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Cruzeiros · Egito

CU — um barco de Mar Vermelho feito para mergulhar

O que torna este barco único

  • O CU percorre rotas completas no Mar Vermelho, incluindo Brothers, Daedalus, Elphinstone e Fury Shoals.
  • Tem 14 cabines com casa de banho privada, ar condicionado e categorias no convés inferior, principal e superior.
  • O convés de mergulho dispõe de plataforma, dois botes de apoio, tanques de lavagem, adaptadores DIN e zona de mergulho à sombra.
  • A bordo há cozinha local e ocidental, opções vegetarianas e vegan, snacks ao longo do dia e barbecue.

O convite

Escolhe-se o CU para passar uma semana a perseguir os grandes mergulhos do Mar Vermelho sem transformar o barco num hotel de luxo. As rotas incluem North, North Dahab, Daedalus–Fury Shoals e Brothers–Daedalus–Elphinstone, sempre com oito dias e sete noites, com partida e regresso a Hurghada. É uma escolha direta: muito tempo na água, comida cuidada e uma operação preparada também para mergulho técnico, sidemount e rebreather. O barco recebe até 28 passageiros, por isso há espaço para famílias, não mergulhadores e grupos com níveis diferentes. Quem vem pelos pelágicos encontra Elphinstone, Daedalus e Brothers; quem prefere recifes, vida pequena e perfis mais acessíveis tem Fury Shoals e vários pontos junto a Hurghada e Soma Bay. O CU não vende a ideia de isolamento refinado. Vende acesso a uma boa parte do Mar Vermelho.

Subir a bordo

O CU foi construído em 2008 e renovado em 2018: não é um barco novo, mas também não chega ao cais como uma peça esquecida. A sensação procurada aqui é a de uma base de mergulho grande o suficiente para distribuir pessoas, equipamento e refeições sem obrigar todos a viver no mesmo canto. Há salão interior com ar condicionado, terraço, convés de observação e zonas exteriores para jantar. A circulação faz-se entre áreas de descanso e o convés de mergulho, onde a operação é claramente o centro da vida a bordo. As linhas técnicas apontam para um barco rápido e robusto, mas o que interessa ao mergulhador é outro equilíbrio: espaço para 28 pessoas, apoio de dois botes e uma renovação que mantém o barco em serviço para itinerários exigentes. É um casco com alguns anos, compensado por uma função muito clara.

O ambiente a bordo

O ambiente do CU é moldado por uma tripulação local e por uma operação que recebe mergulhadores, famílias e não mergulhadores no mesmo barco. A língua de trabalho da tripulação é o inglês. Isso pede atenção nos briefings, sobretudo quando o grupo reúne pessoas com níveis e hábitos diferentes, mas também torna a comunicação simples para a maioria dos viajantes internacionais. A presença de salão, bar, biblioteca, zonas exteriores e entretenimento audiovisual permite que a noite não fique reduzida à cabine depois do jantar. O barco foi pensado para uma semana partilhada, não para isolamento: o espaço comum é onde se cruzam os que voltam da água, os que ainda esperam pelo próximo mergulho e quem veio apenas acompanhar a rota.

Os locais onde se mergulha

As rotas de oito dias e sete noites partem e regressam a Hurghada. Há saídas North e North Dahab, DaedalusFury Shoals e Brothers–Daedalus–Elphinstone. Elphinstone desce até 60 metros em paredes verticais, com possibilidade de tubarão-oceânico, tubarão-martelo e tubarão-tigre. Brothers chega aos 85 metros, com paredes, pelágicos e os naufrágios Numidia e Aida no Big Brother, que desce até 40 metros. Daedalus atinge 40 metros e combina paredes e planaltos com tubarões-martelo e tubarões-oceânicos de pontas brancas. Fury Shoals espalha recifes de coral duro, jardins e naufrágios por diferentes perfis. Perto de Hurghada, Shaab Ruhr Umm Gamar chega a 40 metros e esconde três naufrágios; El Fanadir tem um pináculo a 12 metros que funciona como estação de limpeza. Shaab Sabina desce até 14 metros, El Fanous East até 18 e El Fanous West até 15, enquanto Fanadir North e Carless Reef chegam a 30 e 40 metros. Gotha Abu Nugar North é um jardim raso, com máximo de 9 metros.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, tartarugas, golfinhos, moreias, caranguejos, anthias, tubarões de recife, atuns, napoleões, raias-manta e tubarões-martelo aparecem em vários pontos, mas nenhum encontro deve ser tratado como garantido. Os recifes e as paredes dão abrigo à vida pequena; o mar aberto e as correntes podem trazer os animais grandes. Elphinstone é o lugar para procurar tubarão-de-pontas-negras, tubarão-tigre e labros. Brothers acrescenta anémonas e grandes pelágicos junto às paredes e aos naufrágios. Em Shaab Ruhr Umm Gamar podem surgir meros e meros-gigantes, enquanto Daedalus é o ponto para procurar carangues de olhos grandes. Fury Shoals guarda peixe-cofre e peixe-cocher, Shaab Sabina a donzela, El Fanadir o gaterin e Shaab El Erg o peixe de vidro. Em El Fanadir, o pináculo a 12 metros concentra a procura fotográfica numa estação de limpeza.

