Cruzeiros · Egito
Icon — madeira, pelágicos e mergulho técnico no Mar Vermelho
O que torna este barco único
- O Icon combina rotas do norte e do sul do Mar Vermelho com apoio para Nitrox, Trimix e rebreather.
- O convés de mergulho é amplo e tem estação para câmaras e fotografia subaquática.
- A bordo fazem-se normalmente três a quatro mergulhos por dia, conforme a rota, e dois no último dia.
- As rotas exigem pelo menos 20 mergulhos registados e certificação AOWD ou equivalente.
O convite
Escolhe-se o Icon para passar a semana a mudar de cenário debaixo de água, sem deixar de ter a bordo uma estrutura pensada para quem leva o mergulho mais longe. Há rotas de recifes e naufrágios no norte, paredes e grandes pelágicos no sul, e itinerários que juntam Fury Shoals, Sataya, Wadi Gamal, Brothers, Daedalus ou Elphinstone. O barco aceita mergulhadores recreativos, mas não fecha a porta ao mergulho técnico: há suporte para Nitrox, Trimix e rebreather. Essa é a diferença real. O Icon não serve apenas para chegar a um recife e voltar; foi montado para grupos que querem variedade, repetição de mergulhos e espaço para trabalhar com equipamento mais exigente. Quem procura um liveaboard com foco claro na água encontra aqui uma escolha coerente.
Subir a bordo
Ao chegar, o Icon apresenta-se como um barco de madeira com interiores polidos e zonas separadas para descansar, comer e preparar o mergulho. O salão climatizado e o restaurante ficam no interior; acima, o convés solar reúne espreguiçadeiras para quem prefere acompanhar a navegação ao ar livre. A madeira dá ao barco uma presença mais quente do que a de um casco puramente funcional, enquanto os geradores silenciosos ajudam a manter o ambiente habitável quando o barco está parado. Há quatro níveis de convés e circulação entre o salão, as cabines e a zona de mergulho. O Icon foi construído em 2024, por isso a sensação geral é a de um barco recente, mas a experiência a bordo continua a ser a de um safari: o convés de mergulho é o centro da vida diária, não um acessório atrás do alojamento.
O ambiente a bordo
O ambiente forma-se depressa porque todos acabam por se cruzar nos mesmos lugares: no convés antes da saída, à mesa depois do mergulho e junto à estação de câmaras quando começam a aparecer as primeiras fotografias. O grupo pode reunir mergulhadores recreativos e técnicos, mas a organização mantém o foco na água. A tripulação fala checo, inglês, húngaro e polaco, e os guias acompanham a preparação dos mergulhos e a vida prática a bordo. À noite, o barco muda de oficina para sala comum: janta-se, revê-se o que apareceu no recife e prepara-se o equipamento do dia seguinte. O resultado é menos um hotel com atividades e mais uma pequena equipa temporária, reunida por uma rota e por quatro oportunidades diárias de entrar no mar.
Os locais onde se mergulha
As rotas do Icon percorrem zonas muito diferentes do Mar Vermelho. Em Elphinstone, as paredes verticais descem até 60 metros e atraem tubarões-oceânicos, martelos e outra fauna pelágica. Rocky Island é um ponto remoto para procurar tubarões e raias manta; Fury Shoals junta jardins de coral duro, naufrágios e formações adequadas a vários níveis. Em Abu Kafan, a deriva acompanha paredes escarpadas onde podem aparecer peixes grandes. Middle Reef, em Safaga, é um labirinto de blocos de coral duro, enquanto Umm Gamar abre uma gruta a 28 metros junto aos vestígios da jaula de tubarões de Hans Hass, num local com profundidade máxima de 30 metros. Carless Reef chega a 40 metros e combina jardins de coral, moreias gigantes e tubarões de recife. Marsa Mubarak é mais rasa, até 25 metros, com ervas marinhas onde se procuram dugongues e tartarugas verdes. Shaab Abu Nuhas desce até 30 metros entre coral, cardumes e corrente; Fanadir South, também até 30 metros, leva a uma zona arenosa frequentada por raias-prego. Gotha Abu Galawa chega a 35 metros e permite mergulhos noturnos; Gotha Abu Nugar North é um jardim de coral raso, com apenas 9 metros de profundidade máxima. As partidas registadas incluem North and Safaga, Brothers, Daedalus and Elphinstone, Brothers and North, Fury Shoals, Sataya and Wadi Gamal, North, Ras Mohammed, Tiran and Dahab, e St. Johns and Fury Shoals. As viagens duram seis noites e sete dias, ou sete noites e oito dias na rota North and Safaga mais longa; algumas começam e terminam em Hurghada, outras ligam Hurghada a Marsa Alam ou permanecem em Marsa Alam.

