Cruzeiros · Tailândia
Seatopia — um liveaboard novo, feito para mergulhar em pequenos grupos
O que torna este barco único
- O Seatopia leva até 24 passageiros em 12 cabines climatizadas, com categorias no convés principal e no convés superior.
- O convés de mergulho tem plataforma de entrada na água, área coberta, adaptadores DIN, tanques de lavagem e zona separada para câmaras.
- As rotas alcançam locais do mar de Andaman, incluindo as ilhas Similan, Koh Bon, Koh Tachai, Surin e Richelieu Rock.
- Nitrox está disponível, assim como mergulhos noturnos, equipamento de aluguer e excursões em terra.
- A bordo há buffet, cozinha local, opções vegetarianas e vegan, bebidas não alcoólicas, cerveja disponível e snacks ao longo do dia.
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O convite
O Seatopia faz sentido para quem quer passar a viagem dentro de água, não num barco que apenas transporta mergulhadores. A proposta é simples: acesso a locais conhecidos do mar de Andaman, grupos pequenos e um equipamento novo e bem mantido. Isso dá espaço para prestar atenção ao recife, ao animal escondido no granito ou ao cardume que fecha a luz por cima. O barco também recebe quem faz snorkeling e quem está a completar formação. A escolha é menos sobre luxo decorativo e mais sobre ter uma base moderna, organizada e dedicada ao mergulho, com uma tripulação que trata da parte pesada enquanto o passageiro se concentra na próxima imersão.
Subir a bordo
O Seatopia chega com o caráter de um barco recente e construído para a vida de mergulho: não é preciso adaptar cada espaço a cilindros, câmaras e grupos que entram e saem da água. A circulação passa por uma plataforma própria para o mergulho, zonas de convívio e uma área exterior onde se pode comer ou simplesmente deixar o sal secar na pele. Há um terraço, um convés de observação e uma área de descanso ao ar livre. O barco tem linhas simples e funcionais, cabines com janelas amplas e espaços pensados para famílias, pares e grupos de amigos. A lotação máxima é de 24 passageiros, mas o destaque está na promessa de grupos pequenos durante os mergulhos: menos espera no briefing e menos gente a disputar o mesmo espaço quando chega a hora de equipar.
O ambiente a bordo
O ambiente parece ser construído à volta de duas coisas que importam num liveaboard: segurança e ajuda prática. A tripulação trabalha para que o passageiro se sinta acompanhado sem transformar cada gesto numa formalidade, e a cozinha mantém comida disponível ao longo do dia. O grupo tem até 24 pessoas, mas a experiência publicada aposta em grupos pequenos na água, o que reduz a sensação de linha de montagem. A bordo cruzam-se mergulhadores, snorkellers e quem está em formação. Depois do jantar, o espaço comum serve tanto para conversar como para rever imagens e descansar. O convívio nasce dos mergulhos; não precisa de animação constante para existir.
Os locais onde se mergulha
As rotas registadas incluem South Andaman, entre Coco Pier e Coco Pier, e Similan–Richelieu, entre Andaman Pier, em Phang-nga, e o mesmo porto. Ambas duram 5 dias e 4 noites. Nas Similan, recifes, grandes blocos de rocha e corrente podem levar até -40m; é uma zona para procurar mantas, tubarões-baleia, tubarões de recife e vida pelágica. Koh Bon é conhecido pela parede e pelas estações de limpeza onde as mantas podem aparecer, sobretudo entre janeiro e maio. Koh Tachai desce até -40m num pináculo de granito com topografia complexa e vida pelágica. Elephant Head Rock chega a -60m e combina passagens, cavernas e blocos de granito. Boonsung Wreck, até -18m, é um antigo dragueiro de estanho coberto por cardumes. Surin Islands alcança -25m em recifes de coral pouco perturbados. North Point, até -35m, desenha canais e formações rochosas onde podem surgir tubarões-leopardo. Anita’s Reef chega a -35m entre corais e bommies; West of Eden, até -40m, oferece canyons de granito. Koh Ma desce até -30m, Ang Thong até -25m, e Haad Salad até -14m.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, a vida pequena está quase sempre a trabalhar: nudibrânquios aparecem em 10 locais, moreias em 8, raias-pastenague em 7 e barracudas e tartarugas marinhas em 7. Tubarões de recife, tubarões de pontas brancas, tubarões-baleia, cavalas, atuns e raias-manta também fazem parte do repertório possível, sem promessa de encontro. Para animais grandes, Koh Bon é o ponto com uma razão muito clara: as mantas podem usar a parede como estação de limpeza entre janeiro e maio. No Boonsung Wreck, a massa de peixes pode esconder a superfície e vale procurar o peixe-porco-espinho e o peixe-pedra. Koh Tachai acrescenta gorgónias, tartaruga-de-pente e vermes-planos. Em Surin Islands, procura-se o peixe-papagaio-de-bossa; em Elephant Head Rock, o peixe-porco. O resto está nos detalhes: camarões, caranguejos, peixes-anémona, polvos e pipefish entre coral, areia e granito.