Quem vos põe na água

A tripulação fala inglês e a entrada na água é apoiada por dois botes, além da plataforma de mergulho do CU. A bordo existem oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, radiobaliza de localização, coletes e equipamento de combate a incêndios. A sala das máquinas tem videovigilância, e a tripulação é formada em primeiros socorros. O barco aceita mergulho recreativo, técnico, sidemount e rebreather, mas não estão indicados neste registo o número de guias, o rácio por grupo, as qualificações individuais ou um número mínimo de mergulhos. Por isso, a organização concreta dos grupos e o formato dos briefings devem ser confirmados antes da partida, em especial para quem leva uma configuração técnica ou um rebreather.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem sombra, plataforma de entrada na água, tanques de lavagem e dois botes de apoio Yamaha. Os adaptadores DIN estão disponíveis, e a operação aceita mergulho técnico, sidemount com uma só garrafa e rebreather. O nitrox está disponível como extra, tal como o aluguer de equipamento; as marcas e os volumes das garrafas não são especificados. Há também estações de recarga, espaço separado para lavar câmaras e material de mergulho com possibilidade de aluguer. A presença dos botes importa sobretudo em recifes expostos e em mergulhos à deriva: o apoio não fica limitado à escada do barco principal. Depois da subida, há duches exteriores e uma zona de enxaguamento para tirar o sal antes de voltar ao convés.

Entre dois mergulhos

Entre os mergulhos, o CU oferece sombra no convés de mergulho, terraço, convés de observação e áreas exteriores onde se pode simplesmente estender uma toalha e deixar o corpo recuperar. O salão climatizado dá uma alternativa quando o sol do Mar Vermelho se torna demasiado forte. Há um espaço dedicado à fotografia, sala de câmaras e uma zona de lavagem separada para câmaras, o que evita misturar equipamento delicado com o restante material. A navegação também tem o seu lugar: não é preciso inventar ocupação quando o barco se desloca entre recifes. Pode-se ler na biblioteca, usar a internet, ficar no bar ou acompanhar a passagem do mar a partir do convés superior.

Um dia a bordo

O dia começa cedo, antes de a luz ganhar força, com o primeiro briefing e a preparação do equipamento. Depois vêm os mergulhos, as refeições e os intervalos de descanso, numa sequência que se repete com pequenas mudanças conforme a rota, o mar e o recife seguinte. O convés de mergulho torna-se o ponto de encontro: garrafas prontas, câmaras na zona própria, entrada pelos botes ou pela plataforma e regresso ao barco para comer, beber e rever o mergulho. Entre uma saída e outra, há sombra, banho, salão climatizado ou convés de observação. Quando a operação inclui mergulho noturno, ele entra depois do dia principal de mergulhos, antes do jantar ou no período seguinte, conforme a organização a bordo. A navegação acontece entre pontos, e o barco volta a preparar-se para a próxima imersão.

O que se come a bordo

A cozinha combina pratos locais e ocidentais, com buffet, refeições à la carte e opção de pensão completa. Há alternativas vegetarianas e vegan, bebidas não alcoólicas, chá, café e snacks ao longo do dia. O barbecue é uma das marcas da viagem: pode acontecer a bordo ou numa praia, conforme a rota e a operação. Num cruzeiro de mergulho, a mesa tem uma função prática. É onde se repõe energia entre imersões, se come sem cerimónia e se ganha tempo para falar do que apareceu no recife antes de voltar à água. A variedade pesa mais do que a decoração: permite alimentar mergulhadores com ritmos diferentes sem deixar de fora quem não come carne ou prefere uma refeição mais simples.

As noites no mar

As noites fazem-se em cabines no convés inferior, principal ou superior, todas com casa de banho privada e ar condicionado. Há cabines duplas, twin e triplas, além de cabines familiares; algumas têm vista para o mar. A janela é standard, sem promessa de panoramas largos ou de uma experiência de hotel. O essencial está na possibilidade de fechar a porta, tomar um duche quente e deixar o equipamento fora da cabine depois de um dia de mergulho. O salão climatizado serve para prolongar a noite quando o vento aperta ou quando ninguém quer ficar ao ar livre. Há também biblioteca, entretenimento audiovisual, bar e internet. Para quem viaja com um não mergulhador, o barco oferece áreas suficientes para que a semana não dependa apenas dos intervalos entre imersões.

Camarotes twin, convés inferior

Camarotes duplos, convés principal

Camarotes triplos alto, convés

O que é preciso saber antes de embarcar

O embarque e o desembarque fazem-se em Hurghada, nas rotas registadas com partida e regresso nesse porto. A transferência do aeroporto está incluída. A hora e o ponto exatos da recolha são comunicados ao viajante antes da viagem. Para reduzir o risco de perder o embarque por causa de um atraso aéreo, chegar a Hurghada na véspera continua a ser a opção mais prudente.

Planta do barco

Ano de construção
2008
Ano de renovação
2018
Comprimento
38 m
Boca
8,5 m
Número máximo de passageiros
28
Número de cabines
14
Número de casas de banho
16
Motores
2 Manx750 cv
Botes de apoio
2 × Yamaha *40
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