Cruzeiros · Egito
Sea Serpent Contessa — um barco feito para mergulhar longe
O que torna este barco único
- A plataforma de mergulho é ampla, fica junto à água e deixa o equipamento organizado entre entradas.
- O barco recebe até 24 passageiros em 12 cabines com ar condicionado e casa de banho privada.
- O nitrox está disponível gratuitamente, com adaptadores DIN, apoio a mergulho técnico e rebreather.
- As rotas de 8 dias e 7 noites ligam Hurghada aos Brothers, Daedalus, Elphinstone, recifes do norte e Estreito de Tiran.
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O convite
A Sea Serpent Contessa escolhe-se quando a viagem é прежде de tudo uma semana de mergulho no Mar Vermelho, não uma estadia num hotel flutuante. A plataforma espaçosa, os dois botes de apoio e as rotas para recifes oceânicos tornam possível passar dos jardins rasos aos grandes pelágicos sem mudar de barco. Brothers, Daedalus e Elphinstone são o seu argumento mais forte: paredes, naufrágios e tubarões em locais onde só se chega por safari. Também há itinerários mais variados, com naufrágios no norte, recifes e o Estreito de Tiran. A Contessa oferece conforto suficiente para recuperar entre mergulhos, mas o motivo para subir a bordo está lá fora, debaixo de água.
Subir a bordo
A Contessa tem o porte de um barco de mergulho oceânico, mas a chegada não é a de um navio impessoal. O casco de madeira e o convés de teca dão-lhe uma presença náutica clara; por dentro, o salão combina a zona de refeições com um espaço para descansar, e a decoração foi atualizada nas renovações de 2014 e 2020. A circulação entre salão, convés sombreado, terraço superior e plataforma de mergulho é simples, sem transformar cada intervalo numa deslocação. A área de mergulho é o centro prático do barco: os cilindros e o equipamento ficam perto da água, os botes aguardam ao lado e há espaço para preparar câmaras. A avaliação do barco é inferior à da tripulação e da comida, um sinal de que a experiência vale mais pela operação e pelo mergulho do que por procurar acabamento de iate novo.
O ambiente a bordo
A Contessa recebe um grupo suficientemente grande para criar movimento, mas a operação mantém-se centrada no mergulho. Os guias multilingues organizam os briefings e a tripulação de convés trata de cilindros, equipamento e entradas na água com gestos repetidos até parecerem automáticos. É essa coordenação que aparece nas avaliações: a tripulação tem nota 9,1, a comida 9,6 e o mergulho 9,0. Ao fim de alguns dias, as conversas passam naturalmente dos avistamentos para os naufrágios, as correntes e o próximo ponto de entrada. À noite, o salão e a mesa juntam o grupo; quem prefere afastar-se encontra os conveses e as espreguiçadeiras. O ambiente é social, mas não depende de animação: o dia já traz assunto suficiente.
Os locais onde se mergulha
As rotas registadas duram 8 dias e 7 noites, com partidas e regressos a Hurghada. A Brothers–Daedalus–Elphinstone concentra três destinos de mar aberto: em Brothers Islands há paredes, pelágicos e naufrágios; Big Brother desce até -40m e guarda os destroços do Numidia e do Aida nas paredes da ilha. Daedalus chega a -40m, com planaltos, paredes abruptas, corais duros e possibilidade de tubarões-martelo, mantas e tubarões-oceânicos. Elphinstone combina paredes verticais até -60m com fauna pelágica e uma estação de limpeza no pináculo coralino. North & Brothers acrescenta naufrágios e recifes do norte. North & Tiran leva ao Estreito de Tiran, onde Jackson, Woodhouse, Thomas e Gordon formam mergulhos à deriva até -40m. Em rotas menos profundas, Gotha Abu Nugar North é um jardim de coral que chega apenas a -9m; Shaab Sabina desce até -14m e El Fanous East até -18m.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, tartarugas, anthias, carangídeos, moreias, barracudas, atuns, corais moles e tubarões de recife aparecem em vários pontos, não como promessa para cada mergulho, mas como a fauna que dá continuidade ao safari. Os tubarões-martelo foram registados em cinco locais, assim como golfinhos e atuns; as mantas aparecem em quatro. O interesse está depois nos encontros particulares. Em Shaab Ruhr Umm Gamar, a deriva junto aos três naufrágios pode trazer o mero-gigante. Brothers Islands é o local da anémona e do tubarão-de-pontas-brancas-de-recife. Em Elphinstone procuram-se o tubarão-de-pontas-negras, gorgónias e labros; o pináculo coralino funciona como estação de limpeza. Daedalus é o ponto do peixe-caranguejo-de-olhos-grandes. No Estreito de Tiran pode surgir a tartaruga-verde. Shaab El Erg acrescenta golfinhos, peixes de vidro e o nudibrânquio Chromodoris willani.
Quem vos põe na água
A equipa de mergulho trabalha em várias línguas: inglês, alemão, francês, espanhol, russo, português, polaco e italiano. O número de guias por grupo e um rácio fixo não estão definidos, por isso a organização concreta depende da rota e do grupo a bordo. Há cursos SSI durante o safari, incluindo nitrox, mergulho profundo e naufrágios, e também é possível continuar a formação. Cada dia começa com um briefing sobre o local, a corrente, o percurso e os procedimentos de entrada e saída. No embarque é feito um briefing geral de segurança e um exercício de incêndio. O barco leva oxigénio, primeiros socorros, desfibrilhador e sistemas de comunicação; a tripulação recebe formação em primeiros socorros. Em parques marinhos, os guias podem impedir determinados mergulhos ou alterar a rota quando as condições o exigem.
