Cruzeiros · Egito
Sea Serpent — casco veloz, mergulho no Mar Vermelho remoto
O que torna este barco único
- Um liveaboard de madeira renovado em 2024, pensado para itinerários de mergulho no Mar Vermelho.
- O convés de mergulho tem uma zona protegida do sol, plataforma de acesso à água, dois botes de apoio e espaço separado para lavar câmaras.
- Nitrox a 28–32% está disponível sem suplemento, com adaptadores DIN e apoio a mergulho técnico, sidemount e rebreather.
- As rotas partem e regressam a Port Ghalib, normalmente em cruzeiros de 8 dias e 7 noites.
Para legendas em português: inicie primeiro o vídeodepois clique na roda dentadano canto superior direito do vídeo, selecione «Legendas», depois «Traduzir automaticamente» e escolha «Português».
O convite
O Sea Serpent faz sentido para quem sobe a bordo por causa dos recifes afastados, das paredes no azul e dos grandes pelágicos, não para ficar ancorado junto à costa. As rotas levam a Brothers, Daedalus, Elphinstone, Rocky, Zabargad, St. John’s e Fury Shoals, conforme o itinerário escolhido. Há viagens centradas em tubarões e correntes, outras que juntam naufrágios e recifes, e outras que seguem para jardins de coral e golfinhos. O barco foi desenhado para navegar com estabilidade e velocidade, uma vantagem quando os melhores pontos estão longe do porto. A escolha é simples: este é um barco para quem quer aproveitar uma semana inteira debaixo de água, com uma equipa que sabe organizar mergulhos muito diferentes no mesmo grupo.
Subir a bordo
A chegada ao Sea Serpent não é a de um barco de madeira antigo adaptado ao turismo. O casco tem linhas modernas, uma proa limpa e uma presença sólida no cais; a renovação de 2024 mantém o barco atual sem apagar a sua construção em madeira. A circulação foi pensada à volta do mergulho: sai-se das cabines para as zonas comuns, desce-se ao convés de mergulho e chega-se rapidamente à plataforma de entrada na água. O salão climatizado serve de abrigo quando o mar aperta ou o sol pesa, enquanto os conveses exteriores dão espaço para estar entre imersões. Com lotação máxima de 22 passageiros, o Sea Serpent fica num tamanho em que se reconhece a cara de quem partilha a mesa e o bote no segundo dia.
O ambiente a bordo
O ambiente a bordo é organizado sem ser cerimonioso. A tripulação recebe os passageiros, mostra o equipamento de emergência e realiza um exercício de incêndio durante o check-in; depois, no dia normal, o trabalho aparece nos gestos repetidos de quem prepara a entrada na água, recebe os mergulhadores e deixa tudo pronto para a próxima saída. O Sea Serpent tem uma avaliação de 8,0 pelo barco, abaixo dos 8,6 da tripulação e dos 8,8 do mergulho. É uma diferença pequena, mas diz algo importante: o que mais marca esta viagem são as pessoas que fazem o barco funcionar. A equipa fala inglês, alemão, francês, espanhol, russo, português, polaco e italiano, e o grupo tende a juntar mergulhadores com níveis de experiência diferentes.
Os locais onde se mergulha
As rotas registadas têm 8 dias e 7 noites, com partida e regresso a Port Ghalib. Fury Shoals privilegia recifes de coral duro, jardins, naufrágios e passagens adequadas a vários níveis; Brothers junta paredes, pelágicos e os naufrágios Numidia e Aida em Big Brother, onde a ficha do local indica descidas entre 5 e 100 m. Em Daedalus, um recife remoto com paredes abruptas e grandes formações de coral, a profundidade indicada chega a 5–200 m; Elphinstone oferece paredes verticais até 60 m, com tubarões oceânicos de pontas brancas e tubarões-martelo entre os encontros procurados. Zabargad combina paredes cobertas de corais moles e gorgónias com correntes, enquanto Rocky chega a 40 m na ficha do local e pode ter corrente forte. St. John’s guarda túneis, cavernas e passagens; Marsa Mubarak fica pelos 25 m e é procurada por tartarugas verdes e dugongues. As combinações anunciadas incluem Daedalus–Zabargad–Rocky, Rocky–Zabargad–St. John’s, Brothers–Daedalus–Elphinstone e Brothers–Daedalus–Fury Shoals.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, barracudas, raias manta e tubarões de recife aparecem registados em oito locais, enquanto golfinhos, napoleões, tubarões-martelo e carangídeos atravessam grande parte dos itinerários. Atuns, tartarugas, corais moles, anthias e peixe-leão completam o cenário mais comum: cardumes junto ao recife, predadores nas paredes e uma manta ou um tubarão a transformar um mergulho normal numa espera silenciosa no azul. Os pontos remotos são procurados precisamente pelos pelágicos. Brothers combina paredes e naufrágios com tubarões-cinzentos, pontas-brancas, martelos e, com sorte, tubarões oceânicos; Daedalus e Elphinstone também são paragens para grandes animais. Alguns encontros são exclusivos de um local: a tartaruga verde e o peixe-palhaço em Marsa Mubarak, o cavalo-marinho e o peixe-trombeta em House Reef, o peixe-borboleta em Abu Nuhas, e o tubarão de pontas negras, o tubarão-tigre e a gorgónia em Elphinstone.
