Cruzeiros · Egito
Vita Xplorer — um safari egípcio feito para os grandes pelágicos
O que torna este barco único
- O Vita Xplorer navega entre Hurghada e Port Ghalib, com rotas para Brothers, Daedalus, Elphinstone, Rocky Island e Zabargad.
- A operação garante pelo menos 16 mergulhos por cruzeiro, com possibilidade de fazer mais sem custo adicional quando a rota e as condições deixam.
- Nitrox 32 está disponível sem custo para mergulhadores certificados, e há equipamento técnico, sidemount e rebreather a bordo.
- O barco foi renovado em abril de 2024; a tripulação, a comida e a organização recebem avaliações mais fortes do que o próprio barco.
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O convite
O Vita Xplorer faz sentido para quem sobe a bordo para procurar corrente, paredes e animais grandes, não apenas para passar uma semana num hotel flutuante. As rotas registadas vão dos recifes do norte e do Parque Nacional de Ras Mohammed ao triângulo Brothers–Daedalus–Elphinstone e aos recifes remotos do sul. É aí que a viagem ganha razão: um dia pode levar a uma parede aberta no azul, outro a um jardim de corais, outro a um recife onde se espera por tubarões-martelo, mantas ou tubarões oceânicos. A operação garante pelo menos 16 mergulhos e tenta acrescentar mais quando o tempo de navegação permite. Para um grupo misto, a equipa adapta a rota às condições e à experiência dos mergulhadores. Para quem já conhece o Mar Vermelho, a escolha está nos destinos; para quem chega pela primeira vez a um liveaboard, está numa organização que trata de cada entrada na água sem transformar o mergulho numa corrida.
Subir a bordo
A chegada faz-se a um barco grande, de linhas práticas, onde a circulação está pensada à volta do mergulho e não de uma decoração de hotel. A renovação de abril de 2024 dá-lhe um ponto de partida recente, mas as avaliações deixam uma leitura honesta: o barco fica atrás da tripulação e da comida. Há ainda um senão que não deve ser escondido: foram relatadas duas noites com cheiro de gasóleo muito intenso, num caso associado a vómitos. Em troca, o Vita Xplorer oferece vários conveses ao sol, zonas de sombra, um salão interior climatizado, terraço, bar e uma sala ampla para reuniões, jogos e entretenimento. A internet é gratuita, as cabines têm ar condicionado e há água quente. A tripulação fala inglês, francês e russo, o que facilita a passagem do cais para a rotina de bordo.
O ambiente a bordo
O ambiente é moldado pela rotina do mergulho e pela forma como a tripulação trata cada entrada na água. A organização é apontada como um dos pontos fortes, com ajuda prática nas colocações e uma presença próxima sem deixar o grupo perdido no convés. Ao fim de poucos dias, a conversa passa naturalmente dos briefings para os animais vistos, a corrente que mudou ou a fotografia que quase saiu. A tripulação recebe uma avaliação claramente superior à do barco, e a comida acompanha esse lado forte da operação. À noite, o salão e os conveses dão espaço para prolongar a conversa ou desaparecer cedo para a cabine. O Vita Xplorer não vende isolamento absoluto: é uma semana partilhada, com uma equipa local e internacional a manter o barco e os mergulhadores em movimento.
Os locais onde se mergulha
As partidas registadas mostram duas famílias de viagem. A rota Brothers–Daedalus–Elphinstone sai de Hurghada e regressa a Hurghada, ou liga Port Ghalib a Port Ghalib, em cruzeiros de 8 dias e 7 noites. A rota North–Ras Mohammed parte e volta a Hurghada, enquanto a rota Daedalus–Zabargad–Rocky Island–Elphinstone parte e regressa a Port Ghalib, também por 8 dias e 7 noites. No sul, Daedalus oferece paredes abruptas e planaltos até 40 metros, com tubarões-martelo, mantas e tubarões oceânicos. Elphinstone tem paredes verticais até 60 metros e é procurado pelos tubarões oceânicos, martelos e fauna pelágica. Rocky Island combina paredes e correntes com possíveis tubarões e mantas; Zabargad acrescenta corais, destroços, tartarugas e mergulhos à deriva. No norte, Shaab Ruhr Umm Gamar chega a 40 metros, esconde três naufrágios e favorece a deriva com tubarões-cinzentos. El Fanadir também chega a 40 metros e tem um pináculo a 12 metros que funciona como estação de limpeza. Shaab Sabina é um jardim coralino até 14 metros. El Fanous East desce até 18 metros entre pináculos e fundo arenoso; El Fanous West, protegido e até 15 metros, é uma opção calma para tartarugas e golfinhos. Shaab El Erg é um recife em U conhecido por golfinhos. Ras Mohammed reúne paredes, correntes ricas em nutrientes e vida pelágica; Ulysses chega a 27 metros; Rosalie Moller é um naufrágio intacto e profundo, até 50 metros; Marsa Mubarak chega a 25 metros e procura-se ali dugongues e tartarugas verdes.

