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Cruzeiros · Tailândia

Krishna 3 — novo, espaçoso e feito para mergulhar

O que torna este barco único

  • Construído em 2025, o Krishna 3 leva até 24 passageiros e tem cabines com casa de banho privativa.
  • O convés de mergulho tem uma plataforma dedicada, zona de preparação à sombra e um bote de apoio de 4 metros.
  • Há cilindros de alumínio, adaptadores DIN, nitrox, mergulho técnico, sidemount e rebreather.
  • As avaliações dão 9,8 ao mergulho, 9,8 à tripulação e 10,0 à comida.

O convite

O Krishna 3 é para quem quer passar os dias na água sem abdicar de uma cabine limpa, climatizada e com casa de banho privativa. A escolha faz sentido quando o mergulho vem primeiro, mas o barco também precisa de funcionar bem entre uma entrada e outra: equipamento preparado, bote de apoio, zona de convés à sombra, refeições completas e espaço para descansar. As rotas percorrem o mar de Andamão, com partidas registadas para Lipe e South Andaman. Não é um barco escolhido pela história do casco ou pelo charme de uma embarcação antiga. É escolhido por ser novo, organizado e diretamente pensado para uma semana de mergulho.

Subir a bordo

A primeira impressão é a de um barco novo e cuidado, sem a pátina de um velho liveaboard. O Krishna 3 foi construído em 2025, e isso nota-se sobretudo na forma como as funções estão separadas: alojamento, salão, refeições e operações de mergulho não competem pelo mesmo espaço. A circulação entre a cabine, o convés e a plataforma é feita para uma rotina repetida muitas vezes ao dia, com equipamento húmido e pouco tempo entre mergulhos. O salão climatizado serve de abrigo quando o calor aperta; no exterior, o terraço e o convés de observação dão outra escala ao mar. É um barco grande o suficiente para não parecer apertado, mas com um grupo que ainda se encontra facilmente ao segundo dia.

O ambiente a bordo

O ambiente parece ser de uma operação bem afinada, não de um barco onde cada mergulhador tem de descobrir sozinho como as coisas funcionam. A tripulação combina elementos locais e internacionais e fala inglês e tailandês. Com uma avaliação de 9,8 para a tripulação, 10,0 para a comida e 9,8 para o mergulho, o padrão a esperar é de cuidado prático: ajudar com o equipamento, manter a operação em andamento e resolver pequenos problemas antes que cresçam. Ao fim de alguns dias, o grupo deixa de ser uma fila de cabines e passa a reconhecer quem prefere o primeiro café, quem demora a preparar-se e quem fica no convés depois do jantar.

Os locais onde se mergulha

As rotas registadas incluem Lipe, com partidas e regressos a Pak Ba Ra em 5 dias e 4 noites, e South Andaman, com embarque e regresso na Asia Marina Pier, em Phuket, também em 5 dias e 4 noites. Nas fichas de locais aparecem Racha Noi, Koh Doc Mai, Koh Waeo e South Tip. Racha Noi oferece visibilidade de 20 a 30 metros e a possibilidade de procurar raias-pastenagas, raias-manta, peixe-recife e, com sorte, tubarão-baleia; o gaterin e a enguia-jardineira são encontros associados a este ponto. Koh Doc Mai é uma parede calcária vertical que desce até -32 m, boa para procurar cavalos-marinhos, peixe-fantasma, nudibrânquios, camarões e tubarões de recife. Koh Waeo, com máximo de -12 m, combina recife vibrante com um naufrágio próximo dos 15 m. South Tip chega a -70 m e junta corrente, corais moles, cardumes e pelágicos.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o barracuda aparece registado nos quatro locais e o caranguejo em três. O tubarão-leopardo também surge em três pontos, mas encontros com animais selvagens nunca são garantidos. Racha Noi é o lugar específico para procurar o tubarão-cinzento-de-recife, a enguia-jardineira e o gaterin. Koh Doc Mai concentra o tubarão-de-recife, o atum, o fusilier, o camarão e o camarão-limpador, além de uma vida pequena que recompensa quem abranda junto à parede. South Tip é a razão para aceitar a corrente: ali aparecem anémonas, peixes-balista, corais moles e donzelas, com raias-manta e cardumes entre o relevo. O espetáculo alterna entre animais grandes no azul e macro escondido nas paredes; é preciso procurar os dois.