Elphinstone →
Prof. máx. · 60 m

Rocky Island →

Fury Shoals →

Abu Kafan →

Middle Reef →

Umm Gamar →
Prof. máx. · 30 m

Carless Reef →
Prof. máx. · 40 m

Marsa Mubarak →
Prof. máx. · 25 m

Shaab Abu Nuhas →
Prof. máx. · 30 m

Fanadir South →
Prof. máx. · 30 m

Gotha Abu Galawa →
Prof. máx. · 35 m

Gotha Abu Nugar North →
Prof. máx. · 9 m

Daedalus →
Prof. máx. · 40 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, os encontros mais procurados são tubarões de recife, barracudas, golfinhos, napoleões, moreias, carangues, tartarugas e nudibrânquios. Tubarões-martelo e atuns aparecem em vários pontos, enquanto as raias manta surgem em menos locais e dependem das condições do mergulho. O motivo para escolher certos pontos está nos encontros específicos: Marsa Mubarak é o local desta rota associado ao dugongo, à tartaruga verde, ao peixe-palhaço e às donzelas; Elphinstone concentra o tubarão-baleia, o tubarão-tigre, o tubarão-de-pontas-negras e a caranguejada gigante; Fury Shoals é o ponto indicado para procurar balistes. Em Umm Gamar, a fauna inclui o gaterin e o peixe-morcego, enquanto Shaab Abu Nuhas pode revelar cardumes de peixes de vidro. O recife explica parte do espetáculo: paredes e correntes trazem pelágicos, jardins de coral abrigam peixes de recife e as zonas arenosas deixam as raias expostas. Nada disso é garantido; o mergulho recompensa a procura, não promete um encontro.
Quem vos põe na água
Os grupos são acompanhados por guias numa proporção publicada de um guia para doze mergulhadores. A equipa fala checo, inglês, húngaro e polaco, o que facilita a organização de um grupo internacional. A bordo são aceites mergulhadores com pelo menos 20 mergulhos registados e certificação AOWD ou equivalente; não é uma viagem para a primeira experiência depois do curso inicial. Os briefings orientam a entrada, o percurso e o regresso aos botes, com a organização adaptada à rota e às condições do mar. O barco declara sistema completo de segurança, mas não especifica aqui a presença de desfibrilhador, o tipo de oxigénio ou o sistema de chamada. Quem viaja com rebreather ou equipamento técnico deve tratar os detalhes operacionais antes de embarcar.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é amplo e está preparado para mergulho recreativo e técnico. Há compressores, dois botes de apoio com motores de 40 HP, estação de fotografia e mesa para câmaras. Os cilindros de 12 litros e os pesos fazem parte do serviço; o tipo de metal, a ligação DIN ou estribo e a configuração do enchimento não estão especificados. O aluguer de equipamento não está disponível a bordo, por isso o mergulhador deve organizar o seu próprio conjunto. Nitrox está disponível com suplemento, e o barco tem apoio para Trimix e rebreather. A existência desse apoio é importante para quem viaja com configuração técnica, mas não substitui a confirmação prévia da mistura e do equipamento necessário para uma rota concreta. Os botes permitem chegar aos pontos de entrada e recolher os mergulhadores depois da subida, enquanto o convés concentra o equipamento antes e depois da água.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o Icon oferece dois ritmos. No salão interior climatizado, há sombra, assentos e espaço para comer ou descarregar uma câmara; no convés solar, espreguiçadeiras para secar o fato, ler ou simplesmente deixar o corpo recuperar. A estação de fotografia e a mesa para câmaras dão uma tarefa concreta a quem regressa com imagens para tratar. Durante a navegação, o melhor lugar depende do mar: a proa e o convés superior servem para acompanhar a mudança de costa, enquanto o salão protege do calor. Numa tarde sem mergulho, a vida a bordo abranda para descanso, conversa e observação do mar. Não há Wi-Fi para preencher cada intervalo; o barco favorece uma semana mais ligada ao grupo e à rota.
