Cruzeiros · Egito
C Echo 2 — madeira, pequenos grupos e Mar Vermelho aberto
O que torna este barco único
- As partidas limitam-se a 18 mergulhadores, com grupos de quatro a cinco por guia.
- O convés de mergulho trabalha com dois botes semirrígidos, ambos com escada, e três compressores Coltri Sub.
- O nitrox de membrana é gratuito para mergulhadores certificados.
- As rotas vão dos recifes do norte às Brothers, Daedalus, Elphinstone e às zonas remotas de Elba.
O convite
O C Echo 2 é para quem quer passar a semana na água, não num hotel flutuante cheio de gente. As partidas ficam limitadas a 18 mergulhadores e os grupos de quatro a cinco por guia deixam espaço para observar, fotografar e subir sem transformar cada entrada numa operação de massa. O barco serve tanto os recifes e naufrágios do norte como as paredes oceânicas do sul, onde a viagem se faz à procura de tubarões, cardumes e correntes azuis. A escolha é simples: menos gente no convés, mais atenção debaixo de água e uma equipa que acompanha o grupo desde o primeiro briefing até à última saída.
Subir a bordo
Ao chegar ao cais, percebe-se primeiro que este é um barco de madeira com vida própria. Foi construído em 2007 e renovado em 2022: conserva o caráter de um liveaboard egípcio, mas chega à viagem com as zonas de convivência e operação atualizadas. A madeira aquece o ambiente e os espaços comuns foram pensados para não concentrar toda a gente num único salão. Há um restaurante climatizado no convés principal, outro salão climatizado no convés superior e um sun deck onde o barco se abre ao mar. A circulação entre refeição, briefing, equipamento e descanso é direta. Não se embarca para desaparecer numa cabine; embarca-se para montar o dia em torno do próximo mergulho.
O ambiente a bordo
O ambiente que se forma aqui nasce da escala, não de animação forçada. Com grupos pequenos, a mesma pessoa que ajuda a preparar o mergulho aparece depois no salão, na mesa e junto ao tanque de lavagem. Os passageiros regressam a falar do que viram, mostram uma fotografia e voltam a encontrar-se no briefing seguinte. A atenção aos detalhes e os gestos pessoais da equipa fazem o visitante sentir-se acompanhado, não tratado como mais um nome numa lista. Ao fim de uma semana, o grupo costuma funcionar como uma pequena equipa: alguém procura uma tartaruga, outro identifica um peixe, e todos sabem quem ainda está a preparar a câmara para a próxima saída.
Os locais onde se mergulha
As rotas do C Echo 2 vão de 8 dias e 7 noites no circuito North, entre Hurghada e Hurghada, às semanas South entre Hurghada e Port Ghalib, e à Expedition Elba, de 12 dias e 11 noites entre Port Ghalib e Port Ghalib. No norte, Abu Nuhas junta jardins de coral a uma queda onde fusiliers e carangues passam na corrente; Umm Gamar leva a uma gruta a 28 metros e aos vestígios da jaula de tubarões de Hans Hass; Carless Reef desce a 40 metros entre moreias gigantes, tartarugas e tubarões de recife. Fanadir South termina numa zona arenosa frequentada por raias-prego-de-cauda-comprida, enquanto El Fanadir tem um pináculo a 12 metros que funciona como estação de limpeza. Gotha Abu Galawa combina coral raso, parede profunda e mergulho noturno; Sachwa Abu Galawa acrescenta corais moles violetas e gorgónias; Gotha Abu Nugar North é um jardim de coral com apenas 9 metros. Nas rotas offshore, Elphinstone chega a 60 metros em paredes verticais com tubarões oceânicos e martelos; Brothers Islands desce a 85 metros; Numidia repousa no recife desde 1901, com o casco coberto de coral. Shaab Ruhr Umm Gamar tem três naufrágios e deriva com tubarões cinzentos; Shaab Umm Gamar chega a 40 metros entre pelágicos; Giftun Islands mistura jardins de coral e corrente; e Elba leva a zonas remotas do sul.

