Cruzeiros · Egito
Freedom III — um safari funcional para explorar os naufrágios e recifes do norte do Mar Vermelho
O que torna este barco único
- Parte do cais privado de Sharks Bay, em Sharm el-Sheikh, evitando a passagem por um porto cheio de barcos.
- Leva até 20 passageiros em 9 cabines climatizadas, todas com casa de banho privada.
- O convés de mergulho tem uma plataforma ampla, dois botes de apoio, cilindros de alumínio de 12 litros e compressor Bauer.
- As rotas juntam o Thistlegorm, o Dunraven, Ras Mohammed e o Estreito de Tiran em cruzeiros de 4 ou 5 dias.
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O convite
A Freedom III foi feita para quem quer passar vários dias no mar e chegar aos pontos fortes do norte do Mar Vermelho sem regressar todas as tardes ao cais. O atractivo está na combinação: naufrágios históricos, paredes com corrente, recifes de Ras Mohammed e os quatro recifes do Estreito de Tiran na mesma viagem. O embarque é directo a partir do cais privado de Sharks Bay, a poucos passos do centro de mergulho. Isso poupa transferências e permite sair cedo para os locais mais disputados. A bordo, o ritmo é simples e orientado para a água: três mergulhos por dia, com mergulho noturno quando as condições permitem. A Freedom III serve grupos, clubes e mergulhadores individuais, com um máximo de 20 pessoas e partidas garantidas a partir de 8 participantes. Não é uma viagem para ficar parado no hotel. É para acordar com um naufrágio ou um recife no plano do dia.
Subir a bordo
A chegada faz-se por um cais privado em Sharks Bay, não por um terminal distante cheio de barcos de safari. A Freedom III está ali pronta para receber o grupo, com o acesso ao mar resolvido desde o primeiro momento. O interior é simples e funcional, pensado para uma semana de mergulho e não para parecer um hotel de luxo. Há um salão climatizado, uma zona de refeições, biblioteca, televisão e Wi-Fi; no exterior, dois conveses ao sol permitem afastar-se do equipamento e do movimento do convés de mergulho. A circulação é directa: cabine, salão, convés e água, sem grandes distâncias nem cerimónia. A avaliação do barco fica abaixo das da tripulação, da comida e do mergulho. Isso aponta para uma escolha clara: aceita-se um ambiente prático e sem pretensões em troca de uma equipa que organiza bem os dias e de um acesso eficiente aos locais do norte do Mar Vermelho.
O ambiente a bordo
O ambiente da Freedom III é feito pela tripulação mais do que pelo acabamento do barco. Os passageiros descrevem uma equipa acolhedora, prestável e profissional, com guias atentos à segurança e às condições subaquáticas. O guia acompanha o grupo dentro de água e ajuda a manter o dia organizado fora dela; a tripulação trata dos movimentos repetidos que fazem diferença numa semana de mergulho: cilindros, entradas, saídas, refeições e regresso ao barco. Os guias são considerados conhecedores dos locais e fazem esforço para que o grupo mergulhe bem mesmo quando as condições mudam. Ao fim de alguns dias, a separação entre passageiros e tripulação tende a desaparecer: conversa-se no salão, partilham-se fotografias e reconstroem-se os mergulhos à mesa. A nota da tripulação é superior à do barco, e essa diferença é importante. A escolha ganha valor no modo como as pessoas trabalham juntas, não em luxo ou decoração.
