalho confortável, não a de um hotel que por acaso leva cilindros. Essa diferença importa quando o barco passa a semana a navegar entre recifes afastados.

O ambiente a bordo

O ambiente combina um grupo internacional com uma tripulação local e internacional que trabalha em torno do programa de mergulho. Os briefings abrem cada imersão, e a equipa pode entrar na água para apoiar, ajudar a localizar pontos de interesse, fazer fotografia e vídeo ou procurar pequenas criaturas. Não se trata de mergulhos guiados obrigatórios: os grupos mantêm a responsabilidade de seguir o próprio plano e os procedimentos da sua formação. À noite, o barco pode reunir todos para uma apresentação, um filme ou o vídeo da semana. É um ambiente social, mas com espaço para quem prefere ficar quieto depois do último mergulho.

Os locais onde se mergulha

As rotas registadas têm oito dias e sete noites, com saída e regresso a Hamata. A versão Rocky & Zabargad procura recifes remotos onde Rocky Island pode trazer tubarões, raias manta, barracudas, meros e, com sorte, tubarões-martelo ou tubarões oceânicos de pontas brancas. Em Fury Shoals, jardins de coral duro, formações de recife e naufrágios alternam com a possibilidade de golfinhos, tartarugas, napoleões e tubarões de pontas brancas. Abu Galawa Soraya chega aos 24 metros e junta um recife vivo aos restos de um veleiro americano de 18 metros; Malahi acrescenta grutas e canyons. Nas fichas de Sharm El Sheikh surgem ainda o Ulysses, até 27 metros, o Rosalie Moller, até 50 metros, e o Thistlegorm, entre 16 e 32 metros, com motocicletas e camiões nos porões. Abu Nuhas concentra naufrágios, enquanto Ras Nasrani chega aos 60 metros. Tower tem uma parede e uma torre de coral fóssil; Woodhouse Reef é um mergulho à deriva; Gordon Reef chega aos 30 metros e mostra um naufrágio; South Laguna chega aos 30 metros e inclui o Kormoran. Os cruzeiros Deep South alternam entre Rocky & Zabargad Islands e Elba Reef.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, os encontros mais procurados espalham-se pelo recife: meros, tubarões de recife, tartarugas, barracudas, napoleões, carangues, moreias, peixes-leão, raias manta, tubarões-martelo, atuns, corais moles, peixes de vidro e nudibrânquios aparecem em vários locais. O cenário muda o comportamento dos animais: paredes e correntes abrem espaço para pelágicos, enquanto os recifes e os destroços escondem moreias, peixes-leão e pequenos nudibrânquios. Alguns encontros dão uma razão precisa para escolher um ponto. Ras Nasrani é o local indicado para procurar o tubarão oceânico de pontas brancas e as gorgónias; Woodhouse Reef para uma tartaruga marinha; Gordon Reef para a enguia-jardineira, o peixe-pedra e o peixe-trombeta. Rosalie Moller destaca-se pela carangue à gros yeux; Thistlegorm pelo peixe-morcego; Fury Shoals pelo peixe-anjo e pelo peixe-cocher; Abu Galawa Soraya pelo gaterin; Straits of Gubal pelo coral duro. Nada disso é garantido: são encontros que dependem do local, das condições e do olhar de quem mergulha.

