Cruzeiros · Egito
Argo: madeira, espaço e mergulho no Mar Vermelho
O que torna este barco único
- A Argo combina casco de madeira com um convés de mergulho preparado para uma semana centrada na água.
- Três compressores Bauer e uma membrana dedicada permitem encher cilindros com ar ou nitrox.
- O itinerário inclui rotas de 8 dias e 7 noites entre Hurghada, Port Ghalib, Brothers, Daedalus, Elphinstone e St. John’s.
- O programa inclui 6 dias de mergulho, com 2 a 3 imersões por dia e 2 no último dia.
O convite
A Argo é para quem escolhe o barco pelo mergulho e não por uma aparência de hotel. A semana pode levar a paredes profundas, naufrágios e recifes afastados da costa, com nitrox disponível e uma equipa que acompanha cada entrada na água. O convés tem espaço para preparar o equipamento sem transformar cada saída numa disputa por centímetros, e há áreas exteriores para recuperar entre imersões. O verdadeiro motivo para escolher esta embarcação está na combinação entre rotas fortes do norte do Mar Vermelho e uma operação simples: cilindros e pesos prontos, botes de apoio e guias a organizar o grupo. Quem procura silêncio absoluto, mergulho técnico ou um ambiente de resort encontrará outras opções. Quem quer passar seis dias a mergulhar em Brothers, Elphinstone, Daedalus ou nos naufrágios de Abu Nuhas encontra aqui uma base feita para isso.
Subir a bordo
A Argo chega ao cais com o caráter de um barco de madeira dedicado ao mar, não de um bloco anónimo de cabine e corredor. A madeira dá presença ao barco e lembra que a viagem acontece num ambiente de trabalho: há equipamento a circular, cilindros a ser preparados e uma tripulação concentrada na próxima saída. A embarcação foi concluída em setembro de 2023, depois de ter sido pensada a partir do que os mergulhadores pediam numa semana a bordo. Isso explica a divisão clara entre as zonas de mergulho, o salão interior, o bar e os espaços exteriores. O acesso faz-se sem a escala de um navio grande; em poucos passos, passa-se da cabine para o convés e do convés para o bote. A sensação que fica é prática: o barco está ali para levar o grupo até aos recifes e tornar repetível a rotina de montar, entrar, sair e voltar a montar.
O ambiente a bordo
O ambiente a bordo parece formar-se mais depressa pela rotina do mergulho do que por cerimónia. O grupo encontra-se no briefing, no convés e à mesa, e ao segundo ou terceiro dia já reconhece quem precisa de ajuda com a garrafa, quem prefere entrar primeiro e quem demora mais a regressar ao bote. A tripulação participa de verdade no dia: ajuda nas mises à l’eau, recebe os mergulhadores na saída e mantém a operação organizada quando há várias equipas a preparar-se. O inglês é a língua da tripulação. A experiência de quem passa pela Argo aponta para uma organização atenta e para uma equipa disponível, sobretudo nos momentos em que um mergulhador precisa de uma mão extra. À noite, o ritmo baixa no salão ou no convés, mas a conversa continua a girar em torno do que apareceu debaixo de água.
Os locais onde se mergulha
As rotas registadas duram 8 dias e 7 noites. A Argo pode sair e regressar a Hurghada, ligar Hurghada a Port Ghalib ou operar a partir de Port Ghalib; há também saídas para Ras Mohamed–Brothers, St. John’s e Brothers–Daedalus–Elphinstone, além de rotas por pedido. Em Elphinstone, as paredes verticais descem até -60 m e podem trazer tubarões-oceânicos, martelos e outros pelágicos. Brothers chega a -85 m, com recifes, naufrágios e grandes animais em mar aberto; o Numidia repousa desde 1901 e desce até -80 m. Em Carless Reef, até -40 m, as moreias gigantes patrulham jardins de coral. Umm Gamar chega a -30 m e guarda uma gruta a 28 m, com os vestígios da jaula de tubarões de Hans Hass. Shaab Abu Nuhas, até -30 m, junta coral, corrente e cardumes. Fanadir South desce até -30 m e leva a uma zona arenosa frequentada por raias-prego-de-cauda-comprida. Gotha Abu Galawa chega a -35 m e permite mergulhos noturnos; Sachwa Abu Galawa, até -30 m, tem corais moles violetas e gorgónias. Gotha Abu Nugar North é um jardim raso até -9 m. Shaab Ruhr Umm Gamar chega a -40 m e esconde três naufrágios. Shaab Umm Gamar e El Fanadir atingem -40 m; neste último, um pináculo a 12 m funciona como estação de limpeza. Giftun Islands chega a -40 m, com corrente, gorgónias e vida grande.