Abu Nuhas →

Umm Gamar →
Prof. máx. · 30 m

Carless Reef →
Prof. máx. · 40 m

Fanadir South →
Prof. máx. · 30 m

El Fanadir →
Prof. máx. · 40 m

Gotha Abu Galawa →
Prof. máx. · 35 m

Sachwa Abu Galawa →
Prof. máx. · 30 m

Gotha Abu Nugar North →
Prof. máx. · 9 m

Elphinstone →
Prof. máx. · 60 m

Brothers Islands →
Prof. máx. · 85 m

Numidia →
Prof. máx. · 80 m

Shaab Ruhr Umm Gamar →
Prof. máx. · 40 m

Shaab Umm Gamar →
Prof. máx. · 40 m

Giftun Islands →
Prof. máx. · 40 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, as moreias aparecem em muitos dos recifes, tal como carangues, atuns, tubarões de recife e napoleões. A corrente concentra cardumes e pode trazer barracudas, golfinhos, tartarugas, tubarões cinzentos, tubarões oceânicos e martelos, sobretudo nos grandes recifes expostos do sul. Elphinstone é o lugar para procurar o tubarão oceânico, o martelo, a raia-manta e, de forma muito particular nesta rota, o tubarão de ponta negra, o tubarão-tigre, a caranguejada gigante e a tartaruga-cabeçuda. Brothers acrescenta anémonas e raias-águia, além dos encontros com grandes pelágicos que fazem valer o isolamento das ilhas. Em Shaab Abu Nuhas, os peixes de vidro, peixe-borboleta e peixe-papagaio dão vida ao coral; El Fanadir é o ponto indicado para procurar o peixe-sapo junto da estação de limpeza. Shaab Ruhr Umm Gamar é o único local registado para mero e mero-gigante. Em Fanadir South, as raias-prego dominam a zona arenosa; em Gotha Abu Galawa e Sachwa Abu Galawa, os mergulhos noturnos mudam a atenção para polvos, peixes venenosos e corais moles.
Quem vos põe na água
A operação de mergulho conta com dois instrutores e dois guias, que falam inglês, alemão e italiano. Os grupos são organizados com quatro a cinco mergulhadores por guia; é uma diferença real quando há corrente, uma parede para acompanhar ou uma câmara que precisa de tempo junto ao recife. O nível mínimo pedido é Open Water Diver ou equivalente, com pelo menos 20 mergulhos registados. Os briefings definem o percurso, a entrada pelos botes, a corrente e o plano de regresso antes de cada saída. A bordo há sistema completo de segurança, incluindo oxigénio médico, desfibrilhador, kit de primeiros socorros, GPS, sinais de emergência, coletes, bóias de chamada e jangadas salva-vidas. O mergulho é guiado, mas o grupo pequeno deixa o guia trabalhar com atenção em vez de apenas controlar uma fila.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho está preparado para uma operação repetida, não para uma única saída por dia. Estão disponíveis cilindros de alumínio de 12 e 15 litros; a ficha do barco inclui cilindros de 12 litros e lastro, enquanto o aluguer de equipamento é pago à parte. Há adaptadores DIN, duches de água quente, estações de carregamento, tanques separados para lavar equipamento fotográfico e tanques de enxaguamento. Três compressores Coltri Sub fazem o enchimento: dois de 250 litros por minuto e um de 325. O nitrox é produzido por um sistema de membrana e é gratuito para mergulhadores certificados. Dois botes semirrígidos levam os grupos aos locais e regressam para os recolher; ambos têm escada, o que torna a saída da água menos penosa com corrente ou equipamento pesado. O barco não é orientado para mergulho técnico. Há também anfitriões de enxaguamento para manter a logística do convés em ordem.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o C Echo 2 divide o descanso entre o salão climatizado do convés superior, o restaurante interior e o sun deck com espreguiçadeiras. É possível rever fotografias e vídeos, carregar baterias ou simplesmente deixar o corpo recuperar enquanto o barco navega para o próximo recife. O espaço separado para briefings evita que toda a conversa aconteça em cima do equipamento. Para quem prefere sombra e ar condicionado, há um interior fresco; para quem quer secar o fato e acompanhar a linha do horizonte, há o exterior. Nos dias com menos mergulhos, o barco também permite excursões em terra.
