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Hammerhead I — madeira para mergulho no sul do Mar Vermelho

O que torna este barco único

  • O Hammerhead I é um liveaboard de madeira com 21 estações individuais para equipamento de mergulho.
  • A rota Super Diversity dura 8 dias e 7 noites, com 6 dias de mergulho entre Daedalus, Saint John's e Sataya.
  • O salão panorâmico e a zona de refeições têm vista aberta para o mar.
  • Há dois botes RIB de apoio, dois compressores Bauer e um compressor Coltri Sub para nitrox.
  • A bordo são aceites mergulhadores com pelo menos 50 mergulhos e certificação AOWD ou equivalente.

O convite

O Hammerhead I é para quem escolhe o barco pelo mergulho, não pela aparência de hotel. A vida a bordo está organizada à volta de um convés de equipamento espaçoso, dois botes de apoio e uma rota do sul do Mar Vermelho que junta recifes remotos, paredes e encontros com grandes pelágicos. A rota registada Super Diversity liga Daedalus, Saint John's e Sataya numa semana de 6 dias de mergulho. Daedalus traz a possibilidade de procurar tubarões em mar aberto; Sataya acrescenta mergulhos noturnos e a presença de golfinhos nesta região. Entre entradas na água, há um salão com vista panorâmica, refeições completas e espaço exterior para descansar. É uma escolha clara para mergulhadores autónomos, já habituados ao ritmo de um liveaboard e preparados para fazer da rotina de mergulho o centro da viagem.

Subir a bordo

A chegada faz-se a um barco de madeira com uma presença mais náutica do que hoteleira. O espaço exterior do segundo convés é dominado pelas estações de equipamento, dispostas para que cada mergulhador prepare, verifique e repare o seu conjunto sem ficar a trabalhar por cima do vizinho. Isso vale mais ao quarto mergulho do dia do que uma sala maior. No interior, o salão e a zona de refeições abrem a vista para o mar; no exterior, o convés superior tem espreguiçadeiras e uma sala ao ar livre. A circulação é simples: equipamento num lado, água logo depois, descanso acima. O barco foi pensado para uma semana em que a pergunta principal não é onde pôr a mala, mas quanto tempo falta para o próximo briefing.

O ambiente a bordo

O ambiente é de grupo pequeno, com a semana a juntar pessoas que passam grande parte do dia a preparar equipamento, entrar na água e comparar o que encontraram. A tripulação comunica em inglês e trabalha num barco desenhado para que a zona de mergulho fique organizada, sem obrigar cada mergulhador a disputar espaço. O salão panorâmico concentra as refeições e as conversas; o convés exterior dá uma saída quando alguém prefere silêncio. À noite, o grupo tende a separar-se entre quem ainda revê o dia e quem procura a cabine. O barco aceita grupos ou charters, por isso pode funcionar tanto para uma viagem aberta como para uma semana organizada entre amigos.

Os locais onde se mergulha

A rota registada Super Diversity dura 8 dias e 7 noites, com 6 dias de mergulho, entre Marsa Alam, Daedalus, Saint John's e Sataya, regressando a Marsa Alam. Nas fichas desta zona, Elphinstone é a parede para procurar tubarão-oceânico e tubarão-martelo, com a parede a descer até 60 metros. Marsa Mubarak e Marsa Abu Dabbab são baías de águas mais rasas, com ervas marinhas onde podem aparecer dugongues e tartarugas verdes gigantes; as profundidades máximas indicadas são 25 e 20 metros. Habili Ghadir combina um platô estreito com um declive até 43 metros e é o ponto indicado para procurar tubarões de recife de pontas brancas e raias-águia. Zabargad acrescenta recifes, correntes fortes e mergulhos à deriva. Em Marsa Shuni, um recife em forma de V abre jardins de coral e grutas até 30 metros; Abu Sail entra por uma pequena caverna e chega aos 40 metros. El Fanous, até 27 metros, junta corais, golfinhos e tartarugas, enquanto Shaab Dahara oferece um recife abrigado para mergulho noturno.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o espetáculo repete-se em várias formas: tartarugas marinhas, golfinhos, barracudas, peixes-escorpião, napoleões, moreias, bodiões, peixes-cofre, nudibrânquios e corais moles aparecem registados em vários locais. Dugongues e raias-manta surgem em três pontos da rota, enquanto os tubarões de recife cinzentos e os tubarões-oceânicos pertencem aos encontros possíveis nos recifes mais expostos. O local certo muda a procura. Em Elphinstone, vale olhar para o azul por causa do tubarão-baleia, do tubarão-martelo e das grandes carangídeas; em Habili Ghadir, procuram-se tubarões de recife de pontas brancas e corais duros. Marsa Mubarak pode trazer polvo e donzelas, e Marsa Abu Dabbab acrescenta camarões e peixes-morcego. Nenhum destes encontros é garantido: a corrente, a visibilidade e o comportamento dos animais decidem o que aparece.

