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Cruzeiros · Filipinas

Atlantis Adventurer — um pequeno liveaboard filipino feito para mergulhar

O que torna este barco único

  • Cruzeiros Visayas Safari e Visayas Ultimate, com partida e regresso a Dauin.
  • O dia pode chegar a quatro ou cinco mergulhos, com nitrox disponível a bordo.
  • O convés de mergulho tem sombra, plataforma, tanques de lavagem, espaço para câmaras e dois zodiacs.
  • A lotação máxima é de 16 passageiros, acompanhados por uma equipa cujo rácio se aproxima de um membro por passageiro.

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O convite

O Atlantis Adventurer escolhe-se pelo mergulho próximo, pela capacidade limitada e por uma equipa que está presente em tudo o que acontece no convés. Não é um navio novo disfarçado de hotel: é um monohull de alumínio construído para passar dias seguidos a trabalhar como liveaboard, com um convés onde o equipamento fica preparado e a entrada na água não exige cerimónia. A rota parte de Dauin para explorar a vida macro da costa, os recifes de Apo Island e outros pontos das Visayas. É uma escolha forte para quem prefere quatro ou cinco imersões por dia, grupos pequenos e guias atentos a criaturas difíceis de encontrar. A comida recebe uma das melhores avaliações a bordo; a tripulação recebe uma nota ainda mais alta. O contraponto é claro: o barco tem uma avaliação inferior à da equipa, sinal de que o casco e os espaços não oferecem o mesmo nível de frescura que os cuidados humanos. Em troca, ganha-se uma operação de mergulho muito próxima.

Subir a bordo

Ao chegar ao Atlantis Adventurer, a primeira impressão é a de um barco de trabalho bem organizado, não a de um resort flutuante. O casco de alumínio e a construção de 1989 contam uma história mais longa do que a renovação de 2015 deixa ver: há caráter e função antes de decoração. A circulação concentra-se nos espaços que interessam depois de um mergulho — convés de mergulho, plataforma, salão e áreas exteriores — e a escala do barco faz com que passageiros e tripulação se reconheçam depressa. A navegação é feita a um ritmo de cruzeiro moderado, suficiente para ligar os pontos da rota sem transformar a viagem numa travessia permanente. Os dois zodiacs levam a operação para junto dos locais quando o barco fica ao largo. É um barco para quem passa mais tempo a equipar-se, mergulhar e falar sobre o que viu do que a procurar acabamentos de iate.

O ambiente a bordo

O ambiente do Atlantis Adventurer nasce da proximidade. Com apenas 16 passageiros e uma equipa numerosa para o tamanho do barco, pedir ajuda, ajustar um detalhe ou falar sobre um animal visto no mergulho não exige procurar a receção. A tripulação é descrita como atenta, profissional e boa a antecipar necessidades; é esse cuidado repetido, mais do que qualquer cerimónia, que faz muitas pessoas quererem regressar. O inglês é a língua da equipa, e a presença de elementos locais e internacionais dá ao grupo pontos de contacto diferentes sem tornar o barco impessoal. Depois do jantar, há filmes, livros, jogos e apresentações sobre vida marinha ou sobre o destino seguinte. O resultado é uma semana com pouca distância entre quem conduz a operação e quem veio mergulhar.

Os locais onde se mergulha

As partidas registadas são Visayas Safari, de Dauin para Dauin, com seis, oito ou dez dias e cinco, sete ou nove noites, e Visayas Ultimate, com dez dias e nove noites. O programa concentra-se na zona de Dauin e em Apo Island. Em Dauin Coastline, a areia vulcânica negra favorece a procura de peixe-sapo, peixe-fantasma, cavalos-marinhos, nudibrânquios, chocos flamboyant e polvos-mímicos, até aos 25 metros. House Reef e Pura Vida Housereef descem até aos 30 metros: o primeiro combina tartarugas e vida macro, enquanto o segundo esconde criaturas na areia negra, ervas marinhas e estruturas artificiais. Sunken Island chega aos 30 metros; o topo do pináculo está a 25 metros, sob correntes fortes, com possibilidade de peixes pelágicos e tubarões-baleia. Eva’s Point vai até aos 32 metros e é procurado por gorgónias, corais moles e cavalos-marinhos-pigmeus. Toscana oferece corais e tartarugas verdes; Patchy-patchy junta gorgónias, coral negro e cardumes de fusiliers; Catmon Point acrescenta peixe-leão, peixe-escorpião e a possibilidade de tubarão-baleia. Obong Point é conhecido pelo recife de coral mais extenso da região. Em Apo Island, santuário marinho, os recifes incluem mais de 400 espécies de corais documentadas, tartarugas, enguias-jardim e grandes peixes de recife.

O que se encontra debaixo de água

A rota é especialmente forte para quem mergulha devagar e procura o pequeno: nudibrânquios, peixes-sapo, peixe-leão, peixes-escorpião, corais moles, camarões, cavalos-marinhos, peixes-balão e tartarugas marinhas aparecem em vários pontos. O interesse está nas diferenças entre os locais. House Reef é o ponto indicado para procurar enguia, polvo, lula e peixe-mandarim; Apo Island concentra a enguia-jardim e o coral duro. Toscana acrescenta peixe-anjo, peixe-cirurgião e donzelas. Eva’s Point é o local específico para o cavalo-marinho-pigmeu. Em Sunken Island, a corrente sobre o pináculo pode trazer uma cena mais aberta, com fusiliers, peixes pelágicos e a possibilidade de raia-manta. As tartarugas verdes aparecem em House Reef, Toscana e Sunken Island, enquanto a tartaruga-de-pente é indicada em Sunken Island. Nada disso é garantido: o mergulho recompensa o controlo da flutuabilidade, a paciência e um guia que saiba onde procurar.

