Cruzeiros · Egito
VipOne — conforto no Mar Vermelho, com naufrágios e recifes do Norte
O que torna este barco único
- A VipOne percorre o Mar Vermelho egípcio, entre os estreitos de Tiran, Ras Mohammed, Abu Nuhas e os naufrágios do Norte.
- O barco tem oito cabines climatizadas, todas com casa de banho privativa, para um máximo de 16 passageiros.
- O programa prevê três a quatro mergulhos por dia, incluindo um mergulho noturno, e dois mergulhos no último dia.
- O convés de mergulho trabalha com dois compressores Coltri Sub, cilindros de alumínio de 12 litros e dois botes de apoio.
O convite
A VipOne é escolhida por quem quer juntar os grandes naufrágios do Norte do Mar Vermelho a uma semana confortável a bordo. A rota pode levar aos recifes de Ras Mohammed e dos estreitos de Tiran, mas também ao Thistlegorm, ao Dunraven, ao Carnatic, ao Giannis D. e ao Chrisoula K., sempre dependente do estado do mar. O interesse está nessa combinação: mergulhos históricos, paredes e jardins de coral, sem voltar todas as noites ao mesmo porto. Entre entradas na água, há espaço para descansar num salão climatizado, no convés aberto ou junto ao bar. É um barco para quem quer mergulhar muito, mas não aceita que o descanso entre mergulhos seja tratado como uma sala de espera.
Subir a bordo
A VipOne recebe-se como um barco pensado para viver a bordo, não apenas para transportar mergulhadores. A construção em madeira dá ao interior uma presença mais quente do que a de um barco puramente industrial, enquanto a distribuição separa com clareza a zona de mergulho, o salão, a sala de jantar e o convés superior. O salão climatizado fica a meio do barco, com sofás, bar e espaço para estar; acima, o convés aberto oferece espreguiçadeiras e assentos. A circulação é simples: as cabines ficam no convés inferior e superior, a plataforma de mergulho no convés intermédio e os compressores mais abaixo. Essa separação importa numa semana de quatro mergulhos por dia: o equipamento fica perto da água e a vida social não fica misturada com a preparação das garrafas.
O ambiente a bordo
O ambiente é de um grupo pequeno o suficiente para cruzar as mesmas pessoas ao longo de toda a semana, mas com espaços para desaparecer por algum tempo. O salão, a sala de jantar e o convés superior concentram a conversa depois dos mergulhos; a cabine oferece a pausa quando já não apetece falar. A tripulação trabalha em torno de um ritmo simples: preparar a saída, apoiar a entrada na água, receber os mergulhadores e deixar o barco pronto para a próxima. Os guias falam árabe e inglês. A VipOne também aceita grupos e cruzeiros em exclusivo, o que pode mudar bastante a dinâmica a bordo: num charter, o convés e os horários ficam nas mãos de um grupo conhecido desde o primeiro dia.
Os locais onde se mergulha
A rota do Norte do Mar Vermelho junta recifes e naufrágios numa sequência que pode passar pelos estreitos de Tiran, Ras Mohammed, Sha’ab Mahmoud, Sha’ab Ali, Abu Nuhas e zonas como Laguna, Alternatives e Temple. O Thistlegorm é o mergulho histórico mais conhecido: o navio conserva tanques, jipes, motociclos e armas, entre 17 e 35 metros. O Dunraven está virado ao contrário junto ao recife e desce até 30 metros. Em Abu Nuhas, o Carnatic, o Giannis D. e o Chrisoula K. oferecem três naufrágios com histórias e formas diferentes, enquanto Ras Mohammed e Tiran acrescentam paredes, pináculos e recifes expostos. As rotas registadas duram 5 dias e 4 noites, 7 dias e 6 noites ou 8 dias e 7 noites; o itinerário concreto depende do tempo e da rota pedida.
O que se encontra debaixo de água
Debaixo de água, esta rota alterna jardins de corais duros e moles, cardumes, invertebrados de recife, paredes verticais, pináculos e naufrágios já ocupados pela vida marinha. Nos destroços, o interesse não está apenas na carga e na estrutura: o metal coberto de coral transforma cada passagem num mergulho de recife dentro de um navio. As paredes e zonas abertas dos estreitos podem trazer peixes pelágicos maiores, embora qualquer encontro dependa das condições e do momento do mergulho. A região é também conhecida pelas possibilidades de observar golfinhos em liberdade. Em locais como Shark e Yolanda, no parque de Ras Mohammed, o guia pode escolher horários diferentes dos barcos diários, procurando uma experiência mais tranquila no recife.