Quem vos põe na água

A língua de trabalho indicada para a tripulação é o inglês. Cada mergulho começa com um briefing completo, com a informação necessária sobre o local e a forma de o realizar. Nos mergulhos a partir do iate, pelo menos um membro da equipa pode estar na água para prestar apoio, ajudar na fotografia e vídeo e procurar criaturas; em locais servidos por bote, pode acompanhar o grupo dentro do bote e na água. A equipa não supervisiona diretamente todos os mergulhos e não substitui o companheiro: os mergulhos são feitos em pares ou grupos de três. Há cursos de Advanced Open Water, Nitrox e outras especialidades, sujeitos à disponibilidade do instrutor. Não está indicado um número mínimo de mergulhos registados nem um rácio fixo por guia.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem uma plataforma dedicada e trabalha com dois botes de apoio de 25 pés, cada um com motor de 85 HP. Isso permite dividir os mergulhadores e chegar depressa ao recife, em vez de levar o barco inteiro até cada entrada na água. Os cilindros de 80 pés cúbicos são enchidos com ar e aceitam válvulas K e DIN; pesos e cintos de lastro estão disponíveis. O aluguer de equipamento é possível, assim como cilindros maiores de 100 pés cúbicos ou 15 litros quando disponíveis, sem garantia de existência para todos. O nitrox é uma opção paga, em mistura de 32%, para mergulhadores certificados; quem faz a especialidade a bordo pode continuar a usar os enchimentos de aluno. O barco não suporta mergulho com rebreather e não permite scooters subaquáticas.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o espaço de descanso está no terraço, no salão climatizado ou junto ao jacuzzi. O bar prolonga a pausa sem obrigar ninguém a abandonar o barco, e as áreas de lazer permitem escolher entre ficar ao sol e procurar ar condicionado. O tempo ganha outra utilidade quando o próximo salto para a água depende da navegação do barco de apoio e não de uma saída apressada para terra. Também há equipamento para snorkeling para quem viaja sem mergulhar. À noite, o áudio e vídeo a bordo oferecem uma alternativa simples ao convívio no convés.

Um dia a bordo

O dia começa antes de o sol aquecer o convés: primeiro vem o briefing, depois a montagem do equipamento e a entrada na água. O primeiro mergulho dá lugar ao pequeno-almoço, e os restantes organizam-se pela mesma lógica — mergulho, refeição, intervalo, navegação e novo briefing. O Red Sea Aggressor V permite até três a cinco mergulhos por dia, conforme o itinerário e o estado do mar. Entre imersões, há tempo para secar o fato, rever fotografias, descansar no salão ou ficar no terraço enquanto os botes reposicionam os grupos. O mergulho noturno, quando faz parte do programa, fecha o ciclo depois do jantar ou de uma pausa no convés. Não há horas inventadas para acordar ou comer; há uma ordem de bordo que se repete com a cadência dos mergulhos.

O que se come a bordo

A cozinha é um dos pontos fortes desta viagem: a comida recebe a avaliação mais alta entre os critérios dos passageiros. O serviço é em pensão completa, com buffet e possibilidade de jantar à la carte, combinando cozinha local com uma abordagem mais gastronómica. Há opções vegetarianas, água, chá, café, bebidas não alcoólicas, cerveja e vinho. Num cruzeiro com vários mergulhos, a mesa deixa de ser apenas uma pausa entre atividades. É onde se repõe energia sem sair do barco, se revê o que aconteceu no último recife e se prepara a conversa do mergulho seguinte. A variedade importa porque sete noites de refeições iguais cansam quase tanto como uma corrente mal escolhida.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines climatizadas, com casa de banho privada, vigia e televisão. As duas categorias são Master Stateroom e Deluxe Stateroom; a diferença essencial para o leitor é escolher entre as configurações disponíveis, não esperar uma cabine aberta para o mar, já que a janela indicada é uma vigia. Há secador de cabelo, cofre e produtos de toilette, e as toalhas de cabine estão disponíveis. Depois de um dia de mergulhos, a vigia reduz a luz e o ruído do exterior, enquanto o ar condicionado permite fechar a porta e dormir sem depender da temperatura do convés. O jacuzzi fica para quem ainda tem vontade de conversar; a cabine serve sobretudo para recuperar.

Camarote master

Camarote de luxo

O que é preciso saber antes de embarcar

O cruzeiro parte e regressa a Port Hamata, no Egito, e os itinerários Deep South funcionam de sábado a sábado. A transferência do aeroporto está disponível como serviço opcional. Como o embarque depende de uma partida marcada no porto, chegar com margem antes do cruzeiro é a escolha prudente, sobretudo para não fazer depender o primeiro mergulho de um voo atrasado.

Planta do barco

Comprimento
39,9 m
Boca
30 m
Número máximo de passageiros
26
Número de cabines
13
Número de casas de banho
13
Velocidade de cruzeiro
10-12 nós
Botes de apoio
2 × motores de 85 cv
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