Cruzeiros · Egito
Dolce Vita Egypt — grandes rotas pelágicas do Mar Vermelho
O que torna este barco único
- Cruzeiros de oito dias e sete noites para Brothers, Daedalus, Elphinstone, Rocky, Zabargad, Safaga, Tiran e Dahab.
- Nitrox gratuito, adaptadores DIN, convés de mergulho sombreado e tanques de lavagem.
- Elphinstone, Brothers e outras paredes e recifes remotos oferecem encontros possíveis com tubarões-martelo e tubarões-oceânicos de pontas brancas.
- O barco foi construído em 2004 e renovado em 2018, com capacidade para 24 passageiros em 13 cabines.
- A bordo há pensão completa, bebidas não alcoólicas, snacks ao longo do dia e mergulhos noturnos.
O convite
O Dolce Vita Egypt escolhe-se pelas rotas, não por uma promessa de hotel flutuante. A bordo, o objetivo é chegar a zonas do Mar Vermelho onde as paredes caem no azul e os grandes pelágicos podem aparecer: Brothers, Daedalus, Elphinstone, Rocky e Zabargad estão entre os nomes que definem os seus cruzeiros. Elphinstone junta tubarões-oceânicos de pontas brancas e tubarões-martelo; Brothers acrescenta recifes, naufrágios e vida oceânica; Zabargad leva a recifes remotos e correntes fortes. O nitrox gratuito tira uma preocupação prática de cada mergulho. É uma escolha para quem quer passar a semana a mergulhar em itinerários ambiciosos, aceitando um barco de cruzeiro de mergulho com uma história já feita, em vez de procurar o acabamento de um navio novo.
Subir a bordo
A chegada ao Dolce Vita Egypt não é a de um barco acabado de sair do estaleiro. Construído em 2004 e renovado em 2018, traz a experiência de muitos cruzeiros no casco e uma atualização mais recente para continuar a servir mergulhadores. A circulação distribui-se por vários níveis, com salão interior climatizado, terraço, bar e convés de observação. Há espaço próprio para quem viaja sem mergulhar e uma sala interior para as horas de calor ou de navegação. A capacidade máxima de 24 passageiros mantém o grupo num tamanho em que a tripulação consegue reconhecer rapidamente quem precisa de ajuda, quem prefere montar o equipamento sozinho e quem ainda está a ganhar confiança. O barco fala sobretudo através do que faz: leva o grupo para rotas longas e remotas, com plataforma de mergulho preparada para recomeçar depressa entre imersões.
O ambiente a bordo
O ambiente é orientado para o mergulho e para uma semana passada em grupo, sem perder lugares onde se pode desligar. A tripulação comunica em inglês e francês e é descrita sobretudo pela disponibilidade no serviço, na alimentação e na organização dos locais de mergulho. O salão tem entretenimento áudio e vídeo, mas a vida a bordo não depende dele: o convés, a mesa e as conversas depois da água ocupam naturalmente o centro do dia. À noite, o grupo pode ficar no bar ou no convés, rever os mergulhos e preparar o equipamento para o dia seguinte. A presença de passageiros que fazem apenas snorkeling torna o barco uma opção menos fechada para quem viaja acompanhado por alguém que não mergulha.
Os locais onde se mergulha
As rotas centrais procuram Brothers, Daedalus e Elphinstone. Em Elphinstone, paredes verticais descem até 60 metros e podem trazer tubarões-oceânicos de pontas brancas, tubarões-martelo e outros pelágicos. Brothers combina recifes, naufrágios e grandes peixes, com profundidade máxima de 85 metros. Rocky Island é uma paragem remota para procurar tubarões e raias-manta; Zabargad junta recifes, tartarugas e mergulhos à deriva em correntes fortes. No norte, Shaab Ruhr Umm Gamar tem três naufrágios num recife oval e desce até 40 metros; El Fanadir chega aos 40 metros e tem um pináculo a 12 metros que funciona como estação de limpeza. Shaab Sabina é um jardim de coral até 14 metros. Dahab acrescenta Ras Abu Galum, até 80 metros, Blue Hole, até 130 metros, Napoleon Reef, até 30 metros, e The Islands, até 18 metros. Também aparecem Middle Reef, com blocos de coral duro em forma de labirinto e profundidade máxima de 40 metros, Abu Kafan, com paredes escarpadas, e Gotha Abu Nugar North, um jardim de coral até 9 metros. Os cruzeiros têm oito dias e sete noites, com partidas e regressos entre Hurghada e Port Ghalib: Brothers–Daedalus–Elphinstone, Daedalus–Rocky–Zabargad–Elphinstone, The Golden Loop: North–Brother–Safaga, Treasures of the North, Best of Tiran e Best of Dahab and Tiran.

