
Dive Deep Blue by ABC Diving
★ 5/5 (502 avaliações)
a 9,5 km em linha reta
Malta · Mediterrâneo
De Sliema, o mergulhador alcança o TUG2 Wreck costeiro, o petroleiro Um El Faroud e os paredões submersos de Gozo.
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O TUG2 Wreck repousa perto da costa de Sliema, entre cinco e vinte e dois metros, e traduz bem o papel desta zona: mais base de partida do que local único de mergulho. A partir da frente marítima, os centros e os embarcadouros permitem organizar saídas para diferentes sectores de Malta e para Gozo. É uma escolha particularmente cómoda para quem quer alternar mergulho, visitas a La Valeta e dias sem barco, sem mudar de alojamento.
A experiência aqui combina naufrágios, recifes rochosos, arcos e paredes, quase sempre escolhidos em função do estado do mar e da saída disponível. O TUG2 Wreck permite um mergulho costeiro relativamente abrigado, com corrente geralmente ligeira. Para uma exploração mais exigente, o Um El Faroud desce dos dezoito aos trinta e seis metros: a silhueta do petroleiro, as esponjas coloridas e as possibilidades de penetração pedem controlo e planeamento. Em Gozo, o Inland Sea junta um lago interior, um túnel até cerca de vinte e cinco metros e paredes que podem levar os mergulhadores técnicos aos cinquenta e cinco. O Cirkewwa Right Arch, entre sete e dezoito metros, oferece uma alternativa mais tranquila. A corrente é variável no conjunto da zona; a visibilidade pode atingir cerca de trinta metros, embora dependa do estado do mar.
A vida marinha aparece tanto nas formações rochosas como na arquitectura dos naufrágios. No TUG2 Wreck, as civetas-de-mar acompanham a estrutura afundada; no Um El Faroud, as esponjas coloridas cobrem partes do petroleiro e dão textura às passagens. Polvos, moreias e peixes-escorpião exigem uma observação atenta junto ao fundo, enquanto nudibrânquios podem surgir em pequenas superfícies do recife. Também se podem encontrar barracudas, donzelas, garoupas e charuteiros. A informação disponível não associa estas espécies a uma época específica de passagem. Maio a Outubro, contudo, proporciona a janela de mar mais calma para procurar esta fauna em saídas costeiras e de barco, com menor probabilidade de o estado da água alterar o plano do dia.
A época mais favorável decorre de Maio a Outubro, quando o mar tende a estar mais calmo; de Junho a Setembro, a chuva é menos frequente. Para quem prefere equilibrar boas condições e menor pressão turística, Maio, Junho, Setembro e Outubro são os meses mais interessantes. O início da época beneficia do aquecimento primaveril, enquanto Setembro e Outubro evitam parte da concentração do verão e mantêm uma janela marítima confortável. Janeiro e Fevereiro são menos indicados para basear o programa exclusivamente em saídas de mergulho. Ainda assim, a exposição e o tráfego marítimo fazem com que cada saída dependa das condições concretas do dia.
Sliema serve tanto mergulhadores em formação como visitantes experientes, desde que o programa seja escolhido com atenção às profundidades. O Cirkewwa Right Arch e o TUG2 Wreck podem enquadrar-se num percurso Open Water ou equivalente. Para o Um El Faroud, são úteis o Advanced e a especialidade Wreck; o Inland Sea, sobretudo fora do túnel, é terreno para Advanced e mergulho técnico. Nitrox pode ser vantajoso em programas com várias saídas e profundidade planeada.
A partir de Lisboa ou do Porto, chega-se a Sliema por voo para Malta e depois por estrada, táxi ou autocarro. Não é necessário apanhar ferry nem fazer uma transferência marítima para alcançar a zona: Sliema fica na ilha principal. O ponto a antecipar é o trânsito da aglomeração, que pode tornar os percursos terrestres menos previsíveis, sobretudo entre o aeroporto, o alojamento e a frente marítima. Uma vez instalado, o mergulhador beneficia de alojamentos próximos dos centros, muitas vezes alcançáveis a pé; para distâncias maiores, autocarro ou táxi resolvem a ligação. Os embarcadouros e a zona portuária são a referência prática para as saídas de barco.
Sliema funciona melhor quando o alojamento fica perto da frente marítima e dos embarcadouros: essa escolha reduz o efeito do trânsito nos dias de saída. Convém reservar uma margem no programa, porque a base depende do estado do mar e uma manhã prevista para barco pode precisar de ser trocada por uma opção costeira, como o TUG2 Wreck. Quem procura naufrágios profundos ou penetrações deve encarar Sliema como ponto logístico e reservar a saída adequada, em vez de esperar encontrar esse perfil directamente junto à cidade. O ambiente urbano também muda a expectativa: os regressos podem ser movimentados e pouco cénicos, embora os acessos sejam simples. Para grupos com não mergulhadores, é sensato deixar pelo menos uma tarde para a promenade, o ferry para La Valeta ou St Julian’s. Nos meses de Verão, alojamento e barcos são mais solicitados; Maio, Junho, Setembro e Outubro tornam o planeamento mais respirável.
Um programa de quatro a seis dias permite combinar saídas costeiras e de barco com uma reserva para mar agitado. Os dias podem alternar um mergulho acessível no TUG2 Wreck, uma saída para o Um El Faroud ou Cirkewwa Right Arch e uma jornada dedicada a Gozo, incluindo o Inland Sea quando o nível e as condições o justificam. Entre mergulhos, Sliema oferece promenade, ferry para La Valeta e acesso fácil às zonas vizinhas.
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