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Cruzeiros · Egito

MY Blue — conforto moderno, mergulho a sério

O que torna este barco único

  • Yacht construída em 2016, com desenho moderno e interiores de estilo clássico.
  • O convés de mergulho inclui uma mesa grande para fotógrafos, estação de enchimento e apoio para rebreathers.
  • Nitrox está disponível gratuitamente para mergulhadores certificados.
  • Percorre as rotas do Mar Vermelho entre Hurghada e Port Ghalib, incluindo Brothers, Daedalus, Rocky, Zabargad e St. Johns.

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O convite

A MY Blue é para quem quer chegar aos grandes recifes do Mar Vermelho sem trocar conforto por uma semana de mergulho intenso. Brothers, Daedalus, Rocky, Zabargad, St. Johns e Elphinstone ficam dentro do seu raio de ação, com rotas de oito dias e sete noites. O barco foi pensado primeiro para mergulhar: há espaço real para preparar equipamento, apoio para fotógrafos e dois botes para os locais onde o casco não chega diretamente ao recife. Depois do mergulho, regressa-se a uma cabine com casa de banho privada, a um salão climatizado ou ao convés exterior. É uma escolha forte para quem quer combinar parques marinhos, paredes expostas, grandes pelágicos e uma embarcação moderna, sem viver a bordo como se estivesse numa expedição espartana.

Subir a bordo

A chegada à MY Blue transmite mais yacht do que barco de trabalho adaptado. As linhas são elegantes, o interior combina um desenho moderno com uma organização clássica e a circulação foi pensada para que a vida a bordo não fique presa a um único salão. O mergulho tem o seu próprio espaço, separado da zona onde se come e descansa, e os botes de apoio ficam prontos para levar o grupo até aos recifes afastados. Não há o aperto típico de um barco pequeno, mas também não se perde a sensação de estar num cruzeiro de mergulho: o compressor, o movimento da tripulação e o equipamento lembram a toda a gente por que está ali. Ao segundo dia, o barco já se torna familiar; sabe-se onde deixar cada coisa e quem chamar quando é preciso uma mão.

O ambiente a bordo

O ambiente é internacional, com tripulação local e internacional e atendimento em inglês e alemão. A equipa não fica limitada ao serviço de mesa: os guias fazem briefings detalhados, explicam o relevo e deixam o mergulhador explorar com o seu parceiro quando o local e as condições permitem. Quem tem menos mergulhos é colocado num grupo pequeno com mergulhadores mais experientes ou com o guia. Isso evita que um iniciante seja largado sozinho num recife exigente e, ao mesmo tempo, não obriga o grupo inteiro a mergulhar ao mesmo ritmo. Ao jantar, a conversa costuma voltar aos locais do dia e às criaturas vistas; numa semana, a mesa junta pessoas que chegaram sem se conhecer e que já discutem correntes, entradas e saídas como uma pequena equipa.

Os locais onde se mergulha

As rotas duram oito dias e sete noites. North & Turkia e North & Brothers saem e regressam a Hurghada; Brothers, Daedalus and Elphinstone liga Hurghada a Port Ghalib; Daedalus, Rocky, Zabargad, St. Johns e Daedalus & Fury Shoal operam a partir de Port Ghalib, tal como outra rota Brothers, Daedalus and Elphinstone. Elphinstone oferece paredes verticais até aos 60 metros nas fichas do local, com possibilidade de procurar tubarão-oceânico de pontas brancas e tubarão-martelo. Brothers desce até aos 85 metros e junta paredes, naufrágios e grandes pelágicos. Daedalus chega aos 40 metros, com paredes abruptas, planaltos e tubarões-martelo. Rocky Island é um recife remoto de corrente e vida oceânica; Zabargad acrescenta jardins de coral, paredes, deriva e um naufrágio. Fury Shoals mistura corais duros, jardins e naufrágios. No norte, Shaab Ruhr Umm Gamar tem três naufrágios e deriva até aos 40 metros; El Fanadir combina um pináculo coralino a 12 metros com uma estação de limpeza; Shaab Sabina desce até aos 14 metros; El Fanous East chega aos 18 metros; Fanadir North aos 30 metros; Shaab El Erg é um recife em U; Gotha Abu Nugar North é um jardim de coral até aos 9 metros. St. Johns fecha a viagem com cavernas, túneis, passagens e vida pelágica. A rota concreta depende do tempo e da experiência do grupo.

O que se encontra debaixo de água

Golfinhos, raias-manta e tartarugas aparecem em muitos pontos desta rota, enquanto tubarões de recife e tubarões-martelo acompanham vários dos recifes expostos. Corais moles, carangídeos, barracudas, moreias, corais duros, peixes-escorpião, napoleões e atuns dão ao mergulho uma base constante, mas o interesse está na forma como cada local os reúne. A corrente e o isolamento de Rocky Island podem trazer tubarões e raias-manta para o azul. Em El Fanadir, o pináculo a 12 metros funciona como estação de limpeza, um lugar para ficar quieto e observar. O dugongo é a procura específica de Zabargad Island; o mero-gigante, de Shaab Ruhr Umm Gamar; a anémona, de Brothers Islands; o peixe-balista, de Fury Shoals; e o peixe de vidro, de Shaab El Erg. Em Elphinstone podem surgir o tubarão-de-ponta-negra, o tubarão-tigre, a gorgónia e o labro. Em Daedalus, o caranguejo-de-olhos-grandes acrescenta outra razão para procurar o recife com atenção.