Um dia a bordo
O dia começa cedo, antes de o calor apertar, com o primeiro briefing e a preparação do equipamento no convés. Segue-se o primeiro mergulho, depois o regresso ao barco para comer, beber e deixar o corpo recuperar antes da saída seguinte. O padrão repete-se até três ou quatro mergulhos no dia, conforme a rota; quando há mergulho noturno, ele entra no ciclo depois do descanso e da refeição do fim da tarde. Entre as imersões, o barco pode navegar para o próximo recife, e os intervalos servem para secar o equipamento, rever fotografias ou dormir um pouco. A última refeição reúne o grupo quando já se conhecem os pontos fortes do dia: uma parede, um naufrágio, uma tartaruga ou simplesmente um recife que entregou mais vida do que se esperava. No último dia há dois mergulhos, e o ritmo começa a fechar-se antes do regresso.
O que se come a bordo
A cozinha alterna comida ocidental e pratos locais, servidos em buffet. Há refeições completas a bordo, além de snacks, café, chá, água, refrigerantes e fruta ao longo do dia; restrições alimentares podem ser consideradas. O horário nasce do mergulho: a primeira refeição aparece antes ou depois da primeira saída, e as seguintes encaixam-se entre os mergulhos, quando todos regressam ao barco com fome e pouco tempo para cerimónias. Essa mesa tem uma função prática. Num cruzeiro com três ou quatro imersões por dia, comer bem significa recuperar sem transformar cada intervalo numa paragem longa. Bebidas alcoólicas fazem parte da oferta, enquanto espresso, bebidas enlatadas e bebidas espirituosas ficam fora do serviço incluído.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines com janela ou vigia, ar condicionado e casa de banho privativa. As opções vão da Standard e Deluxe, ambas com duas camas individuais, à Suite, Deluxe Suite e Family Room; esta última tem uma cama de casal e duas individuais. Há toalhas, roupão, produtos básicos e minibar, mas não há Wi-Fi a bordo. Depois do último mergulho, o espaço interior climatizado torna-se o lugar mais prático para rever fotografias, enquanto o convés solar serve para ficar alguns minutos ao ar livre antes de dormir. A escolha da cabine muda a posição e a configuração das camas, não o essencial da viagem: o barco foi feito para descansar entre saídas para a água. O som dominante será o do funcionamento normal de um liveaboard e da navegação, não o silêncio de um hotel em terra.
Camarote standard
Suíte
Camarote família
Camarote de luxo
Suíte de luxo
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas e chegadas dependem da rota: há cruzeiros Hurghada–Hurghada, Marsa Alam–Marsa Alam e ligações entre Hurghada e Marsa Alam. O transfer de grupo entre o aeroporto e o barco, nos dois sentidos, está incluído quando feito de forma programada; transfer privado fica à parte. Como o embarque pode exigir organização, é prudente chegar na véspera e deixar margem para a transferência até ao porto.
- Ano de construção
- 2024
- Comprimento
- 36 m
- Boca
- 0 m
- Número máximo de passageiros
- 30
- Número de cabines
- 14
- Motores
- 2 MAN 750 cv
- Botes de apoio
- 2 ribs com 40 cv
- Site
- iconredsea.com ↗
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