Quem vos põe na água
A entrada na água é acompanhada por guias de mergulho, com apoio em árabe e inglês. O nível mínimo pedido é Open Water Diver ou equivalente, com pelo menos 15 mergulhos registados. Os briefings orientam a escolha do local e a organização dos grupos, mas não é indicado um rácio fixo entre guia e mergulhadores. Há cursos e formações de especialidade disponíveis durante o cruzeiro, incluindo formação de nitrox para quem ainda não tem essa certificação. A bordo existem oxigénio e primeiros socorros, e a tripulação está qualificada para os utilizar. O barco dispõe ainda de coletes de salvação, jangadas de emergência, rádios VHF, GPS, sonda e radar.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem dois compressores Coltri Sub MK12, cada um com capacidade de 260 litros por minuto, e dois botes de apoio: um de 5,2 metros com motor de 40 HP e outro de 6 metros com motor de 85 HP. Os cilindros de alumínio de 12 litros e os pesos estão incluídos; há cilindros de 15 litros para aluguer. As válvulas aceitam DIN e estribo através de adaptador. O nitrox está disponível mediante suplemento, produzido por um sistema dedicado, com misturas até 40% segundo a especificação do barco. O equipamento completo pode ser alugado, também mediante suplemento. A ficha do cruzeiro não apresenta mesa de fotografia, tanques de lavagem ou duche quente específico no convés, e classifica o barco como não indicado para mergulho técnico.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, a VipOne oferece duas formas simples de parar. No salão climatizado há sofás, televisão, filmes e música; no convés superior há espreguiçadeiras, assentos, bar e espaço aberto para acompanhar a navegação. O Wi-Fi está disponível a bordo, mas o melhor uso do intervalo continua a ser mais elementar: secar o fato, comer qualquer coisa, beber água e deixar o corpo recuperar antes do briefing seguinte. Quando o barco navega entre zonas de mergulho, o convés superior dá lugar ao deserto egípcio e ao horizonte do Mar Vermelho. Para quem não mergulha, existe espaço suficiente para passar o dia entre o sol, a sombra, um livro e um mergulho de superfície.
Um dia a bordo
Um dia começa antes de o calor apertar, com o primeiro briefing e a preparação do equipamento no convés. Segue-se o mergulho da manhã, pequeno-almoço e tempo para desmontar o essencial, beber e recuperar. O barco navega quando é preciso mudar de zona; entre deslocações, o intervalo passa-se no salão ou no convés superior. O almoço antecede outra entrada na água, e o ciclo repete-se com um novo briefing, mergulho e descanso. O programa normal chega a três ou quatro mergulhos por dia, incluindo um mergulho noturno; no último dia ficam dois mergulhos. Depois do jantar, o barco abranda o ritmo: há o salão, o bar, música ou filmes, e a cabine quando o corpo já pede cama.
O que se come a bordo
A cozinha alterna comida ocidental e local, servida em buffet, com refeições completas ao longo do dia e snacks disponíveis entre elas. Água, chá, café, refrigerantes e bebidas não alcoólicas fazem parte da estadia; bebidas alcoólicas ficam à parte. A mesa tem uma função prática neste tipo de cruzeiro: depois de um mergulho, é onde se repõem forças sem perder tempo com cerimónias. O buffet permite comer mais ou menos conforme o intervalo seguinte, algo útil quando o dia inclui três ou quatro entradas na água. As refeições podem ser feitas na sala de jantar climatizada ou no convés superior.
As noites no mar
As oito cabines têm ar condicionado, casa de banho privativa com duche e água quente e fria. No convés inferior ficam as cabines com cama de casal, camas em beliche ou a combinação de cama de casal e cama individual; no superior ficam as duas cabines master, uma com cama de casal e outra com duas camas individuais. As cabines superiores oferecem uma posição mais aberta sobre o mar, enquanto as inferiores colocam o passageiro mais perto da zona de máquinas e dos compressores. Em todas há tomadas europeias de dois pinos, extintor e dois coletes de salvação com luzes. A noite termina num espaço privado, mas o barco continua a ser um barco de mergulho: quem procura silêncio absoluto deve escolher a cabine com atenção.
Camarote twin com beliches (# 5, 6)
Camarote duplo (# 1,2)
Camarote twin master (# 8)
Camarote duplo master (# 7)
O que é preciso saber antes de embarcar
O embarque é feito no cais Travco, em Sharm El Sheikh, e o desembarque regressa ao mesmo circuito de viagem. O traslado de grupo entre o aeroporto, o iate e o aeroporto está incluído; um traslado privado é uma opção separada. O embarque costuma acontecer ao fim da tarde, enquanto o desembarque depende do voo ou de eventuais excursões em terra. Para viajar sem correr do aeroporto para o cais, é prudente chegar a Sharm El Sheikh na véspera.
- Ano de renovação
- 2017
- Comprimento
- 29 m
- Boca
- 7 m
- Número máximo de passageiros
- 16
- Número de cabines
- 8
- Motores
- 2 × MAN 610 cv
- Botes de apoio
- 1 × 5,2 m motor de popa de 40 cv, 1 × 6 m motor de popa de 85 cv
- Site
- vipone.com ↗
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