Cruzeiros · Egito
Sunshine Egypt — um safari de mergulho Red Sea sem cerimónia
O que torna este barco único
- É um barco de madeira pensado para safaris de mergulho no Mar Vermelho, com capacidade para 20 passageiros.
- As rotas de oito dias e sete noites partem e regressam a Hurghada, incluindo opções para naufrágios do norte, Tiran, Safaga e Dahab.
- O nitrox é gratuito para mergulhadores certificados.
- A tripulação destaca-se mais do que o acabamento do barco: a avaliação do barco é 7,6, contra 9,3 para a tripulação.
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O convite
O Sunshine Egypt escolhe-se pelo mergulho, não pela ideia de passar uma semana num iate de luxo. É uma base de madeira para chegar a recifes, paredes, correntes e naufrágios do norte do Mar Vermelho, com nitrox gratuito para quem está certificado e dois botes de apoio para facilitar entradas e recolhas. As rotas procuram lugares como Abu Nuhas, Ras Mohamed, Tiran, Safaga e Dahab, em viagens de oito dias e sete noites. O barco não tenta esconder que já tem vida: a avaliação do casco fica abaixo da da comida, do mergulho e, sobretudo, da tripulação. Em troca, há uma equipa que aparece quando é preciso, comida que surpreende e uma operação de mergulho que funciona. É uma escolha sensata para quem prefere mais tempo debaixo de água e menos dinheiro gasto em acabamentos.
Subir a bordo
Ao chegar ao cais, o Sunshine Egypt apresenta-se como um barco de madeira de linhas simples, feito para trabalhar. Não tem o ar de um iate novo, e essa é a primeira coisa a saber: o barco é honesto quanto à idade e ao uso. Foi construído em 2005 e renovado em 2013, mas continua a ser um barco vivido, não uma peça de decoração. A circulação está organizada em torno do salão, dos espaços exteriores e do convés de mergulho, sem transformar a semana numa sucessão de corredores e formalidades. A madeira e os equipamentos contam uma história de trabalho no Mar Vermelho. O resultado é menos polido do que os barcos de luxo, mas mais direto: chega-se, arruma-se o equipamento, ouve-se a indicação seguinte e começa-se a mergulhar. Ao segundo dia, já se reconhece toda a gente.
O ambiente a bordo
O ambiente a bordo é mais próximo de uma pequena comunidade de mergulhadores do que de um hotel formal. Os passageiros acabam por se cruzar no convés, no salão e à mesa várias vezes por dia, e o grupo ganha rapidamente uma rotina própria. Há espaço para conversas longas, brincadeiras e encontros sociais à noite, mas também para quem prefere desaparecer com um livro depois do último mergulho. A tripulação é o elemento que mais marca a experiência. Os relatos de passagem pelo barco insistem na mesma coisa: a equipa está presente, atenta e pronta a ajudar sem esperar que cada pedido seja repetido. Essa presença aparece no café, na ajuda com o equipamento, no lançamento do bote e nos pequenos gestos entre refeições. O inglês é a língua de trabalho da tripulação. A nota de 9,3 neste critério não parece vir de cerimónia, mas da forma como a equipa mantém o barco a funcionar e os passageiros acompanhados.
