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Cruzeiros · Egito

Seawolf Steel — espaço e ritmo para mergulhar no Mar Vermelho

O que torna este barco único

  • Um liveaboard de aço com 48 metros, renovado em 2025, preparado para até 30 passageiros.
  • O programa oferece três a quatro mergulhos por dia, incluindo mergulho noturno, com dois mergulhos no último dia.
  • Nitrox está disponível sem custo para mergulhadores certificados.
  • Dois zodiacs com motores de 40 HP fazem as entradas, recolhas e deslocações entre o barco e os recifes.
  • O sistema de localização e resgate ENOS acompanha cada mergulhador.

O convite

O Seawolf Steel é para quem escolhe a semana pelo que acontece debaixo de água, não por uma cabine de hotel flutuante. O barco foi pensado para repetir o ciclo que interessa: equipar, entrar na água, voltar, comer, descansar e fazê-lo outra vez sem transformar cada transição numa operação. As rotas passam por recifes exteriores, paredes, jardins de coral, correntes e encontros com grandes pelágicos no sul do Mar Vermelho, com Elphinstone, Brothers, Daedalus, Zabargad e Rocky Island entre os destinos possíveis. O ganho está na plataforma: espaço suficiente para não viver aos encontrões, dois botes de apoio e uma equipa habituada a ajustar os locais às condições reais. É uma escolha forte para mergulhadores certificados e autónomos, com pelo menos 50 mergulhos e nível AOWD ou equivalente, que querem quatro oportunidades por dia para encontrar tubarões, raias, cardumes e recifes ainda muito abertos.

Subir a bordo

A primeira impressão é de um barco feito para trabalhar: casco de aço, linhas simples e áreas organizadas para que o mergulho não invada todos os espaços de descanso. A circulação entre salão, zona de refeições, convés exterior e área de mergulho é direta; não há uma decoração delicada a proteger, mas há uma lógica que se percebe assim que começam os preparativos. O salão climatizado tem vista para o mar e a área de refeições fica resguardada, enquanto o convés superior concentra espreguiçadeiras e espaço aberto. A construção de 2022 e a renovação de 2025 dão ao barco um caráter mais funcional do que nostálgico: equipamento recente, áreas fáceis de usar e pouca paciência para complicações. A tabela técnica ao lado explica o tamanho; a bordo, esse tamanho sente-se sobretudo quando trinta mergulhadores regressam ao mesmo tempo e ainda há espaço para pousar o equipamento, procurar água e sair do caminho.

O ambiente a bordo

O ambiente tende a formar-se depressa porque o programa obriga as mesmas pessoas a partilhar briefings, zodiacs, refeições e quatro regressos da água por dia. A tripulação é descrita como atenta e prestável, e a experiência a bordo depende muito desse trabalho pouco visível: ter o barco pronto, encaminhar o equipamento, servir a refeição certa no intervalo curto e manter o convés utilizável. A comida recebe elogios consistentes, e o acolhimento é informal desde a chegada. Durante o dia, fala-se de correntes, animais e do que ficou por ver; à noite, o ritmo baixa no salão, no bar ou no convés exterior. Não é um barco orientado para cerimónia. É um lugar onde a tripulação resolve as pequenas coisas antes que se tornem grandes e onde um grupo de desconhecidos pode acabar a discutir uma passagem de tubarões como se já viajasse junto há mais tempo.