Daedalus →
Prof. máx. · 40 m

Elphinstone →
Prof. máx. · 60 m

Rocky Island →

Shaab Ruhr Umm Gamar →
Prof. máx. · 40 m

El Fanadir →
Prof. máx. · 40 m

Shaab Sabina →
Prof. máx. · 14 m

El Fanous →
Prof. máx. · 27 m

Shaab El Erg →

Ulysses →
Prof. máx. · 27 m

Rosalie Moller →
Prof. máx. · 50 m

Marsa Mubarak →
Prof. máx. · 25 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, barracudas, tartarugas-marinhas, golfinhos e carangues aparecem em vários pontos, acompanhados por tubarões de recife, garoupas, napoleões, mantas, atuns, anthias, corais moles e moreias. Não é uma lista de encontros garantidos: a corrente, a visibilidade e a época decidem o que passa no azul. Os recifes isolados atraem os animais grandes precisamente porque estão expostos ao mar aberto. Em Elphinstone, procuram-se o tubarão oceânico, o tubarão-de-pontas-negras, o tubarão-tigre, o tubarão-martelo e as gorgónias; é o único ponto desta rota onde estas espécies estão registadas. Shaab Ruhr Umm Gamar é o local do mero-gigante. Shaab Sabina destaca-se pelo coral duro, enquanto El Fanadir tem gaterins junto ao pináculo de limpeza. Ras Mohamed é o único local registado para o peixe-morcego. Em Marsa Mubarak, a razão é mais costeira: podem surgir peixe-palhaço e peixe-cocher entre as ervas marinhas, com dugongues e tartarugas. El Fanous East guarda o peixe-crocodilo entre os pináculos.
Quem vos põe na água
A equipa de mergulho acompanha os grupos desde o briefing até à saída da água, e a organização recebe elogios pela ajuda prática em cada colocação. O guia de mergulho fala inglês e francês; a tripulação do barco acrescenta russo. Há supervisão orientada para mergulhadores de nível 1 ou com menos de 30 mergulhos registados, e cursos avançados e Nitrox podem decorrer a bordo. O percurso é ajustado à experiência do grupo e às condições do dia, sem tratar uma rota de tubarões como se fosse um mergulho de recife abrigado. O equipamento de segurança inclui oxigénio, primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, radar, sonar, GPS, botes salva-vidas, coletes, alarme de incêndio e extintores. Não estão indicados o rácio exacto por grupo, as qualificações individuais dos guias ou a existência de desfibrilhador.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem plataforma de entrada na água, área sombreada, tanques de lavagem e zonas separadas para câmaras. Os cilindros de 12 litros de alumínio e os pesos fazem parte da operação; há adaptadores DIN e equipamentos para mergulho técnico, sidemount e rebreather. Nitrox 32 está disponível sem custo para mergulhadores certificados, e a certificação Nitrox pode ser feita a bordo num curso de meio dia. É possível reservar cilindros de 15 litros e alugar equipamento recreativo ou técnico, incluindo colete, regulador, computador, fato, máscara, barbatanas, lanterna, boia de sinalização e scooter. O catálogo de aluguer inclui também cilindros de aço e alumínio de 15 litros, twin-set, garrafas de stage e material para CCR. Há botes de apoio para os mergulhadores, mas o número de botes e a forma exacta de distribuição entre eles não estão indicados.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o Vita Xplorer oferece uma escolha simples: sombra, sol ou ar condicionado. Os conveses têm áreas descobertas para secar ao vento e zonas protegidas para quem prefere descansar sem ficar exposto ao calor. No salão interior há jogos, entretenimento áudio e vídeo e espaço para uma reunião ou um briefing mais longo. O terraço e o bar servem para esperar pelo próximo salto na água, enquanto a navegação dá tempo para conversar, rever fotografias ou simplesmente deixar o corpo recuperar. Não há uma promessa de actividades em terra nem de excursões: o intervalo existe principalmente para comer, dormir, organizar o equipamento e voltar a entrar no mar com cabeça e pulmões descansados.