Quem vos põe na água

A bordo seguem dez tripulantes, com comunicação em inglês e tailandês. A operação suporta mergulho recreativo, técnico, sidemount e rebreather, e inclui mergulhos noturnos nas rotas anunciadas. Os briefings orientam os grupos antes de cada entrada, enquanto o bote de apoio permite regressar ao barco mesmo quando a corrente afasta os mergulhadores do ponto inicial. Para situações de emergência, há duas unidades portáteis de oxigénio DAN, kits completos de primeiros socorros, tripulantes formados em primeiros socorros, coletes, jangada salva-vidas, rádio VHF, comunicações HF e SSB, radar, GPS e sonar. O barco também dispõe de alarme de incêndio, extintores e sistema de localização de emergência.

O convés de mergulho e o equipamento

O Krishna 3 leva 30 cilindros de alumínio de 80 pés cúbicos e um de 65 pés cúbicos, com ligação por estribo; há adaptadores DIN para quem usa esse sistema. O enchimento é feito por um compressor eléctrico Bauer Mariner M II E, com capacidade de 3500 psi. Nitrox está disponível como serviço pago, assim como o aluguer de equipamento. O convés tem plataforma de mergulho, zona sombreada, tanques de lavagem, pesos e cintos, e aceita mergulho técnico, sidemount e rebreather. Um bote de apoio de 4 metros, com motor Yamaha de 30 HP, acompanha as operações e recolhe os mergulhadores. Há ainda duche exterior para o regresso e uma área separada para lavar câmaras.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, a melhor utilização do barco é simples: sombra no convés de mergulho, ar condicionado no salão ou vento aberto no terraço. Há chuveiros exteriores para tirar o sal, uma zona de descanso e um convés de observação para acompanhar a navegação. Quem leva câmara tem um tanque de lavagem separado para o equipamento fotográfico. O tempo morto também pode ser passado sem equipamento nas mãos, olhando as ilhas e o mar a mudar. O barco tem internet gratuita, mas o melhor intervalo continua a ser aquele em que ninguém precisa de verificar nada.

Um dia a bordo

Um dia de mergulho começa com a preparação do equipamento e um briefing antes da primeira entrada. Depois vêm os mergulhos do dia, separados por refeições buffet, snacks, água e tempo para secar o fato, trocar uma garrafa ou simplesmente ficar à sombra. Nas rotas publicadas, Lipe soma 11 mergulhos em 5 dias e 4 noites; os mergulhos noturnos fazem parte da operação. Quando o barco navega para o ponto seguinte, o convés torna-se o lugar para observar a costa e reorganizar o equipamento. No fim do dia, um mergulho noturno muda o ritmo: menos conversa no convés, luzes a entrar na água e o regresso ao barco seguido de banho quente e jantar.

O que se come a bordo

A cozinha trabalha em regime de pensão completa, com buffet, comida local e pratos de cozinha ocidental. Há opções vegetarianas e veganas, bebidas não alcoólicas, água potável, chá, café e snacks ao longo do dia. Num cruzeiro de mergulho, a mesa não é um intervalo decorativo: é onde se repõe energia depois da água e se come sem transformar cada refeição numa operação demorada. A variedade anunciada permite que o grupo não fique preso a um único estilo de cozinha durante os dias a bordo.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines climatizadas, todas com casa de banho privativa e duche de água quente e fria. Há opções VIP, cabines duplas ou twin no convés superior, twin e beliche no convés principal, além de uma cabine com cama king e outra com quatro beliches. A roupa de cama é renovada e o conjunto de banho é reposto diariamente. Depois do jantar, o barco oferece um salão interior climatizado ou espaços exteriores para quem prefere ouvir o mar em vez do ar condicionado. O conforto aqui não tenta imitar um hotel em terra; serve para recuperar entre dias de mergulho e dormir sem ter de partilhar a casa de banho.

VIP

duplo, convés superior

twin, convés superior

twin com beliches, convés principal

twin, convés principal

com beliches, convés principal

O que é preciso saber antes de embarcar

As partidas registadas para Lipe começam e terminam em Pak Ba Ra, enquanto a rota de South Andaman indicada parte e regressa à Asia Marina Pier, em Phuket. O transfer de aeroporto está incluído nas condições anunciadas; o transfer a partir de um hotel pode ser organizado à parte. Para evitar começar a viagem dependente de um voo atrasado, chegar na véspera continua a ser a opção mais prudente.

Ano de construção
2025
Comprimento
26 m
Boca
6,5 m
Número máximo de passageiros
24
Número de cabines
11
Número de casas de banho
12
Motores
Hino 345 cv 2000 RPM MARINE × 2
Velocidade de cruzeiro
9 nós
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