Os locais onde se mergulha

As rotas registadas duram 8 dias e 7 noites. Há saídas North & Strait of Tiran e Northern Wrecks entre Hurghada e Hurghada, Marine Parks North entre Hurghada e Hurghada, Marine Parks South de Port Ghalib a Hurghada e Deep South/St. Johns entre Port Ghalib e Port Ghalib. Em Elphinstone, as paredes verticais descem até -60 m e os planaltos podem trazer tubarão-oceânico e tubarão-martelo. Brothers Islands chega a -85 m, com paredes de coral, naufrágios e grandes pelágicos. Rocky Island é procurada por tubarões e raias-manta, enquanto Zabargad combina recifes pouco visitados, correntes e a possibilidade de dugongos. No norte, os Estreitos de Gubal atingem -50 m e misturam paredes, correntes e naufrágios; Shaab Abu Nuhas e Umm Gamar, ambos até -30 m, acrescentam corais, cardumes e estruturas históricas. Carless Reef chega a -40 m, com moreias gigantes e tubarões de recife. Shaab Ruhr Umm Gamar desce a -40 m e esconde três naufrágios. Fanadir South e Gotha Abu Galawa são recifes até -30 m e -35 m, adequados a perfis variados e, em Gotha Abu Galawa, também a mergulhos noturnos. Gotha Abu Nugar South e North ficam nos -9 m, bons para observar coral de perto.

O que se encontra debaixo de água

A fauna mais repetida nesta rota é feita de peixes que acompanham muitos recifes: tubarões de recife e carangues aparecem em sete locais, moreias também em sete, atuns em seis e corais moles em cinco. Barracudas, golfinhos, napoleões, raias-manta e tubarões-martelo surgem em quatro locais cada, enquanto tartarugas, meros, tubarões-cinzentos de recife, tubarões-oceânicos, peixes-escorpião e peixes-leão completam o cenário. O azul dos recifes exteriores é onde a expectativa cresce: corrente e paredes abertas podem trazer animais grandes, mas nenhum encontro é automático. Há ainda razões muito específicas para certos mergulhos. Em Zabargad Island procura-se o dugongo; em Shaab Ruhr Umm Gamar, o mero-gigante; em Elphinstone, o tubarão-de-ponta-negra, o tubarão-tigre e a caranguejo-gigante; nas Brothers Islands, as anémonas. Umm Gamar concentra gaterins, peixes-batata, peixes-cocheres e peixe-crocodilo, enquanto Shaab Abu Nuhas é o ponto indicado para o peixe-borboleta.

Quem vos põe na água

Os guias trabalham em inglês e alemão, e os mergulhos começam com briefing sobre o local, as condições e a forma de entrada ou recolha. O barco exige pelo menos 50 mergulhos registados e certificação AOWD ou equivalente, uma exigência coerente com rotas que podem incluir paredes expostas, correntes fortes, deriva e grandes profundidades. O grupo de mergulho, o rácio guia/mergulhador e o número de instrutores não são especificados, por isso a organização concreta depende da operação de cada saída. Cursos de mergulho estão disponíveis como serviço separado, mas este não é um barco orientado para formação técnica. A segurança combina guias, tripulação, oxigénio, kit de primeiros socorros, alarmes e extintores mantidos a bordo, jangadas de salvamento e dois zodiacs prontos. Cada mergulhador recebe um sistema ENOS, que permite localizar a sua posição em tempo real quando necessário.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho está montado para muitas entradas e saídas, com espaço pessoal para o equipamento, adaptadores DIN, chuveiros quentes, estação de câmaras, mesa de fotografia, carregadores e tanques de lavagem separados para câmaras subaquáticas. Os cilindros de alumínio de 12 litros e os pesos fazem parte da operação; cilindros de 15 litros podem ser pedidos à parte. Há dois compressores Bauer K 15, cada um com capacidade de 360 l/min, e um sistema de nitrox por membrana com compressor NRC de 500 l/min. O nitrox é disponibilizado gratuitamente a mergulhadores certificados. O aluguer de equipamento é pago à parte, e não há suporte para mergulho técnico. A entrada e a recolha são feitas por dois zodiacs com motores fora de borda de 40 HP; ficam na água durante os mergulhos para permitir largadas flexíveis e recolhas rápidas. O equipamento de segurança inclui oxigénio e primeiros socorros; boias de sinalização não são descritas.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o barco oferece duas maneiras de parar. No salão e na sala de jantar há sombra, ar condicionado e vista para o mar; no exterior, o convés aberto e as espreguiçadeiras dão espaço para secar, dormir ou simplesmente ficar a olhar para a água. A zona de carregamento e a estação de fotografia permitem tratar de câmaras sem as misturar com equipamento molhado, enquanto os tanques de lavagem separados protegem o que não deve ser mergulhado outra vez. Nas travessias, o intervalo alonga-se: há música, DVD, conversa no bar ou silêncio ao sol. Uma tarde sem mergulho não é preenchida à força. É tempo para recuperar, organizar fotografias e deixar que o corpo volte a estar pronto para a próxima entrada.