Um dia a bordo
Um dia começa antes de o calor apertar. O primeiro briefing reúne o grupo, o equipamento segue para o bote e a primeira entrada acontece quando o recife ainda tem a luz baixa da manhã. Depois vêm o regresso, o duche quente, o pequeno-almoço e um intervalo para água, comida, fotografias e descanso. O número de mergulhos depende da rota: o programa normal do barco prevê dois a três por dia, com dois no último dia; algumas expedições chegam a três ou quatro, e podem incluir mergulho noturno. Entre saídas, o C Echo 2 navega, muda de fundeadouro ou fica junto ao local seguinte enquanto o grupo almoça. À tarde, há tempo para voltar à água ou deixar o corpo no sun deck. Quando existe mergulho noturno, o convés muda de ritmo: lanternas, briefings mais curtos e uma entrada num recife que já não é o mesmo. Depois do jantar, começa a travessia ou o sono.
O que se come a bordo
As refeições são servidas em buffet, com cozinha ocidental e local. A mesa acompanha o ritmo do mergulho: pequeno-almoço antes ou depois da primeira saída, comida entre imersões e jantar quando o equipamento já está lavado e o grupo regressou ao salão. Há snacks ao longo do dia, bebidas quentes e frias, refrigerantes e água; restrições alimentares podem ser consideradas. O valor da mesa não está em transformar o barco num restaurante, mas em pôr comida acessível no momento em que um mergulhador regressa com fome, entrega o cilindro e começa a pensar na próxima entrada. Bebidas alcoólicas e bebidas espirituosas estão disponíveis a bordo, mas são cobradas à parte.
As noites no mar
À noite, o C Echo 2 oferece uma escolha clara entre a cabine twin no convés inferior e as suites no convés superior. Todas têm casa de banho privativa, ar condicionado regulável, janela, espaço para arrumação, toalhas e frigorífico; as suites acrescentam cama de casal, e algumas têm minibar e televisão. A noite acontece depois de um dia de sal, sol e equipamento molhado, por isso contam mais o ar condicionado individual e a possibilidade de fechar a porta do que uma decoração vistosa. Quem prefere sentir menos movimento escolhe uma cabine; quem quer ficar mais perto do salão e do exterior olha para as opções do convés superior. O barco não promete silêncio absoluto: há motores, água no casco e vida de convés. Mas há um lugar próprio para pousar o corpo entre um dia e o seguinte.
Camarote twin
Suíte
Suíte panorâmica
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas registadas saem de Hurghada ou de Port Ghalib, conforme a rota, e podem regressar ao mesmo porto ou terminar no outro: há itinerários Hurghada–Hurghada, Hurghada–Port Ghalib e Port Ghalib–Port Ghalib. O transfer de grupo entre aeroporto, barco e aeroporto está incluído nas partidas previstas; as rotas de Hurghada usam o aeroporto de Hurghada, e a Expedition Elba indica Marsa Alam. Para evitar que um atraso de voo corte o primeiro mergulho ou a transferência para o barco, vale chegar na véspera.
- Ano de construção
- 2007
- Ano de renovação
- 2022
- Comprimento
- 35 m
- Boca
- 8,5 m
- Número máximo de passageiros
- 18
- Número de cabines
- 15
- Motores
- 2
- Botes de apoio
- 2 (RIBs com escada)
- Site
- ocenara.com ↗
Olá, sou a Marina, a assistente IA da DivingDeal.com. Respondo-te em detalhe sobre hotéis, centros e cruzeiros.

A pensar na viagem toda e nos voos? Fala com a Edith →
A Marina é uma IA. Alguns links são afiliados: a DivingDeal pode receber uma comissão, sem custo extra para si. A reserva é concluída com o parceiro.