Um dia a bordo
O dia começa antes de o sol ganhar força, com um briefing, equipamento às costas e a primeira entrada na água. Depois vêm o pequeno-almoço, o intervalo para hidratar e reorganizar o material, e mais mergulhos à medida que o barco muda de posição ou segue para o próximo recife. A operação garante pelo menos 16 mergulhos por semana; muitas rotas fazem dois ou três por dia, com um ou dois mergulhos noturnos quando o local e a segurança permitem. Entre entradas, os mergulhadores descansam nos conveses, comem do buffet, passam pelo tanque de lavagem das câmaras ou dormem. A navegação ocupa os períodos necessários para alcançar os recifes remotos do sul ou regressar ao porto. O embarque pode começar ao sábado às 17h, e a partida está prevista para a manhã de domingo, por volta das 8h. O desembarque acontece no sábado seguinte depois do pequeno-almoço.
O que se come a bordo
A cozinha trabalha em buffet, com pratos locais preparados a bordo e refeições incluídas ao longo do cruzeiro. Há opções vegetarianas e vegan, bebidas não alcoólicas, chá, café, sumos e snacks durante o dia; cerveja e vinho estão disponíveis no bar. O formato é adequado ao mergulho porque permite comer sem transformar cada refeição numa cerimónia demorada: há comida entre as entradas na água e espaço para voltar ao prato depois do banho. A comida é uma das áreas mais bem avaliadas do Vita Xplorer, e isso pesa numa semana em que se gastam muitas horas a bordo. O buffet também deixa cada mergulhador ajustar a quantidade ao número de mergulhos e ao mar que o espera.
As noites no mar
A noite pode ser passada numa cabine do convés inferior, numa cabine do convés principal ou numa suite. As cabines têm ar condicionado, são para não fumadores e as do convés principal usam janelas standard; não se trata de prometer vistas panorâmicas a partir do beliche. O espaço serve sobretudo para desligar entre dias intensos de mergulho: pousar o equipamento pessoal, tomar um duche quente e dormir quando o barco começa a trabalhar de novo. O salão climatizado é a alternativa quando o calor aperta, enquanto os conveses permitem ficar ao ar livre. O ponto a considerar é o ruído e o cheiro sentidos por alguns passageiros em noites específicas de operação: quem dorme mal com motores ou gasóleo deve pesar isso antes de escolher a cabine e o barco.
Camarotes, convés inferior
Camarotes, convés principal
Suíte
O que é preciso saber antes de embarcar
As rotas partem e regressam a Hurghada ou a Port Ghalib, conforme o cruzeiro escolhido. As transferências de ida e volta estão previstas entre os aeroportos de Hurghada ou Marsa Alam e a marina de Marriott, em Hurghada, ou o porto de Port Ghalib. O embarque começa ao sábado às 17h, por vezes mais cedo se o barco estiver pronto, e a partida acontece na manhã seguinte; quem chega depois das 14h pode ter de deixar a bagagem no centro de mergulho durante a preparação do barco. Chegar na véspera dá margem para lidar com atrasos e começar a semana sem transformar o primeiro briefing numa corrida.
Planta do barco
- Ano de construção
- May 2006
- Ano de renovação
- April 2024
- Comprimento
- 38 70 m
- Boca
- 8 45 m
- Número de cabines
- 12
- Motores
- 2 Cummins KTA19-M4 uso intensivo à 700 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 12 nós
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