Quem vos põe na água
Os guias de mergulho trabalham numa equipa internacional e acompanham mergulhadores recreativos, técnicos e utilizadores de rebreather. A bordo decorrem cursos SSI, incluindo Nitrox e especialidades como mergulho profundo e em naufrágios; formações de mergulho podem também ser realizadas durante o cruzeiro. A organização começa com um briefing geral de segurança, identificação das saídas e exercício de incêndio, e continua com briefings próprios para cada local. Todos os mergulhos são planeados como mergulhos sem descompressão. O barco leva oxigénio, primeiros socorros, desfibrilhador e meios de comunicação marítima e por satélite; a tripulação recebe formação em primeiros socorros. Em locais de parque marinho, o guia pode impedir uma saída ou alterar a rota quando o nível do mergulhador, as condições ou as regras do local o exigem.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é o centro do barco, com zona sombreada, plataforma de entrada na água, bacs de lavagem e uma área de enxaguamento separada para câmaras. Há três compressores, adaptadores DIN e Nitrox de 28–32% disponível sem suplemento; o enchimento é feito a bordo e é preciso levar a certificação Nitrox. O equipamento de aluguer pode ser disponibilizado mediante pedido prévio, mas não deve ser tratado como algo garantido no momento do embarque. O barco aceita mergulho técnico, rebreather e sidemount com uma só garrafa. Dois botes de apoio com motores Yamaha de 65 HP acompanham as saídas, permitindo entrar e sair da água longe do casco principal. O duche de água quente e o espaço protegido do sol fazem diferença no regresso, sobretudo quando há três ou quatro mergulhos num dia.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o Sea Serpent oferece o tipo de espaço que permite escolher entre recolher-se e continuar junto do grupo. A zona de mergulho tem sombra, há salão climatizado no interior e os conveses exteriores servem para secar equipamento, ler ou simplesmente deixar o corpo recuperar. O convés de observação dá outra perspetiva durante a navegação, enquanto a área de fotografia e a lavagem separada para câmaras ajudam quem passa a semana a fotografar. Quando o itinerário inclui uma paragem em praia, há barbecue incluído. Nos dias de mar mais longo, essa combinação vale mais do que uma longa lista de entretenimento: sombra para a pele, uma espreguiçadeira e tempo suficiente para voltar a entrar na água sem pressa.
Um dia a bordo
O dia começa antes de o convés aquecer: primeiro vem o briefing, depois o equipamento às costas, a entrada pelo convés ou pelo bote e a descida ao recife. O pequeno-almoço encaixa-se antes ou depois da primeira imersão, conforme a operação; seguem-se comida, água, descanso à sombra e preparação para o mergulho seguinte. Em geral, contam-se três a quatro mergulhos por dia, separados por intervalos suficientes para comer, hidratar-se e trocar impressões sobre o local. Nos parques marinhos não há mergulhos noturnos, por isso a noite pode ser passada no salão, no convés ou a observar o mar. O barco navega entre zonas quando a rota exige distância; nos dias de parede e corrente, o ritmo é menos de passeio e mais de preparação, entrada rápida e recolha pelo bote onde o grupo emerge.
O que se come a bordo
A comida é servida em buffet e acompanha o ritmo de uma semana com vários mergulhos: refeições completas quando se regressa da água e snacks disponíveis ao longo do dia para não depender apenas da próxima mesa. Há opções vegetarianas e vegan, bebidas não alcoólicas gratuitas, água, chá e café; cerveja e outras bebidas alcoólicas ficam disponíveis à parte. A cozinha de bordo é uma das áreas mais fortes do barco: a comida recebe uma avaliação de 9,5, acima das notas do casco e do mergulho. Isso importa num liveaboard porque a mesa não é apenas uma pausa entre dois mergulhos. É onde se recompõem as forças, se comparam correntes e se decide quem vai tentar o próximo salto para a água.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines climatizadas com casa de banho privada, nas categorias Standard Twin no convés inferior, Standard Twin no convés superior e Double Bed no convés superior. Não são quartos para passar o dia: são o lugar onde se fecha a porta, se pendura o fato molhado e se tenta recuperar antes do próximo briefing. As cabines do convés superior têm a vantagem prática de ficarem mais perto das zonas sociais e oferecem janela standard; as inferiores ficam mais resguardadas da circulação do salão. O barco tem menos cabines do que um grande liveaboard, mas não transforma cada noite numa disputa por espaço comum. Depois do jantar, há salão interior, convés de observação e uma área exterior para prolongar a conversa antes de dormir.
Camarotes twin standard, convés inferior
Camarotes duplos, convés superior
Camarotes twin standard, convés superior
O que é preciso saber antes de embarcar
As rotas registadas do Sea Serpent partem e regressam a Port Ghalib. A transferência desde o aeroporto de Marsa Alam até Port Ghalib demora cerca de 15 minutos; desde o aeroporto de Hurghada, a viagem ronda três horas. Também há transferências a partir de hotéis, e um representante aguarda os passageiros no aeroporto com o nome do barco; estes transfers estão incluídos. Como o embarque só começa depois da preparação do barco e a primeira noite é passada no porto, chegar na véspera é a opção mais segura para começar a viagem sem transformar um atraso de voo numa corrida até ao cais.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2003
- Ano de renovação
- 2024
- Comprimento
- 34 m
- Boca
- 7,5 m
- Número máximo de passageiros
- 22
- Número de cabines
- 11
- Número de casas de banho
- 13
- Motores
- 2 × 1150 cv Man
- Velocidade de cruzeiro
- 9 nós
- Botes de apoio
- 2 × Yamaha 65 cv
Olá, sou a Marina, a assistente IA da DivingDeal.com. Respondo-te em detalhe sobre hotéis, centros e cruzeiros.

A pensar na viagem toda e nos voos? Fala com a Edith →
A Marina é uma IA. Alguns links são afiliados: a DivingDeal pode receber uma comissão, sem custo extra para si. A reserva é concluída com o parceiro.