Quem vos põe na água

A equipa de mergulho inclui instrutores e divemasters formados e certificados por agências internacionais, e fala inglês. O rácio próximo de um membro da tripulação por passageiro ajuda no trabalho diário, desde a preparação do equipamento até à entrada na água. O mergulho é organizado para grupos pequenos, com atenção especial a fotógrafos e a quem procura vida macro. A bordo podem decorrer especialidades como nitrox, fotografia subaquática e naturalista quando encaixadas no programa de mergulho. O nível mínimo indicado é Advanced Open Water, com pelo menos 25 mergulhos registados, idade mínima de 15 anos, certificação e livro de mergulhos. Existem oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio e equipamento de navegação e segurança. Não é indicado um desfibrilhador, nem um número fixo de guias ou um procedimento detalhado para os briefings.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho é o centro do barco: tem sombra, plataforma, adaptadores DIN, tanques de lavagem e acesso aos botes de apoio. Dois zodiacs permitem deixar o Adventurer ancorado ou ao largo e levar os grupos até ao ponto de entrada; o regresso faz-se pela plataforma. O nitrox está disponível a bordo, assim como a configuração sidemount. Há estações de carga e uma mesa de fotografia com três níveis, tabuleiros para lentes e acessórios, zona seca alcatifada, pistolas de ar, toalhas e tanques de lavagem dedicados. O salão tem uma área de carregamento para baterias e luzes, além de um monitor de 40 polegadas para rever imagens. Não estão indicados os volumes ou materiais dos cilindros, o tipo de compressor, marcas de equipamento alugado nem o sistema de entrada usado em cada zodiac; esses detalhes não devem ser presumidos.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o lugar mais útil é o convés exterior parcialmente coberto, onde se pode ficar à sombra ou procurar o sol entre uma imersão e outra. Há terraço, bar, área de churrasco, biblioteca, salão interior e um convés de observação; cada espaço serve um intervalo diferente, sem obrigar todos a fazer o mesmo. Fotógrafos podem rever imagens e deixar baterias a carregar, enquanto quem não mergulha pode usar equipamento de snorkeling ou simplesmente acompanhar a navegação. O barco também recebe não mergulhadores e praticantes de snorkeling. Quando não há outro mergulho imediato, o tempo ganha uma tarefa simples: secar, comer, conversar e esperar que o próximo briefing transforme a pausa em preparação.

Um dia a bordo

Um dia a bordo começa pela preparação do primeiro mergulho e repete um ciclo simples: briefing, entrada na água, regresso ao convés, duche, comida e descanso antes da próxima saída. O programa publicado aponta para quatro a cinco mergulhos por dia, por isso o intervalo não é tempo morto; é quando se enche o estômago, se troca uma bateria, se conversa com o guia e se deixa o corpo recuperar. A escolha dos locais segue a rota entre Dauin, Apo Island e os restantes pontos previstos, com os zodiacs a tratar dos acessos quando necessário. À noite, o barco oferece jantar, apresentações de vida marinha ou do destino seguinte, filmes, livros e jogos. Os horários exatos dos mergulhos e do acordar não são publicados; o ritmo é definido pela ordem das imersões, das refeições e da navegação, não por um relógio que deva ser inventado.

O que se come a bordo

A cozinha é uma das razões para escolher este barco. Há refeições de pensão completa, preparadas em formato de buffet e também à la carte, com cozinha ocidental, opções vegetarianas e veganas. As bebidas não alcoólicas e a água estão disponíveis, há snacks ao longo do dia e o jantar é acompanhado por vinho. Cerveja, cocktails e outras bebidas fazem parte da vida social a bordo. O ponto não é apenas comer bem depois de uma imersão: num cruzeiro com quatro ou cinco mergulhos, a mesa é onde se recupera, se compara o que cada grupo encontrou e se ganha energia para voltar à água. A variedade interessa sobretudo a quem passa uma semana inteira a bordo ou viaja com preferências alimentares diferentes. A comida tem uma avaliação de 9,7, a nota mais alta entre os critérios publicados.

As noites no mar

As noites acontecem em cabines climatizadas, com casa de banho e duche privados. Há Deluxe Staterooms e uma Suite; as cabines têm vista para o mar, e a Suite oferece mais espaço, uma secretária e janelas amplas. O desenho é prático: cada pessoa regressa do convés, toma um duche quente e fecha a porta sem atravessar um hotel cheio de corredores. O espaço é suficiente para descansar entre dias de mergulho, mas não deve ser confundido com o de uma suite terrestre. O barco tem 1989 no casco, mesmo depois da renovação, e essa idade faz parte da experiência. Para quem dorme leve, o som do motor e da água pode acompanhar a noite; para quem escolhe um liveaboard pelo acesso ao mar, é o preço normal de dormir no barco que leva ao próximo mergulho.

Suíte

O que é preciso saber antes de embarcar

O embarque e o desembarque das rotas Visayas Safari e Visayas Ultimate acontecem em Dauin, no Atlantis Dumaguete Resort, com regresso ao mesmo ponto. Transferências de aeroporto e de hotel podem ser organizadas como serviço opcional; os passageiros são recebidos no aeroporto de Manila e acompanhados na ligação para Dumaguete quando esse serviço é reservado. Chegar na véspera é a opção prudente: deixa margem para atrasos e evita começar um cruzeiro de mergulho depois de uma viagem apertada.

Ano de construção
1989
Ano de renovação
2015
Comprimento
32,6 m
Boca
5,5 m
Número máximo de passageiros
16
Número de cabines
8
Número de casas de banho
8
Velocidade de cruzeiro
8 nós
Botes de apoio
2 zodiacs
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