Um dia a bordo

O dia começa antes de o sol aquecer o convés. Há uma pequena refeição antes do primeiro briefing, prepara-se o equipamento e o grupo segue para a água pelo zodiac ou diretamente a partir da operação de mergulho. Depois do regresso vêm o pequeno-almoço e o primeiro intervalo real: secar, beber, falar do que apareceu no azul e descansar antes de repetir tudo. O almoço entra entre saídas, com fruta e snacks acessíveis quando o corpo pede algo mais. Em alguns dias há três mergulhos; em outros, quatro, incluindo a possibilidade de um mergulho noturno. Entre locais, o barco navega e os mergulhadores passam do convés exterior ao salão climatizado, conforme o vento e o calor. O jantar fecha a parte mais intensa do dia, mas não necessariamente a conversa. No último dia há dois mergulhos, e a cadência abranda antes do regresso.

O que se come a bordo

A cozinha acompanha o relógio dos mergulhos, não o de um restaurante. Há algo leve antes da primeira entrada na água; depois vêm o pequeno-almoço, o almoço e o jantar, com fruta, bolos, bolachas e outros snacks nos intervalos. As refeições são servidas em buffet na sala de jantar climatizada, o que permite comer depressa quando o intervalo é curto e voltar ao prato quando o corpo finalmente pede comida. O menu combina cozinha internacional e pratos locais egípcios, com comida simples e substancial para dias de três ou quatro mergulhos. Água, chá, café e refrigerantes engarrafados estão disponíveis ao longo do dia. Restrições alimentares podem ser consideradas. A mesa, aqui, não é um intervalo decorativo: é onde se repõe energia, se revê o mergulho anterior e se percebe quem vai formar o próximo grupo.

As noites no mar

À noite, o Seawolf Steel divide-se entre o salão climatizado, a área exterior e as cabines, sem obrigar todos a recolher ao mesmo espaço depois do jantar. As cabines têm casa de banho privativa, minibar e ar condicionado regulável, e existem em versões twin, twin/double e suite. As oito cabines twin ficam no convés inferior; as suites ocupam o convés principal e há cabines twin nos conveses superiores e high deck. A diferença prática está menos no nome da categoria do que na posição: quem dorme em baixo fica mais perto do casco e quem escolhe uma cabine superior ganha outra relação com o mar. O ruído de um liveaboard não desaparece — há máquinas, água e movimento —, mas a distribuição permite fechar a porta, baixar a luz e recuperar entre mergulhos. Depois de uma noite de mar e um dia cheio, isso vale mais do que uma sala grande que quase não se usa.

Camarote twin

Suíte

Camarote twin/duplo

O que é preciso saber antes de embarcar

As partidas registadas saem de Hurghada ou de Port Ghalib, e o regresso depende da rota: Hurghada nas rotas North, Northern Wrecks e Marine Parks North, Hurghada nas Marine Parks South, e Port Ghalib nas Deep South/St. Johns. As transferências entre aeroporto e porto aparecem na operação da viagem e são tratadas como um serviço separado, com o acerto feito a bordo. Vale a pena chegar na véspera: reduz o risco de perder o embarque por causa de um voo atrasado e deixa a primeira entrada no mar para o que deve ser, o início da semana de mergulho.

Ano de construção
2022
Ano de renovação
2025
Comprimento
48 m
Boca
9,5 m
Número máximo de passageiros
30
Número de cabines
15
Motores
2 × Mitsubishi 800 cv + 1Cumns 1300 cv
Botes de apoio
2 zodiacs com motores de popa de 40 cv
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