Quem vos põe na água
A equipa de mergulho é descrita como experiente e os guias recebem avaliações particularmente fortes. A tripulação comunica em inglês, chinês e coreano, o que facilita briefings para grupos internacionais. Os mergulhos são organizados em grupos pequenos, mas não está indicado um rácio fixo de guia por mergulhador nem o número mínimo de mergulhos registados exigido. Há oxigénio, kits de primeiros socorros, equipamento de comunicação e sistemas de navegação e segurança a bordo; a equipa tem formação em primeiros socorros. O operador organiza formação PADI desde Open Water até Dive Master, com a componente académica habitualmente feita em Koh Payam e algumas formações práticas possíveis durante um liveaboard. A qualificação do guia privado e o formato exato dos briefings não estão especificados.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem uma plataforma própria para entrar na água, área sombreada para equipar e tanques de lavagem. As câmaras têm um tanque separado, com espaço de fotografia e estações de carregamento, para que o equipamento eletrónico não partilhe a água com o restante material. Há adaptadores DIN e Nitrox disponível. Também é possível alugar equipamento, embora não estejam indicados os volumes ou materiais dos cilindros, o tipo de compressor, as marcas ou o sistema de enchimento. O barco conta com um ou dois botes de apoio, mas não está indicado quando cada um é usado nem como se organiza a recolha dos mergulhadores. No regresso, há duches exteriores junto à zona de mergulho.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, a área de convívio e os espaços exteriores dão duas escolhas claras: sombra para descansar ou sol para aquecer e secar o fato. O terraço e o convés de observação permitem acompanhar a navegação, enquanto a zona exterior de refeições transforma a pausa numa extensão do dia de mar. Quem leva câmara encontra uma área própria para fotografia, com carregamento e lavagem separada para equipamento eletrónico. Há ainda internet, entretenimento áudio e vídeo e espaço para simplesmente ficar quieto. Numa tarde sem mergulho, as excursões em terra fazem parte do programa. O barco não tenta preencher cada minuto; oferece lugares para recuperar, organizar fotografias e voltar a olhar para a água.
Um dia a bordo
O dia começa antes de o calor apertar. Primeiro vem o briefing, depois a preparação no convés sombreado, a entrada pela plataforma e a subida para água, comida e descanso. Entre as imersões há tempo para lavar uma câmara, carregar baterias, comer do buffet ou encontrar um lugar à sombra. A navegação leva o barco ao local seguinte enquanto o grupo comenta corrente, visibilidade e vida marinha. Quando a luz baixa, pode haver mergulho noturno; esse mergulho está incluído no programa. A sequência repete-se com uma cadência própria de liveaboard: briefing, água, escada, duche, refeição, sono curto e novo equipamento. As horas exatas não estão fixadas, por isso o ritmo é guiado pelas condições do mar e pelo plano de mergulho.
O que se come a bordo
A cozinha serve as refeições em formato buffet, com pratos de cozinha local e opções vegetarianas e vegan. Há bebidas não alcoólicas, água potável, chá, café e snacks durante o dia; cerveja e outras bebidas alcoólicas ficam disponíveis à parte. A comida tem peso próprio nesta viagem: entre imersões, a mesa deixa de ser apenas uma pausa rápida e passa a ser o ponto onde se recupera energia, se comentam os animais vistos e se prepara o mergulho seguinte. O formato buffet também ajuda quem come depressa antes de voltar à água e quem precisa de mais tempo depois de uma manhã exigente. Não há horários de refeição indicados; a rotina acompanha a sequência dos mergulhos.
As noites no mar
As noites fazem-se em cabines climatizadas, com opções en-suite no convés principal e cabines de camas twin ou beliches no convés superior. As cabines do convés superior têm janela ampla, e todas são não fumadoras. O essencial está ali: casa de banho privada em algumas categorias, duches de água quente, toalhas e produtos de higiene. Depois de um dia de mergulho, a diferença está em poder fechar a porta, baixar a luz e deixar o barco trabalhar ao fundo enquanto o corpo recupera. Não é uma noite num hotel em terra: há movimento, ruído de máquinas e o balanço que acompanha o sono. Em troca, a primeira decisão da manhã não é como chegar ao mar, mas apenas quando descer ao convés de mergulho.
Camarotes com casa de banho privativa, convés principal
convés superior, Camarotes twin
convés superior, Camarotes com beliches
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas e os regressos registados fazem-se em Coco Pier, na rota South Andaman, ou em Andaman Pier, em Phang-nga, na rota Similan–Richelieu. As transferências de aeroporto e de hotel estão incluídas; o ponto exato de recolha é comunicado antes da viagem. Como o embarque depende de uma transferência e o cruzeiro começa no porto, chegar na véspera é a opção mais prudente.
- Ano de construção
- 2024
- Comprimento
- 24 m
- Boca
- 6 m
- Número máximo de passageiros
- 24
- Número de cabines
- 12
- Número de casas de banho
- 9
- Velocidade de cruzeiro
- 9 nós
- Botes de apoio
- 1-2
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