Daedalus →
Prof. máx. · 40 m

Elphinstone →
Prof. máx. · 60 m

Rocky Island →

Shaab Ruhr Umm Gamar →
Prof. máx. · 40 m

El Fanadir →
Prof. máx. · 40 m

Shaab Sabina →
Prof. máx. · 14 m

Ras Abu Galum →
Prof. máx. · 80 m

Blue Hole →
Prof. máx. · 130 m

Napoleon Reef →
Prof. máx. · 30 m

The Islands →
Prof. máx. · 18 m

Middle Reef →

Abu Kafan →

Gotha Abu Nugar North →
Prof. máx. · 9 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, tartarugas, tubarões de recife, barracudas, napoleões, carangues, moreias, mérous, corais moles, anthias e vivaneus aparecem em vários pontos. As raias-manta e os atuns também fazem parte do espetáculo possível, sobretudo nos locais mais expostos ao azul. Os encontros que dão uma razão própria a cada paragem são mais precisos: o dugongo é procurado em Zabargad Island; o mérou-gigante em Shaab Ruhr Umm Gamar; e o tubarão-de-pontas-negras, o tubarão-tigre, o fusilier, a gorgónia e o labre em Elphinstone. Brothers Islands acrescenta anémonas, enquanto Blue Hole é o ponto indicado para procurar balistes. Ras Abu Galum pode trazer a carangueja-de-olhos-grandes, Shaab Sabina damselfish e El Fanadir gaterins. As estações de limpeza de El Fanadir, as correntes de Zabargad e as paredes de Elphinstone explicam por que razão animais grandes podem aparecer ali; nenhum encontro é garantido.
Quem vos põe na água
A equipa fala inglês e francês. A bordo há oxigénio, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, coletes, botes salva-vidas, alarme de incêndio, extintores, foguetes de socorro e comunicações por telemóvel e satélite. A sala de máquinas tem videovigilância e existe um projetor para os briefings ou momentos de explicação. A organização dos grupos, o rácio de guia por mergulhador, o número de guias, as qualificações individuais e o número mínimo de mergulhos exigido não estão especificados. Também não é indicado se há desfibrilhador ou que formações de mergulho podem ser feitas durante o cruzeiro. O que está claro é uma estrutura de segurança equipada e uma tripulação preparada para primeiros socorros, num programa que inclui mergulhos em zonas remotas e correntes fortes.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem uma plataforma própria, área sombreada, adaptadores DIN, tanques de lavagem e duche exterior. O equipamento de câmaras dispõe de um tanque de enxaguamento separado, evitando que as peças mais delicadas disputem espaço com o restante material. O nitrox está disponível gratuitamente. O mergulho noturno faz parte do pacote, e há enchimento e preparação organizados no espaço de mergulho para que o grupo possa voltar à água sem desmontar a rotina. A ficha não indica o volume nem o material dos cilindros, nem especifica marcas de equipamento de aluguer, compressor, botes de apoio ou sistema de entrada e saída na água. O barco dispõe ainda de oxigénio e de uma tripulação formada em primeiros socorros.
Entre dois mergulhos
Entre os mergulhos, o barco oferece sombra no espaço exterior de mergulho, um salão climatizado, terraço, convés de observação e uma área de descanso. As duches de água quente, interiores e exteriores, ajudam a tirar do corpo o sal e o frio antes da refeição seguinte. Quem prefere não mergulhar pode usar o barco como base tranquila ou fazer snorkeling, e há massagens disponíveis como serviço opcional. O equipamento de fotografia tem um tanque de lavagem separado, uma diferença importante quando câmaras e computadores passam a acompanhar todos os intervalos. Nos períodos de navegação, o espaço divide-se entre a sombra, o salão e o convés aberto, sem obrigar todo o grupo a ficar no mesmo lugar.
Um dia a bordo
O dia começa cedo, com o primeiro briefing antes da entrada na água. Depois do mergulho, vem a refeição, a lavagem do equipamento e um intervalo no convés sombreado, no salão climatizado ou junto à água. O ciclo repete-se conforme o itinerário e as condições do mar: briefing, mergulho, comida, descanso e navegação entre os pontos. Em alguns dias há tempo para uma paragem em terra, barbecue na praia ou uma visita, enquanto o mergulho noturno acrescenta uma entrada na água depois de o sol desaparecer. Entre Brothers, Daedalus, Elphinstone e os restantes recifes, o barco passa parte da semana a deslocar-se para o próximo ponto. O importante é a ordem, não um relógio rígido: dorme-se, prepara-se o equipamento, mergulha-se, come-se e volta-se a começar.
O que se come a bordo
A cozinha alterna buffet, cozinha ocidental e pratos locais, com pensão completa durante o cruzeiro. Há refeições entre os mergulhos, snacks ao longo do dia e barbecue na praia quando o itinerário o permite. Bebidas não alcoólicas, água, chá e café estão disponíveis; cerveja e vinho ficam para os momentos em que se quer prolongar a refeição. Num cruzeiro com vários mergulhos, a mesa tem uma função simples: repor energia sem transformar cada pausa numa espera longa. O formato buffet deixa cada mergulhador escolher quanto quer comer antes de voltar à água, e a presença de cozinha local dá à semana algo mais do que uma sequência de refeições internacionais iguais.
As noites no mar
As noites fazem-se em cabines climatizadas, todas com casa de banho privada; algumas têm vista para o mar. As categorias incluem cabines no convés inferior, uma cabine dupla no convés principal, cabines duplas no convés superior e cabines twin também no convés superior. O salão climatizado oferece um lugar para ficar quando o vento ou o calor apertam, enquanto o convés de observação e a área exterior servem para prolongar a noite ao ar livre. Internet gratuita está disponível a bordo. Há toalhas de cabine e de convés, além de produtos de higiene. A diferença entre as cabines está sobretudo na localização e na configuração: convém escolher com atenção se a posição no barco ou a vista para o mar pesa na decisão.
Camarotes 1-8, convés inferior
Camarote duplo 13, convés principal
Camarote duplo 11-12, convés superior
Camarotes twin 9-10, convés superior
O que é preciso saber antes de embarcar
As rotas partem e regressam a Hurghada ou Port Ghalib, conforme o cruzeiro escolhido. O transfer do aeroporto está incluído. Como a partida pode ser de um porto diferente do aeroporto de chegada e os embarques não correspondem necessariamente ao ritmo de um hotel, chegar na véspera é a opção mais segura para embarcar sem começar a viagem a correr.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2004
- Ano de renovação
- 2018
- Comprimento
- 38 m
- Número máximo de passageiros
- 24
- Número de cabines
- 13
- Número de casas de banho
- 12
- Motores
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