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Cruzeiros · Egito

Hammerhead II — um safari egípcio moderno, feito para mergulhar

O que torna este barco único

  • Construído em 2019, o Hammerhead II combina interiores modernos com grandes áreas exteriores para descansar entre mergulhos.
  • A operação de mergulho inclui zona sombreada, plataforma, tanques de lavagem, adaptadores DIN e embarcações de apoio.
  • As rotas podem levar aos Brothers, Daedalus, Elphinstone, Thistlegorm, Abu Nuhas e aos recifes do sul do Mar Vermelho.
  • Há jacuzzi, janelas panorâmicas, cabines com casa de banho privada e alimentação em buffet com cozinha local.
  • A tripulação fala inglês, alemão, francês, espanhol e russo.

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O convite

O Hammerhead II faz sentido para quem quer passar a semana a mergulhar, não apenas dormir num barco que por acaso leva equipamento. As rotas chegam aos grandes nomes do Mar Vermelho — Brothers, Daedalus, Elphinstone e Thistlegorm — e o barco foi pensado para suportar dias cheios de entradas na água, intervalos curtos e equipamento sempre pronto. Há espaço exterior para recuperar entre mergulhos, uma operação com embarcações de apoio e um interior suficientemente cuidado para a parte da viagem que acontece à superfície. O compromisso é claro: conforto moderno, muita água salgada e itinerários escolhidos pelo mergulho.

Subir a bordo

O Hammerhead II chega ao cais com o aspeto de um barco relativamente recente e sem a patina dos velhos barcos egípcios que já transportaram várias gerações de mergulhadores. Foi construído em 2019, e isso nota-se na linguagem do interior: linhas modernas, janelas panorâmicas e espaços desenhados para circular sem transformar cada deslocação numa manobra. O exterior é generoso, com vários conveses abertos e uma zona de observação no topo. Não é um barco de grupo pequeno: recebe até 32 passageiros, mas a relação entre tripulação e passageiros é próxima de 1 para 1. Ao segundo dia, é fácil reconhecer quem está a preparar o próximo mergulho, quem acabou de subir e quem já procura sombra.

O ambiente a bordo

O ambiente tende a ser internacional desde o primeiro briefing: a tripulação comunica em inglês, alemão, francês, espanhol e russo. A avaliação da tripulação é superior à do próprio barco, enquanto a comida e o mergulho recebem notas particularmente fortes; isso sugere uma operação em que as pessoas fazem diferença concreta no dia a dia. A tripulação trata da passagem entre convés, embarcação de apoio e água, mantém a casa a funcionar e ajuda a devolver ordem ao equipamento depois de cada saída. Com até 32 passageiros, a semana não é anónima, mas o espaço exterior permite que o grupo se disperse depois do mergulho. À noite, o ritmo baixa naturalmente: jantar, conversa, fotografias e descanso para o próximo briefing.

Os locais onde se mergulha

As rotas registadas vão de saídas curtas de 4 dias e 3 noites a cruzeiros de 8 dias e 7 noites. O destaque é o triângulo Brothers–DaedalusElphinstone: Brothers desce até 85 metros e junta paredes, naufrágios e grandes pelágicos; Elphinstone chega aos 60 metros, com paredes verticais e possibilidade de tubarões-oceânicos e martelos. Thistlegorm repousa entre 16 e 32 metros, com motocicletas e camiões nos compartimentos. No sul, Zabargad combina recifes, correntes e tartarugas, enquanto Marsa Mubarak oferece uma baía abrigada onde se procuram dugongues e tartarugas verdes, até 25 metros. House Reef chega aos 40 metros e mistura pináculos, ervas marinhas e uma queda marcada. Abu Nuhas acrescenta vários naufrágios; Shaab Alam, até 30 metros, combina naufrágio, corais e cavernas. Há ainda Shaab Abu Nuhas, Marsa Nakari, Abu Galawa Soghayar, Shaab Marsa Alam, Shaab Ruhr Umm Gamar, com três naufrágios até 40 metros, e Numidia, um navio de 150 metros pousado no recife desde 1901, até 80 metros.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o elenco que aparece com maior regularidade inclui tubarões de recife, moreias, golfinhos, peixe-napoleão, atuns, tartarugas, barracudas, carangues e peixes-escorpião. Os recifes acrescentam anthias, peixe-leão e corais moles; a corrente é muitas vezes o que traz os animais maiores para a parede. Para procurar encontros mais específicos, Elphinstone é o ponto indicado para o tubarão-tigre e o tubarão-de-pontas-negras, além do tubarão-oceânico. Brothers é o local onde pode surgir o tubarão-de-pontas-brancas e onde se encontram jardins de anémonas. Marsa Mubarak é a razão para procurar a tartaruga verde e o dugongo em águas mais tranquilas. House Reef destaca-se pelo cavalo-marinho. No Thistlegorm, o peixe-crocodilo e o peixe-morcego aparecem entre a estrutura do naufrágio. Em Shaab Ruhr Umm Gamar, há a possibilidade de encontrar o mero-gigante.