Os locais onde se mergulha
As rotas registadas duram oito dias e sete noites, sempre entre Hurghada e Hurghada. A Deep North procura os naufrágios do norte, enquanto North–Tiran combina os grandes naufrágios com os recifes de Jackson, Woodhouse, Thomas e Gordon, no Estreito de Tiran, até 40 metros. North Route: North + Dahab acrescenta uma mudança completa de cenário. Em Safaga, Middle Reef desenha um labirinto de blocos de coral duro, Abu Kafan transforma-se numa deriva junto a paredes escarpadas e Gamul Soraya concentra cardumes num jardim compacto. Na zona de Hurghada, Shaab Ruhr Umm Gamar esconde três naufrágios e chega aos 40 metros; El Fanadir desce até aos 40 metros e tem um pináculo a 12 metros que funciona como estação de limpeza. Shaab Sabina é um jardim raso até aos 14 metros. Em Dahab, Ras Abu Galum alcança 80 metros, o Blue Hole chega aos 130 metros, Napoleon Reef vai até aos 30 metros e The Islands aos 18 metros. Gabr el Bint acrescenta paredes, corais e declives arenosos.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, as paisagens mudam, mas alguns encontros repetem-se de recife para recife: moreias gigantes, barracudas, tartarugas, napoleões, meros, anthias, peixes-borboleta, peixes-escorpião, carangídeos, atuns e tubarões de recife fazem parte do repertório mais provável. A corrente e a topografia é que decidem quando o espetáculo sobe de nível. Em Middle Reef, pode surgir o tubarão oceânico; em Shaab El Erg, a razão para entrar na água é a possibilidade de encontrar golfinhos. O Blue Hole concentra peixes de recife, barracudas e balistas, além do tubarão de recife de pontas brancas registado neste itinerário. No Estreito de Tiran, os quatro recifes expostos atraem vida pelágica e podem oferecer tubarão-martelo, tubarão-tigre e tartaruga-verde. Ras Abu Galum é o local para procurar carangueiros de olhos grandes. Em El Fanadir, o pináculo a 12 metros funciona como estação de limpeza, um ponto onde a espera pode valer mais do que cobrir distância. Nada disso é garantido; é precisamente a corrente que torna cada entrada diferente.
Quem vos põe na água
Os mergulhos são acompanhados por guias e instrutores certificados, com briefings antes das entradas e organização dos grupos de acordo com o local e as condições. A tripulação trabalha em inglês e tem formação em primeiros socorros. Não estão indicados um rácio fixo por guia, o número de guias a bordo, um mínimo de mergulhos registados ou qualificações específicas para cada rota; por isso, o nível necessário depende do itinerário e dos locais escolhidos. O barco recebe mergulhadores de diferentes níveis, mas paredes profundas, correntes e naufrágios exigem experiência adequada, não apenas vontade. O oxigénio está disponível para emergências, juntamente com rádio VHF, GPS, radar, sonar, sistema de localização e botes salva-vidas. Há também alarme de incêndio, extintores, bombas de porão e radiobaliza. A segurança não substitui a preparação do mergulhador, mas a operação tem os meios básicos para responder quando uma entrada ou uma recolha não corre como previsto.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é o centro real do Sunshine Egypt. Há uma plataforma de mergulho, bacias de lavagem, adaptadores DIN, estações de recarga e duches exteriores para tirar o sal depois da entrada na água. O nitrox está disponível gratuitamente para mergulhadores certificados, uma vantagem concreta numa semana com vários mergulhos e algumas rotas profundas. O barco leva dois botes de apoio, cada um com 5,5 metros e motor de 40 HP; são eles que permitem entrar na água longe do casco e recolher os mergulhadores nos mergulhos à deriva. Também há suporte para mergulho sidemount. O equipamento de aluguer está disponível como serviço opcional, mas não são indicadas marcas nem uma lista completa de peças. Também não estão especificados o volume dos cilindros, o tipo de metal, o compressor ou a existência de uma mesa dedicada para fotografia. O que está claro é a lógica de operação: equipamento concentrado no convés, botes prontos e nitrox tratado como parte normal do safari.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o Sunshine Egypt oferece vários lugares para deixar o corpo baixar de rotação. O salão tem ar condicionado para as horas mais quentes; no exterior, o convés de observação e a área de descanso permitem escolher entre sombra, vento e sol. O tempo passa com uma bebida, uma conversa sobre o mergulho acabado de fazer ou alguns minutos a rever fotografias e vídeos no espaço interior. Há internet gratuita, embora no mar a ligação nunca deva ser confundida com terra firme. Quando o barco navega para o próximo local, a pausa ganha outro ritmo: equipamento a secar, passageiros espalhados pelo convés e a linha do horizonte a substituir qualquer programa. Numa tarde sem mergulho, a esplanada e o bar são suficientes para quem quer descansar; quem prefere manter-se ocupado tem espaço para conviver ou tratar das fotografias. O barco não precisa de inventar atividades para preencher cada intervalo.