Daedalus →
Prof. máx. · 40 m

Elphinstone →
Prof. máx. · 60 m

Numidia →
Prof. máx. · 80 m

Carless Reef →
Prof. máx. · 40 m

Umm Gamar →
Prof. máx. · 30 m

Shaab Abu Nuhas →
Prof. máx. · 30 m

Fanadir South →
Prof. máx. · 30 m

Gotha Abu Galawa →
Prof. máx. · 35 m

Sachwa Abu Galawa →
Prof. máx. · 30 m

Gotha Abu Nugar North →
Prof. máx. · 9 m

Shaab Ruhr Umm Gamar →
Prof. máx. · 40 m

Shaab Umm Gamar →
Prof. máx. · 40 m

El Fanadir →
Prof. máx. · 40 m

Giftun Islands →
Prof. máx. · 40 m
O que se encontra debaixo de água
A rota oferece um fundo vivo mesmo quando o encontro maior não aparece: moreias foram registadas em 9 locais, carangues em 8, atuns em 8 e tubarões de recife em 7. Napoleões aparecem em 6 locais, enquanto raias, tartarugas, anthias, rascasses, corais moles e gorgónias completam a paisagem. A corrente ajuda a concentrar vida em pontos como Giftun Islands e Shaab Abu Nuhas, e o pináculo de El Fanadir, a 12 m, funciona como estação de limpeza. Para encontros específicos, Elphinstone é o local indicado para procurar tubarão de ponta preta, tubarão-tigre, tubarão-oceânico, tubarão-martelo e caranguejo gigante; a tartaruga-cabeçuda também foi registada ali. Brothers acrescenta raias-águia e anémonas ao cenário de mar aberto. Shaab Abu Nuhas é o ponto para peixe-papagaio, peixe-borboleta e peixe-de-vidro. Shaab Ruhr Umm Gamar é o único local registado para meros e meros-gigantes. Em El Fanadir, pode surgir o peixe-sapo. Golfinhos foram registados em Fanadir South, Sachwa Abu Galawa e Brothers. Nenhum destes encontros é garantido; cada um depende do local, das condições e do momento certo do mergulho.
Quem vos põe na água
A entrada na água é organizada por um guia de mergulho e por uma equipa que acompanha o grupo desde o briefing até ao regresso ao bote. A língua indicada para a tripulação é o inglês. A Argo aceita mergulhadores com certificação Open Water ou equivalente, mas exige um mínimo de 20 mergulhos registados; isso coloca a viagem acima de um primeiro contacto com o mergulho em mar aberto. Cursos Advanced e Nitrox podem decorrer a bordo, e existe a possibilidade de concluir a certificação Nitrox durante a viagem. O programa não é apresentado como operação de mergulho técnico. Os grupos são formados de acordo com a experiência e o local, sem um rácio publicado de guia por mergulhador. A segurança é indicada como completa, mas não são especificados a quantidade de oxigénio, desfibrilhador, sistema de chamada ou qualificações individuais da equipa. O que se sabe é suficiente para definir o perfil: é uma operação recreativa organizada, com exigência mínima clara e acompanhamento nas mises à l’eau.
O convés de mergulho e o equipamento
O programa usa cilindros de 12 litros e pesos. Há cilindros de 15 litros de alumínio ou aço, com ligação DIN ou estribo, mediante aluguer. O enchimento é assegurado por três compressores Bauer com capacidade de 400 l/min, incluindo um sistema Bauer com membrana dedicada para produzir nitrox; o nitrox está disponível sem custo para mergulhadores certificados. O aluguer de equipamento de mergulho é possível, mas é um serviço separado. A Argo tem convés de mergulho e botes de apoio para as entradas e recolhas nos locais. O grupo prepara-se no convés, recebe o briefing e segue para o bote quando a operação pede uma entrada afastada do barco. Há apoio de guia e cilindros prontos para o programa diário. Não estão especificados mesa de fotografia, tanques de lavagem, duche quente no regresso, marcas do equipamento alugado ou o número de botes; esses detalhes não devem ser presumidos.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, a Argo oferece espaço para escolher entre sombra, sol e abrigo interior. O sundeck tem 145 m², enquanto os conveses superiores combinam zonas abertas e cobertas. Isso permite deitar ao sol quando o corpo pede calor, procurar sombra para tirar o sal do rosto ou simplesmente ficar sentado a ver o recife desaparecer durante a navegação. O salão interior, o bar e o entretenimento audiovisual dão uma alternativa quando o vento aperta ou quando já não há vontade de conversar no exterior. O intervalo não precisa de ser preenchido: há tempo para enxaguar uma máscara, rever uma fotografia, beber água e deixar a respiração voltar ao normal antes do briefing seguinte. O desenho favorece uma semana de repetição confortável, em que o barco não obriga todos a ocupar o mesmo lugar.