Os locais onde se mergulha
As rotas registadas concentram-se em Thistlegorm, Dunraven, Ras Mohammed e Tiran: há cruzeiros de 5 dias e 4 noites, e versões de 4 dias e 3 noites. No Thistlegorm, o mergulho atravessa os compartimentos de um cargueiro britânico da Segunda Guerra Mundial, entre 16 e 32 metros, com motocicletas, camiões, barracudas e grandes meros. O Eel Garden, em Ras Mohammed, desce até 35 metros e vale pelas enguias-jardim que saem da areia, além de raias e moreias. No Estreito de Tiran, até 40 metros, Jackson, Woodhouse, Thomas e Gordon formam uma sequência de paredes e mergulhos à deriva onde podem aparecer grandes pelágicos. O Dunraven repousa invertido até 30 metros, misturando estrutura de naufrágio e coral. Para quem procura profundidade, o Rosalie Moller chega aos 50 metros e Ras Nasrani aos 60 metros; Ulysses fica nos 27 metros. A rota pode ainda incluir Rocky Island, Abu Nuhas, Tower, Straits of Gubal e Woodhouse Reef.
O que se encontra debaixo de água
Esta rota oferece um espectáculo repetido de barracudas, meros, carangídeos, moreias, peixes-leão, tubarões de recife, tartarugas, napoleões, atuns, nudibrânquios e corais moles. A razão para mudar de ponto está nos encontros específicos. No Eel Garden, Ras Mohammed, procura-se a enguia-jardineira, que balança sobre a areia; ali também foram registados peixe-porco, peixe-anjo e peixe-cofre. No Estreito de Tiran, a corrente que percorre as paredes pode trazer tubarão-cinza de recife, peixe-cirurgião e tubarão-tigre. Em Woodhouse Reef, um mergulho à deriva pode juntar tubarão-de-pontas-brancas, anémonas e peixe-palhaço. O Rosalie Moller é o ponto indicado para procurar a carangueja-de-olhos-grandes. Rocky Island atrai a atenção de quem espera grandes animais, incluindo tubarões e raias-manta. Os tubarões-martelo foram registados em quatro pontos da rota e são associados ao verão em Tiran; continuam a ser encontros condicionais, não uma promessa. A vida pequena também merece tempo: os nudibrânquios e os peixes de vidro aparecem em vários locais.
Quem vos põe na água
A equipa de mergulho e a tripulação trabalham em inglês, alemão, francês, espanhol, russo e italiano. Os guias são descritos como experientes, profissionais e conhecedores dos locais; os briefings orientam o grupo sobre o percurso, as condições e a forma de entrada e saída. A operação está preparada para mergulho recreativo, técnico, sidemount e rebreather, mas a experiência de liveaboard no norte do Mar Vermelho é dirigida a mergulhadores com pelo menos Advanced Open Water ou equivalente e 30 mergulhos registados. O barco leva oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes, jangadas de salvamento, GPS e rádio VHF. Existe um RIB extra para apoiar as operações e a segurança. Não há indicação de desfibrilhador nem de um rácio fixo entre guia e mergulhadores; por isso, quem precisa de acompanhamento privado pode solicitar um guia privado antes da viagem.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem uma plataforma ampla, dois sanitários com duche e dois botes de apoio para aproximar os mergulhadores dos recifes e naufrágios. Os cilindros habituais são de alumínio, de 12 litros, com ligações DIN e INT; cilindros de 15 litros, twin sets e outro equipamento especializado são opções à parte. O enchimento é feito por dois compressores Bauer MV 7.5. Há Nitrox disponível para mergulhadores certificados, adaptadores DIN, uma zona de mergulho à sombra, bacias de lavagem e duches de água quente. O equipamento de aluguer está disponível, incluindo computador e lanterna, mas as marcas não são indicadas. Fotógrafos têm uma área de lavagem separada das câmaras e estações de carregamento. A Freedom III também aceita mergulho técnico, sidemount e rebreather. Os botes de apoio são uma vantagem concreta nos locais com corrente: a equipa pode deixar o grupo no ponto de entrada e recolhê-lo onde a deriva o levar.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o lugar mais útil é o convés de mergulho, onde se deixam secar fatos e se preparam cilindros para a próxima entrada. Quando o equipamento fica arrumado, há um espaço de mergulho à sombra e dois conveses exteriores para escolher entre sol e abrigo. O salão climatizado oferece uma pausa mais fresca, com biblioteca, música e vídeo. Durante a navegação, o tempo passa entre uma refeição, uma conversa curta e o sono que falta depois de vários mergulhos. Numa tarde sem descida, a embarcação permite simplesmente ficar no convés e olhar para o mar; os não mergulhadores e praticantes de PMT também são bem-vindos. O Wi-Fi existe, mas neste tipo de viagem serve melhor para uma mensagem rápida do que para substituir o que está a acontecer fora do salão.