O convés de mergulho e o equipamento
A plataforma de mergulho é ampla, sombreada e fica ao nível da água, com espaço para guardar e preparar o equipamento. Há três compressores, enchimento de nitrox por membrana e nitrox gratuito a bordo; a mistura disponível situa-se entre 28% e 32%, e é necessário apresentar certificação de nitrox. Existem adaptadores DIN, tanques de lavagem, área de enxaguamento separada para câmaras, estações de carregamento e uma zona própria para fotografia. O barco aceita mergulho técnico, rebreather e sidemount com uma garrafa. O booster pode ser solicitado. Dois botes de apoio com motores Yamaha de 65 HP acompanham as operações e permitem alcançar os mergulhadores à superfície. O aluguer de equipamento existe, mas deve ser pedido antes da partida; não são indicadas marcas nem volumes ou materiais dos cilindros.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o lugar mais útil é o convés sombreado, perto do equipamento e da plataforma. Dá para sentar, comer qualquer coisa, conversar sobre o que apareceu no azul ou simplesmente deixar o corpo recuperar sem desaparecer para a cabine. O terraço superior fica para quem quer sol, leitura ou uma sesta ao vento. O salão climatizado é a alternativa quando o calor aperta, e a zona dedicada à fotografia protege o trabalho de quem passa a viagem a descarregar cartões e limpar caixas. Nos períodos de navegação, o barco oferece uma escolha simples: sombra junto à vida prática do convés, sol no topo ou silêncio no interior.
Um dia a bordo
O dia começa antes do amanhecer, com o primeiro briefing enquanto o barco ainda está quieto ou acaba de chegar ao recife. Segue-se a primeira entrada na água, depois o pequeno-almoço e o intervalo necessário para beber, comer e trocar o equipamento. O padrão habitual é de três a quatro mergulhos por dia, com almoço e snacks a preencherem os espaços entre eles. Quando a rota e as regras do parque permitem, o último mergulho pode ser noturno; nos parques marinhos, os mergulhos noturnos são proibidos. Entre pontos distantes, a navegação dá ao grupo tempo para descansar no convés, dormir ou rever fotografias. Ao jantar, o barco já voltou a ser uma mesa comum. Depois, cada um escolhe entre o salão, o convés ou a cabine antes do briefing seguinte.
O que se come a bordo
A cozinha combina pratos europeus e egípcios com marisco local fresco, sushi, buffet e refeições preparadas a pedido. Há opções vegetarianas e veganas, e as necessidades alimentares devem ser comunicadas antes da partida. As refeições entram no ritmo dos mergulhos: algo leve entre entradas, uma refeição principal depois de voltar ao barco e, quando o tempo permite, jantar ao ar livre. Também há snacks ao longo do dia, fruta, água, chá, café e bebidas sem álcool. O churrasco na praia e o jantar exterior quebram a rotina do salão. Numa semana de três a quatro mergulhos por dia, a mesa não é apenas uma pausa; é onde se recupera, se revê o mergulho anterior e se prepara o seguinte.
As noites no mar
As noites acontecem depois de um dia exigente, num barco que oferece mais espaço comum do que uma cabine de passagem. O salão climatizado serve para baixar o ritmo, ver um filme ou abrir um livro, enquanto o convés parcialmente coberto permite ficar ao ar livre sem permanecer sempre ao sol. No topo, há lugar para observar o céu e deixar o sal secar depois do último mergulho. As cabines Standard Twin do convés inferior, as Standard Twin do convés principal e as cabines com cama dupla têm ar condicionado e casa de banho privada. O essencial é o descanso entre dias de mar: fechar a porta, ouvir o funcionamento do barco e ter o equipamento pronto para recomeçar no dia seguinte.
Camarotes twin standard, convés inferior
Camarotes twin standard, convés principal
Camarotes duplos, convés principal
O que é preciso saber antes de embarcar
As rotas registadas da Contessa partem e regressam a Hurghada. Os transfers de e para o aeroporto e o hotel estão incluídos; no aeroporto, um representante aguarda os passageiros com uma placa com o nome do barco e ajuda na ligação até ao porto. O check-in a bordo não acontece antes das 17h do primeiro dia, e o check-out termina até às 10h do último. Como os voos e o porto podem tornar o dia de chegada apertado, é sensato chegar ao Egito na véspera.
Planta do barco
O que o barco faz pelo oceano
A Contessa dispõe de tanques de retenção e de tratamento de águas residuais. O barco também usa uma área de enxaguamento separada para câmaras, evitando que a água salgada e os resíduos de equipamento se misturem no espaço de preparação fotográfica.
- Ano de construção
- 2008
- Ano de renovação
- 2014 2020
- Comprimento
- 36 m
- Boca
- 7,5 m
- Número máximo de passageiros
- 24
- Número de cabines
- 12
- Número de casas de banho
- 13
- Motores
- 2 × 1200 cv Man
- Velocidade de cruzeiro
- 11 nós
- Botes de apoio
- 2 × Yamaha 65 cv
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