Um dia a bordo
O dia começa cedo, antes de o calor apertar e enquanto o convés ainda está silencioso. Vem o primeiro briefing, a montagem do equipamento e a entrada na água; depois regressam o café ou a refeição, o enxaguamento da máscara e algum tempo de descanso antes da próxima saída. O programa prevê 2 a 3 mergulhos por dia durante 6 dias, com 2 mergulhos no último dia. Entre eles, o barco pode navegar para o local seguinte, enquanto o grupo ocupa o sundeck, o salão ou a sombra dos conveses superiores. A partida da viagem acontece no domingo de manhã, por volta das 8 horas. Quando as condições e o local permitem, são programados 1 a 2 mergulhos noturnos durante a semana; alguns pontos afastados da costa ficam excluídos por razões de segurança. Depois da última saída, o bar e o convés substituem o briefing, e a conversa passa dos procedimentos para aquilo que cada mergulhador encontrou.
O que se come a bordo
A cozinha alterna comida ocidental e local, servida em estilo buffet. Há também atenção a restrições alimentares, desde que sejam comunicadas antes ou no início da viagem. Num cruzeiro de mergulho, o buffet faz sentido: cada pessoa come a quantidade que precisa, sem prender o grupo a uma refeição demorada, e pode voltar ao prato depois de preparar o equipamento. A mesa funciona como ponto de encontro entre duas imersões, não como atração separada do programa. As refeições são feitas a bordo e acompanham uma semana em que o apetite cresce com o sal, o sol e as entradas repetidas na água. Bebidas alcoólicas ficam fora do serviço incluído e estão disponíveis no bar depois do último mergulho do dia.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines simples e funcionais, não em quartos desenhados para longas estadias em terra. Há cabines Twin, Twin/Double e Double, distribuídas entre o convés principal e o superior. Todas têm casa de banho privativa com duche, ar condicionado e minibar. O essencial é poder fechar a porta, tomar um duche e cair no beliche depois de um dia de água salgada, corrente e escadas de bote. O ambiente noturno depende mais do mar e da atividade do barco do que de uma decoração elaborada: a tripulação continua a preparar o dia seguinte, enquanto o grupo revê fotografias, conversa no salão ou sobe ao convés. Para quem dorme leve, a vida de bordo nunca desaparece por completo; um liveaboard é também um espaço de trabalho. Para quem chega cansado do terceiro mergulho, isso costuma ser uma vantagem: a cama está perto e a manhã seguinte começa no mesmo lugar.
Camarote twin
Camarote twin/duplo
Camarote duplo
O que é preciso saber antes de embarcar
As rotas partem e regressam a Hurghada ou a Port Ghalib, conforme o itinerário escolhido. Está incluído o transfer de grupo entre o aeroporto local e o barco, nos dois sentidos, com acolhimento à chegada ao aeroporto de Hurghada ou Marsa Alam. O embarque é possível a partir de sábado às 17 horas, por vezes mais cedo se o barco estiver pronto, e a partida acontece no domingo de manhã. Para começar a viagem sem depender de um voo apertado, é prudente chegar na véspera e confirmar antes da partida qual aeroporto e qual porto correspondem à rota reservada.
- Comprimento
- 0 m
- Boca
- 0 m
- Número máximo de passageiros
- 24
- Número de cabines
- 12
- Motores
- 2 Doosan 800 biturbo para uso intensivo
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