Quem vos põe na água

A equipa de mergulho comunica em inglês e acompanha os mergulhos com guia. A organização exige pelo menos 50 mergulhos registados e certificação AOWD ou equivalente, portanto o Hammerhead I não é apresentado como uma escola para quem está a começar. Os briefings orientam o grupo antes da entrada na água, enquanto os dois RIB permitem dividir os mergulhadores entre diferentes pontos de saída e recolha. Há oxigénio de emergência a bordo, além de sistemas de navegação e comunicação VHF. Não estão indicados o rácio de guia por grupo, o número de instrutores, formações a bordo ou a existência de desfibrilhador; esses detalhes não devem ser presumidos.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem 21 estações individuais. Há espaço para montar, verificar e corrigir o equipamento sem transformar a preparação numa fila apertada. O enchimento é feito por dois compressores Bauer, um K15 de 450 litros e um K14 de 340 litros. O nitrox é produzido por um compressor Coltri Sub 280 com sistema de membrana e está disponível com suplemento. Os cilindros de 12 litros e os pesos fazem parte da operação indicada; cilindros de 15 litros podem ser alugados. O aluguer de equipamento é possível, mas é um serviço separado. Dois RIB de 5,2 metros, cada um com motor Yamaha de 40 HP, fazem o apoio aos mergulhos. Entra-se na água a partir dos botes, que também recolhem os mergulhadores quando a saída acontece afastada do barco principal. O equipamento de segurança inclui oxigénio de emergência e duas balsas salva-vidas.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o barco oferece duas maneiras simples de passar o tempo. No salão panorâmico, pode-se ficar dentro, com vista para o mar, enquanto no convés exterior há sofás, almofadas, espreguiçadeiras e uma sala aberta ao ar. Não é preciso inventar atividades para preencher a espera: há equipamento para rever, fotografias para comentar e um corpo que pede descanso depois de sair da água. Quando o Hammerhead I navega entre recifes, o horizonte passa a fazer parte do intervalo. Em Sataya, o tempo entre mergulhos prepara também a entrada noturna, prevista nesta rota.

Um dia a bordo

Um dia começa com o briefing e a preparação do equipamento no convés, antes da saída no RIB. Depois do mergulho, o barco devolve o grupo ao convés principal, onde entram a refeição, a água, os snacks e o intervalo para recuperar. O mesmo ciclo repete-se ao longo do dia, com o equipamento pronto na estação individual e o salão ou o convés exterior a servirem de abrigo entre entradas. Nos dias de navegação, o horizonte ocupa o intervalo enquanto o Hammerhead I se desloca para o próximo recife. A rota registada prevê três mergulhos em Daedalus, três em Saint John's e três em Sataya em dias diferentes, além de um mergulho noturno em Sataya. O último dia termina com o regresso a Marsa Alam, pequeno-almoço e desembarque.

O que se come a bordo

A cozinha serve refeições acabadas de preparar em estilo buffet, combinando comida ocidental e pratos locais. Há refeições completas a bordo, além de fruta e snacks durante o dia, o que acompanha melhor o ritmo de vários mergulhos do que uma única refeição pesada. Também são consideradas restrições alimentares, desde que comunicadas na organização da viagem. Bebidas sem álcool, chá e café estão disponíveis; as bebidas alcoólicas ficam fora do serviço indicado. A mesa funciona como ponto de encontro entre mergulhos: é onde se come depressa quando o próximo salto se aproxima e onde a conversa se alonga quando o mar dá uma pausa.

As noites no mar

As noites dividem-se entre cabines Standard e Master, distribuídas pelo primeiro e pelo terceiro convés. Cada cabine tem ar condicionado com controlo individual, uma diferença prática quando parte do grupo prefere dormir com o ar mais fresco e outra parte quer silêncio e menos corrente. O Hammerhead I não promete a experiência de um hotel em terra: a noite continua ligada ao barco, ao ar condicionado e ao movimento do mar. O salão panorâmico fica disponível para quem ainda não quer ir dormir, enquanto o convés exterior oferece outra forma de terminar o dia. Depois de uma jornada de mergulho, o valor está em ter um lugar privado para desligar e um espaço comum onde continuar a conversa.

Camarote standard

Camarote master

O que é preciso saber antes de embarcar

A rota registada parte de Marsa Alam e regressa a Marsa Alam. Não está indicada uma transferência incluída entre aeroporto, hotel e marina. Para embarcar sem começar a semana a correr, é prudente chegar a Marsa Alam na véspera.

Ano de construção
2015
Comprimento
32 m
Boca
6,6 m
Número máximo de passageiros
20
Número de cabines
10
Motores
2 × 600 cv MAN diesel
Botes de apoio
2 × RIB (5,2 m, Yamaha 40 cv)
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