Cruzeiros · Egito
Freedom IV — naufrágios e recifes do norte do Mar Vermelho
O que torna este barco único
- Parte do cais privado de Sharks Bay, em Sharm el-Sheikh, para cruzeiros de 5 dias e 4 noites.
- A rota junta o Thistlegorm, o Dunraven, Ras Mohammed e o Estreito de Tiran.
- O convés de mergulho tem zona sombreada, plataforma, botes de apoio, tanques de lavagem e adaptadores DIN.
- Há cilindros de alumínio de 12 litros, nitrox disponível e opções para mergulho técnico, sidemount e rebreather.
- As cabines têm ar condicionado e casa de banho privada; a bordo há Wi-Fi gratuito.
O convite
A Freedom IV é para quem quer passar a viagem debaixo de água, não apenas usar o barco como alojamento. A rota combina dois naufrágios históricos com os recifes de Ras Mohammed e as paredes do Estreito de Tiran, numa sequência que dá espaço tanto à história como à vida pelágica. O embarque faz-se diretamente no cais privado de Sharks Bay, sem atravessar um porto cheio de barcos. A bordo, há três mergulhos por dia e um mergulho noturno, quando as condições permitem, exceto nos dias de chegada e partida. É uma escolha forte para grupos, clubes e mergulhadores que preferem uma embarcação grande, com espaço para diferentes configurações de equipamento.
Subir a bordo
A chegada começa num cais privado, a poucos passos do centro de mergulho de Sharks Bay. Não há uma longa transferência até ao barco nem a confusão de um porto comercial: chega-se, leva-se o equipamento a bordo e a viagem pode começar a partir daí. Construída e renovada em 2022, a Freedom IV tem um aspeto recente e uma organização pensada para receber grupos numerosos sem depender de um ambiente de barco pequeno. Os vários espaços interiores e exteriores distribuem a circulação entre mergulho, refeições e descanso. A largura e o volume do barco fazem diferença quando há muitas pessoas a preparar-se ao mesmo tempo: há mais margem para não transformar cada entrada no convés numa fila.
O ambiente a bordo
O ambiente é prático e caloroso. A tripulação é descrita como prestável, acolhedora e profissional, e os guias são lembrados pela atenção dentro e fora de água. Esse tipo de presença conta mais ao quarto mergulho do dia do que uma decoração cuidada: alguém ajuda quando o equipamento complica, acompanha as condições e mantém o grupo seguro sem tornar cada decisão pesada. A comida aproxima as pessoas à mesa, enquanto o salão e os espaços exteriores permitem que cada um se afaste quando precisa de silêncio. A nota da tripulação, 9,1, fica acima da do barco, 8,5; é uma diferença que sugere um navio confortável e recente, mas sobretudo uma equipa que sabe fazer a semana funcionar.
Os locais onde se mergulha
A rota registada dura 5 dias e 4 noites e liga o Thistlegorm, o Dunraven, Ras Mohammed e o Estreito de Tiran. No Thistlegorm, o cargueiro britânico da Segunda Guerra Mundial repousa entre os 16 e os 32 metros, com motocicletas, camiões, cardumes de peixes de vidro, barracudas e grandes meros dentro e à volta do casco. O SS Dunraven está invertido, com o naufrágio e o recife de coral a partilharem o mesmo mergulho; chega a -30 m. No Eel Garden, em Ras Mohammed, as enguias-jardim elevam-se da areia até -35 m. No Estreito de Tiran, Jackson, Woodhouse, Thomas e Gordon oferecem mergulhos à deriva em paredes e planaltos de coral, até -40 m. Para quem quer aprofundar a rota, o Rosalie Moller chega a -50 m e o Ras Nasrani a -60 m; são mergulhos que exigem experiência e planeamento adequado.
O que se encontra debaixo de água
Esta é uma rota de barracudas, carangues, meros, moreias, peixes-leão, tubarões de recife, tartarugas e napoleões, com corais moles, nudibrânquios e peixes de vidro a aparecerem em muitos dos locais. As correntes do Estreito de Tiran podem trazer atuns, xaréus e outros pelágicos para as paredes; o tubarão-cinza de recife e o tubarão-tigre estão registados ali, mas um encontro continua a depender das condições e do momento. No Eel Garden, a razão para descer é mais precisa: a colónia de enguias-jardim balança sobre a areia, acompanhada por peixes-leão, polvos e raias. Woodhouse Reef acrescenta o tubarão-de-pontas-brancas, anémonas e peixes-palhaço. Em Ras Nasrani, as gorgónias dão estrutura à parede. No verão, Tiran oferece também a possibilidade de procurar tubarões-martelo.