Quem vos põe na água

A operação conta normalmente com dois a três guias de mergulho, apoiados por uma equipa que conhece os recifes e as regras locais. Nos parques marinhos, a organização exige dois guias licenciados, com um máximo de oito mergulhadores por guia. Os briefings são detalhados e cobrem o relevo, a corrente, os pontos de interesse e a forma de explorar o local com o parceiro. Mergulhadores com menos experiência podem ficar num grupo pequeno com um guia ou com mergulhadores mais experientes. A experiência mínima pedida é de cinquenta mergulhos registados, e os parques marinhos — Brothers, Daedalus, Rocky e Zabargad — exigem esse registo. A bordo há oxigénio, dois kits de oxigénio de emergência, primeiros socorros, desfibrilhador e sistema ENOS de localização e chamada. Mergulho de descompressão é proibido e o limite máximo é de quarenta metros.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem zona sombreada, plataforma de entrada na água, tanques de lavagem e adaptadores DIN. Estão disponíveis cilindros de alumínio de doze litros com válvula DIN e peso suficiente para o mergulho; cilindros de aço de quinze litros podem ser pedidos. O enchimento é feito a bordo por compressores e sistema de membrana para Nitrox, com possibilidade de enchimento a duzentos e trezentos bar, booster e cilindros de armazenamento. O Nitrox 32 é gratuito para mergulhadores certificados, e há analisador a bordo; o curso pode ser feito durante a viagem. A MY Blue aceita rebreathers e fornece oxigénio e Sofnolime. A mesa de fotografia é grande, tem pia de água doce e fica junto da zona de manutenção. Dois botes de seis vírgula dois metros, com motores fora de borda de oitenta cavalos, levam até oito mergulhadores cada para recifes afastados. Equipamento, computador, lanterna e cilindro de aço são alugados mediante reserva prévia.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, a vida acontece sobretudo nos dois espaços exteriores com zonas de sombra. Há lugar para estender a toalha, deixar o fato a secar e acompanhar a navegação sem ficar no caminho de quem prepara a próxima saída. O salão climatizado serve para fugir ao calor, ver um filme, ler ou simplesmente dormir entre dois mergulhos. Fotógrafos podem lavar e carregar o equipamento na área própria, em vez de ocuparem a mesa de refeições. Quando o barco navega para o próximo recife, esse intervalo ganha outra textura: menos movimento no convés de mergulho, mais tempo para observar a costa distante, conversar ou deixar o corpo recuperar.

Um dia a bordo

O dia começa cedo, muitas vezes antes de o sol aquecer o convés. Há um briefing, prepara-se o equipamento e entra-se na água para o primeiro mergulho; depois vêm o pequeno-almoço e a recuperação do corpo antes da próxima saída. Num dia normal fazem-se três a quatro mergulhos, com o último dia reduzido a dois. Entre eles, o barco pode permanecer fundeado junto ao recife ou navegar para o ponto seguinte, enquanto os fatos secam e os fotógrafos tratam das imagens. O almoço entra no intervalo, seguido de outro briefing e de mais uma descida. Quando o local e as regras permitem, um mergulho noturno pode fechar o dia. Nos parques marinhos, o mergulho noturno é geralmente proibido, e o plano adapta-se às restrições do local, à corrente e ao estado do mar.

O que se come a bordo

A cozinha serve três refeições por dia em regime de pensão completa, com formato de buffet, e deixa snacks disponíveis entre os mergulhos. É uma organização simples e acertada para este tipo de viagem: come-se depois de voltar da água, repõe-se energia e fica-se pronto para o briefing seguinte. Água potável, chá, café e bebidas não alcoólicas estão disponíveis a bordo; cerveja e vinhos podem ser comprados separadamente. A mesa é mais do que uma pausa: depois de um mergulho em corrente ou de uma parede com tubarões, é onde se comparam avistamentos, se revê uma fotografia e se decide quem ainda tem vontade de entrar na água.

As noites no mar

As noites começam com o regresso do último mergulho, o banho quente e a roupa seca antes do jantar. As cabines são climatizadas, têm casa de banho privada, televisão e espaço para guardar o essencial; as cabines do convés superior acrescentam vista para o mar, enquanto a master, no convés principal, oferece uma área mais generosa. No salão interior há ar condicionado, e os conveses exteriores permitem ficar ao ar livre quando o mar está calmo. O som muda conforme a noite: pode ser apenas água contra o casco, vento no convés e o funcionamento discreto dos sistemas do barco; pode também haver conversa, música ou vídeo no salão. Para quem fotografa, a sala de câmaras e a zona de carregamento evitam levar equipamento molhado para a cabine.

twin, convés inferior

duplo vista mar, convés superior

twin vista mar, convés superior

master, convés principal

à proa, convés inferior

O que é preciso saber antes de embarcar

As rotas do norte partem e regressam a Hurghada; as rotas para St. Johns, Daedalus, Rocky, Zabargad e Fury Shoal partem e regressam a Port Ghalib, salvo a rota que liga Hurghada a Port Ghalib. O transfer do aeroporto está incluído: para Port Ghalib pode ser feito a partir de Hurghada ou Marsa Alam, e para as rotas de Hurghada é usado o aeroporto de Hurghada. Um guia recebe os passageiros no aeroporto com uma placa da Blue Planet Liveaboards e acompanha-os no autocarro climatizado até ao barco. Chegar na véspera é uma escolha prudente para não transformar um atraso de voo numa corrida até à partida.

Ano de construção
2016
Comprimento
43 m
Boca
9 m
Número máximo de passageiros
24
Número de cabines
12
Número de casas de banho
12
Motores
2 × MAN V12 110 cv @ 2100CC 2100rmp
Botes de apoio
2 × 6,2 m com motor de popa de 85 cv
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