Um dia a bordo
Um dia começa antes de o calor apertar. Primeiro vem o briefing, depois a montagem final do equipamento e a entrada na água enquanto o barco ainda está quieto. De volta à plataforma, o equipamento é lavado, os cilindros são preparados para o mergulho seguinte e aparece o pequeno-almoço ou um snack antes de o grupo voltar a reunir-se. Entre as entradas há tempo para comer, beber, secar ao sol ou ficar no salão com ar condicionado. Quando o itinerário pede uma deriva, os botes levam os mergulhadores ao ponto de início e acompanham a recolha; quando o barco muda de zona, a navegação ocupa o intervalo. O almoço e o jantar interrompem o ciclo sem o dominar. Alguns programas incluem mergulhos noturnos, sobretudo em locais protegidos e adequados. O dia não tem uma hora fixa publicada para cada passo, porque o mar decide parte do programa. A ordem, porém, é simples: briefing, água, recuperação, comida, descanso e de novo água.
O que se come a bordo
A mesa é uma parte importante da semana, porque entre mergulhos não basta comer depressa: é preciso voltar à água com energia. As refeições são servidas em buffet, com cozinha local e ocidental, e a equipa de cozinha trabalha com ingredientes frescos. Há pratos egípcios ao lado de comida familiar para quem prefere sabores menos intensos, além de opções vegetarianas e vegan. Ahmed é o cozinheiro do barco e prepara tanto receitas tradicionais egípcias como pratos internacionais. Água, chá, café e bebidas não alcoólicas estão disponíveis, e há fruta e snacks ao longo do dia. A comida recebeu a nota mais alta entre os critérios avaliados, 9,6, o que faz sentido num safari em que a mesa se torna o ponto de encontro entre um mergulho e o seguinte. Não é apenas uma pausa: é onde se recupera, se comenta a corrente e se decide quem ainda tem pernas para o próximo mergulho.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines Twin, no convés inferior ou no convés superior. Todas têm ar condicionado, duas camas individuais e casa de banho privada, o suficiente para tomar banho, fechar a porta e recuperar depois de um dia de mergulho. As oito cabines inferiores ficam mais próximas da água e do movimento do barco; as duas do convés superior oferecem uma posição diferente a bordo. O espaço não é o de um quarto de hotel, e duas pessoas com muito equipamento vão sentir isso. A cabine serve sobretudo para dormir, guardar o essencial e escapar ao ruído do salão. Há toalhas de cabine e de convés, limpeza diária e duches de água quente. Para quem dorme leve, o funcionamento de um barco de madeira pode fazer parte da noite: motores, passos e água não desaparecem por completo. Para quem chega cansado de vários mergulhos, normalmente o sono trata do resto.
Camarote twin, convés superior
Camarote twin, convés inferior
O que é preciso saber antes de embarcar
O Sunshine Egypt parte e regressa a Hurghada. A transferência do aeroporto está incluída na viagem. Para evitar começar o safari preso a um voo atrasado, é prudente chegar a Hurghada na véspera; assim, o embarque começa com margem e não com uma corrida direta do aeroporto para o cais. O regresso também termina em Hurghada, onde a transferência de saída pode ser organizada a partir do barco.
- Ano de construção
- 2005
- Ano de renovação
- 2013
- Comprimento
- 31
- Boca
- 75
- Número máximo de passageiros
- 20
- Número de cabines
- 10
- Número de casas de banho
- 11
- Motores
- 2 × Mercedes 575 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 10 nós
- Botes de apoio
- 2
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