Quem vos põe na água
Os guias e a tripulação trabalham em inglês, alemão, francês, espanhol, russo e italiano. Os guias são descritos como experientes e atentos às condições, com briefings claros e preocupação real com a segurança do grupo. Para participar num liveaboard deste tipo, é pedido o nível PADI Advanced Open Water ou equivalente e um mínimo de 30 mergulhos registados. A bordo há oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes e balsas salva-vidas, além de radar, GPS, sonar, rádio VHF/DSC/SSB, radiobaliza e alarmes de incêndio. A tripulação tem formação em primeiros socorros. Um guia privado pode ser pedido quando se pretende uma organização mais individual.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem uma plataforma dedicada, zona sombreada, botes de apoio, tanques de lavagem, duches exteriores e duches de água quente. O equipamento incluído usa cilindros de alumínio de 12 litros, com ligações DIN e INT, cintos e lastro. O aluguer de equipamento está disponível; cilindros de 15 litros, twin sets e outro equipamento específico são tratados à parte. Há adaptadores DIN para quem leva o próprio regulador. Nitrox está disponível mediante as condições e a certificação exigida. A Freedom IV aceita configurações de mergulho técnico, sidemount e rebreather. Existe ainda uma área de fotografia e estações de carregamento, duas coisas que fazem diferença quando se mergulha várias vezes por dia.
Entre dois mergulhos
Entre os mergulhos, a Freedom IV oferece uma escolha simples: sombra no espaço de mergulho, sol no convés de observação ou abrigo no salão climatizado. O terraço serve para estender o fato, conversar ou simplesmente deixar o corpo aquecer depois da água. Há uma área para fotografia e estações de carregamento, úteis quando cada mergulho traz mais imagens para organizar. A biblioteca e o equipamento de áudio e vídeo ocupam as horas de navegação sem exigir um programa. Quem não mergulha pode acompanhar a viagem como praticante de snorkeling, e há espaço para parar junto ao bar ou ficar a ver a linha dos recifes.
Um dia a bordo
O dia começa com o primeiro briefing e a preparação do equipamento, antes da entrada na água. Seguem-se três mergulhos separados por refeições, bebidas e tempo para desmontar, enxaguar e voltar a montar o equipamento. Entre uma descida e outra, o grupo alterna entre a sombra do convés, o salão e o espaço de observação enquanto o barco navega para o local seguinte. Quando as condições permitem, há um mergulho noturno depois do dia principal, e a embarcação fica mais silenciosa enquanto cada mergulhador se concentra na sua luz e no seu grupo. O programa não é aplicado nos dias de chegada e partida. A saída do cais está prevista até às 08:00 no primeiro dia.
O que se come a bordo
A cozinha segue um formato de pensão completa, com refeições em buffet, cozinha local, opções vegetarianas e veganas e snacks ao longo do dia. As bebidas não alcoólicas, a água, o chá e o café acompanham a rotina; cerveja e vinho estão disponíveis à parte. Num cruzeiro com vários mergulhos, a mesa vale sobretudo pela regularidade: há comida entre as entradas na água e algo pronto quando o grupo regressa com fome, sem transformar cada intervalo numa procura por comida em terra. A cozinha de bordo é também um dos pontos mais fortes da viagem, com avaliações particularmente altas para a comida.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines climatizadas, com casa de banho privada e mini-frigorífico. Há cabines twin no convés inferior e cabines master no convés principal, incluindo configurações double, triple e double com uma cama individual. Algumas têm vista para o mar. Não são quartos desenhados para passar o dia; são o lugar onde se fecha a porta, se deixa secar o fato e se recupera entre uma jornada e a seguinte. Para quem viaja em família, existem cabines familiares. O salão interior climatizado dá uma alternativa quando o vento ou o calor tornam o convés menos confortável. Wi-Fi gratuito está disponível a bordo.
convés inferior, Camarotes twin
convés principal, Camarote duplo/triplo master
convés principal, Camarotes master
O que é preciso saber antes de embarcar
A partida e o regresso fazem-se no cais privado de Sharks Bay, em Sharm el-Sheikh. As transferências de e para o aeroporto e o hotel estão incluídas. Como é possível dormir a bordo na noite anterior à partida, chegar a Sharm el-Sheikh na véspera deixa a viagem menos apertada e evita começar o cruzeiro dependente de um voo no mesmo dia.
- Ano de construção
- 2022
- Ano de renovação
- 2022
- Comprimento
- 30 m
- Boca
- 11,4 m
- Número máximo de passageiros
- 24
- Número de cabines
- 11
- Número de casas de banho
- 13
- Motores
- 30 cv × 2
- Velocidade de cruzeiro
- 9 nós
- Site
- sharksbay.com ↗
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