Um dia a bordo
Num dia completo de safari, o mergulho começa antes de a rotina de terra ter arrancado. Segue-se o briefing, a preparação dos cilindros e a primeira entrada na água; depois vêm uma refeição, o descanso e a navegação para o ponto seguinte. O programa previsto é de três mergulhos por dia e um mergulho nocturno, sempre sujeito às condições, e não inclui mergulho no dia de chegada nem no de partida. Entre descidas, o convés à sombra e o salão climatizado servem para comer, dormir um pouco, rever fotografias e voltar a montar o equipamento. O barco navega enquanto o grupo recupera ou quando a rota exige mudar de zona. No embarque da Freedom III, a partir das 20:00, há jantar, mas não há mergulho nem navegação nessa noite; a partida acontece o mais cedo possível na manhã seguinte. No último dia, depois do almoço e de dois mergulhos, o desembarque termina às 12:00.
O que se come a bordo
A pensão completa organiza-se em três refeições por dia, com buffet, água potável, bebidas não alcoólicas, chá, café e snacks. A cozinha alterna pratos locais e ocidentais e prevê opções vegetarianas e vegan. Cerveja e outras bebidas alcoólicas estão disponíveis à parte. Num cruzeiro com três mergulhos por dia e, por vezes, um quarto mergulho nocturno, a mesa não é um detalhe: é onde se recupera entre cilindros, se revê o mergulho anterior e se prepara o seguinte. A comida recebe uma das avaliações mais fortes da Freedom III, acima da nota do barco. O serviço é prático, sem transformar cada refeição num acontecimento demorado; o que interessa é encontrar comida pronta quando o grupo sobe da água e voltar ao convés sem perder tempo do dia.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines climatizadas com casa de banho privada. Há cabines twin no convés inferior, cabines double ou triple e cabines master nos conveses principal e superior; algumas têm vista para o mar e as cabines do nível superior têm janela panorâmica. O espaço serve bem para dormir, tomar banho e guardar o essencial entre mergulhos, mas não foi desenhado para passar longas horas fechado dentro da cabine. Depois do jantar, o lugar natural é o salão ou um dos dois conveses exteriores. A embarcação leva até 20 pessoas, por isso o movimento a bordo é real quando todos regressam quase ao mesmo tempo do mergulho. Em contrapartida, o grupo é suficientemente pequeno para que os nomes e os hábitos de cada pessoa se tornem conhecidos rapidamente. Quem procura uma cabine silenciosa e espaçosa como num hotel deverá escolher com atenção; quem valoriza casa de banho privada e ar condicionado encontra aqui o necessário para descansar entre quatro descidas.
convés inferior, Camarotes twin
convés inferior, Camarote duplo/triplo
convés principal, Camarote master
convés superior, Camarote master
O que é preciso saber antes de embarcar
O embarque e o regresso fazem-se no cais privado de Sharks Bay, em Sharm el-Sheikh. As transferências de aeroporto e de hotel estão incluídas, com chegada ao ponto de embarque em Sharks Bay. É possível dormir a bordo na noite anterior à partida, uma opção sensata para quem chega cedo e quer evitar que um voo atrasado afecte o início do safari. O embarque da Freedom III começa às 20:00 na noite de chegada, com jantar a bordo.
- Comprimento
- 28 m
- Número máximo de passageiros
- 20
- Número de cabines
- 9
- Número de casas de banho
- 9
- Motores
- 2 × CAT de 440 cv cada um
- Velocidade de cruzeiro
- 10 nós
- Botes de apoio
- 2
- Site
- sharksbay.com ↗
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