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Cruzeiros · Egito

Aldebaran — madeira, naufrágios e mar aberto no Mar Vermelho

O que torna este barco único

  • Um iate de madeira renovado em 2025, pensado para safaris de mergulho no Mar Vermelho.
  • O convés de mergulho tem espaço organizado para 28 cilindros, dois botes de apoio e duches de água quente.
  • A rota norte passa por Abu Nuhas, pelo Thistlegorm e por Ras Mohammed.
  • Há estação de fotografia, tanques de lavagem separados e suporte para mergulho técnico e rebreather.

O convite

A Aldebaran escolhe-se para uma semana em que o mergulho vem primeiro: naufrágios históricos, paredes de recife e longas travessias entre pontos afastados da costa. A madeira dá-lhe uma presença diferente de um barco moderno de casco liso, mas a operação foi pensada para quem passa os dias equipado, entra na água várias vezes e regressa ao convés com o mesmo cuidado. A rota norte junta Abu Nuhas, o Thistlegorm e Ras Mohammed, três nomes que justificam a viagem por razões diferentes. Há ainda espaço real para fotografia, apoio a mergulho técnico e dois botes que levam os grupos até ao ponto de entrada. Não é a escolha de quem procura apenas uma cabine confortável no mar; é para quem quer acordar já no itinerário e aproveitar cada janela de mergulho.

Subir a bordo

A chegada faz-se a um barco de madeira com um ambiente mais náutico do que hoteleiro. A madeira aparece no salão climatizado, enquanto o convés de mergulho é aberto, funcional e feito para preparar equipamento sem transformar cada entrada na água numa confusão. A renovação de 2025 dá confiança nas zonas que mais contam durante a semana, sem apagar o caráter de um casco que já conhece o Mar Vermelho. Há um salão interior, um espaço aberto e um convés superior para mudar de cenário entre uma saída e outra. A circulação é simples: cabine, equipamento, bote e água, sem percursos longos nem cerimónia. Ao segundo dia, os nomes já se fixaram e a tripulação sabe quem monta DIN, quem fotografa e quem precisa de mais tempo antes do salto.

O ambiente a bordo

O ambiente forma-se depressa porque o mergulho cria uma rotina comum: o mesmo convés antes do salto, a mesma pergunta sobre corrente e visibilidade, a mesma mesa depois da subida. A tripulação comunica em inglês e italiano e acompanha o dia sem transformar cada tarefa num anúncio. Os guias organizam os grupos, a cozinha ajusta as refeições quando necessário e os botes recolhem os mergulhadores onde eles terminam a deriva. À noite, o barco baixa o ritmo. As conversas passam dos naufrágios para os encontros do dia, enquanto quem fez o último mergulho ainda deixa o equipamento a escorrer. Nas rotas para os Brothers, a navegação noturna faz parte da experiência: depois dos mergulhos costeiros, o barco avança durante a noite para chegar às ilhas ao amanhecer. É uma semana com pouca distância entre quem conduz a operação e quem veio mergulhar.

Os locais onde se mergulha

A rota norte parte de Hurghada e combina os naufrágios de Abu Nuhas, o SS Thistlegorm e Ras Mohammed, com paragens de recife no regresso. Abu Nuhas é o cemitério de navios: Giannis D., Carnatic, Chrisoula K. e Kimon M. oferecem estruturas diferentes, desde o cargueiro partido ao esqueleto coberto de coral. No Thistlegorm, a carga de camiões Bedford, motas, veículos blindados e peças ferroviárias faz do interior um museu submerso, mas exige bom controlo de flutuabilidade e uma entrada bem planeada. Ras Mohammed muda o cenário para paredes, pináculos e Shark Reef com Yolanda Reef, onde o cargueiro deixou uma carga invulgar espalhada no recife. A semana anunciada corresponde a sete noites e seis dias de cruzeiro, com pelo menos 16 mergulhos diurnos e dois noturnos previstos. A rota também pode ser orientada para Brothers, Daedalus, Elphinstone e outras zonas do sul em programas próprios.

Quem vos põe na água

Os guias trabalham com grupos numa proporção indicada entre 1:8 e 1:12, ajustada à organização da saída. Os briefings definem o local, a entrada, a direção do mergulho e o ponto de recolha do bote; depois cada grupo segue o seu plano e regressa ao barco ou ao tender conforme a operação. A equipa fala inglês e italiano. A bordo há suporte para mergulho técnico e rebreather, e podem decorrer cursos PADI, incluindo Open Water, Advanced Open Water, Nitrox e especialidades. Não é indicado um número mínimo de mergulhos registados para embarcar, por isso o nível exigido depende da rota e da experiência necessária para os locais escolhidos. A segurança inclui oxigénio, kits de primeiros socorros, um desfibrilhador AED, jangadas, coletes e sistema completo de segurança. Os guias têm certificação em primeiros socorros; a operação pode incluir mergulho noturno quando o mar, a navegação e as regras locais o permitem.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem bancos, cestos para o equipamento e espaço para 28 cilindros, com dois suportes para fatos em cada posição. Há armazenamento pessoal, adaptadores DIN, mangueiras de lavagem e duches de água quente no regresso. Três compressores somam 1050 litros por minuto, incluindo dois Bauer K14 de 320 litros por minuto cada, por isso o enchimento acompanha uma operação com muitos mergulhos. Existe uma membrana de nitrox a bordo; estão previstos cilindros de nitrox até 32% em volumes de 6, 12 e 15 litros, mediante aluguer. O aluguer de equipamento inclui opções como colete, regulador, barbatanas, máscara, fato de 5 mm, computador e cilindros de maior volume. Fotógrafos têm mesa, estação de trabalho, carregamento, armazenamento próprio e tanques de lavagem separados para câmaras subaquáticas. Dois botes de apoio com motores fora de borda de 40 HP levam os grupos aos pontos de mergulho e fazem a recolha no mar.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, a Aldebaran oferece lugares suficientes para não obrigar todos a ficar no mesmo espaço. O salão interior climatizado serve para escapar ao sol e rever fotografias; o salão aberto e o sun deck deixam o vento entrar durante a navegação. Há espreguiçadeiras para dormir um pouco, ler ou esperar que o cabelo seque, e um bar para prolongar a conversa depois do almoço. A estação de fotografia permite descarregar e guardar equipamento sem ocupar a cabine. O Wi-Fi está disponível quando há cobertura, embora o sinal desapareça em zonas sem cobertura de satélite. Numa tarde sem mergulho, o melhor uso do barco é simples: sombra, água, uma toalha seca e tempo para olhar o recife a desaparecer pela popa.

Um dia a bordo

Num dia completo de mergulho, o despertador toca às 06:00 e o pequeno-almoço continental chega antes da primeira saída. O primeiro mergulho começa às 08:00; depois há uma segunda entrada às 11:30 e uma terceira às 14:30, com pequeno-almoço tardio, almoço e brunch a preencher os intervalos. O mergulho noturno está previsto para as 18:00, quando as cores do recife desaparecem e o convés fica reduzido às luzes de trabalho, aos fatos pendurados e ao regresso dos últimos mergulhadores. O jantar segue às 20:00. No segundo dia, o programa começa mais tarde, com check dive às 10:00, segundo mergulho às 14:30 e saída noturna às 19:00; é também quando o barco inicia a navegação da rota. Nos dias de chegada e partida, o ritmo é mais curto: check-in, organização das cabines, mergulho de verificação, últimas entradas e regresso ao porto.

O que se come a bordo

As refeições são servidas em buffet, com cozinha de estilo ocidental e três momentos principais ao longo do dia. O pequeno-almoço aparece entre os primeiros mergulhos, o almoço repõe forças depois da manhã e o jantar fecha o dia sem obrigar ninguém a esperar por um serviço à mesa. Sopas, arroz, massa, peixe, frango, carne, legumes e fruta compõem uma cozinha direta, adequada a quem entra na água várias vezes. Há snacks durante todo o dia, bebidas quentes e frias e água mineral. Restrições alimentares podem ser comunicadas à equipa, que as transmite à cozinha. A mesa é também o ponto onde se revê o mergulho anterior: alguém descreve uma passagem no porão do naufrágio, outro mostra uma fotografia, e o grupo começa a decidir quem vai saltar primeiro na saída seguinte. Bebidas alcoólicas estão disponíveis a bordo, mas não fazem parte da rotina de mergulho.

As noites no mar

As cabines foram feitas para descansar entre mergulhos, não para passar o dia fechado. Têm camas de 2 metros por 1 metro, janela ampla, vigias que podem ser abertas para deixar entrar ar natural, armário, ar condicionado regulável e casa de banho privativa com cabine de duche. Existem configurações twin, duplas convertíveis, triplas e suites; as suites ficam no convés superior e oferecem uma disposição mais espaçosa. A noite começa com a roupa húmida a secar e o barco a trabalhar ao fundo, mas o ar condicionado permite fechar o espaço quando o mar está quente. O salão em madeira de carvalho e o bar ficam disponíveis para quem ainda não quer dormir. Em cada cabine há tomadas USB; para as tomadas de bordo, conte com 220 volts e um adaptador europeu.

Camarote twin

Camarotes duplos convertíveles

Camarote triplo

Suíte

O que é preciso saber antes de embarcar

Na rota norte, o embarque e o regresso fazem-se em Hurghada. A transferência a partir do aeroporto mais próximo está incluída no serviço do cruzeiro, com o encontro organizado para levar os passageiros até ao barco. O check-in começa a partir das 14:00, e as cabines ficam prontas às 15:00. Chegar na véspera é a opção mais prudente: deixa margem para atrasos de voo e evita transformar a primeira tarde a bordo numa corrida contra o relógio.

O que o barco faz pelo oceano

A Aldebaran eliminou copos de plástico descartáveis e de papel a bordo, usando garrafas reutilizáveis personalizadas para a água. O barco também utiliza produtos de limpeza biodegradáveis desde 2016, através de uma parceria com uma empresa certificada segundo as normas ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001. São medidas concretas de redução de resíduos e de substituição de produtos de limpeza convencionais.

Ano de construção
2007
Ano de renovação
2025
Comprimento
35 m
Boca
7,5 m
Número máximo de passageiros
20
Número de cabines
10
Motores
2 Caterpillar 764 cv
Botes de apoio
2 × 40 cv botes com motor de popa
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