Quem vos põe na água

A tripulação responsável pela operação fala inglês, alemão, francês, espanhol e russo. O barco tem pessoal formado em primeiros socorros, oxigénio, kits de primeiros socorros, GPS, radar, sonar e sistema de alarme de incêndio. Os briefings e a composição dos grupos dependem da rota, das condições e do nível dos mergulhadores; não é indicado um rácio fixo por grupo nem o número de guias. Também não está publicado um nível mínimo único para todas as saídas do Hammerhead II. Há mergulho técnico, sidemount e rebreather, mas isso não transforma automaticamente cada itinerário numa formação técnica: cursos e certificações são serviços separados e devem ser tratados antes do embarque.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem zona sombreada, estações para preparar o equipamento, tanques de lavagem e uma plataforma de entrada na água. As embarcações de apoio levam os mergulhadores aos locais e permitem regressar ao barco depois da subida, em vez de obrigar todos a voltar ao ponto exato do casco. Há adaptadores DIN, nitrox, possibilidade de mergulho técnico, sidemount e rebreather, além de estações de carregamento. O aluguer de equipamento está disponível, mas não são indicadas marcas nem configurações específicas. A estrutura serve tanto quem mergulha com equipamento convencional como quem viaja com uma configuração mais exigente; os detalhes do material pessoal devem ser combinados antes da partida.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o Hammerhead II oferece uma escolha simples: sombra na zona exterior de mergulho, sol nos conveses abertos ou água quente no jacuzzi. O convés de observação e o salão interior climatizado dão alternativas quando o vento aumenta ou o sol pesa. Há espaço para deixar o fato a escorrer, conversar sobre o mergulho acabado de fazer ou simplesmente dormir até ao briefing seguinte. Nas travessias, as janelas panorâmicas mantêm o mar presente mesmo quando se procura abrigo no interior. O barco também dispõe de internet, embora o melhor intervalo continue a ser aquele em que ninguém está a olhar para um ecrã.

O que se come a bordo

A cozinha funciona em buffet e mistura pratos locais com opções mais familiares, incluindo alternativas vegetarianas. As refeições são acompanhadas por água, chá, café e outras bebidas não alcoólicas; há ainda snacks disponíveis ao longo do dia. Num cruzeiro de mergulho, a mesa não é uma pausa decorativa: é onde se repõem líquidos e energia antes de voltar ao convés, muitas vezes ainda com sal nas mãos e o cabelo molhado. O formato buffet permite comer depressa depois de um mergulho ou voltar ao prato quando o apetite aparece, sem prender o grupo a um serviço demorado.

As noites no mar

As noites dividem-se entre cabines Standard no convés inferior, cabines Standard no convés superior e cabines Master no convés superior. Todas são climatizadas e têm casa de banho privada; algumas categorias oferecem vista para o mar e janelas panorâmicas. Há também cabines familiares, uma solução prática para quem viaja em família ou prefere partilhar o espaço de forma organizada. Depois de um dia de mergulho, o que conta é poder fechar a porta, baixar a luz e ter o equipamento pessoal arrumado sem transformar o beliche num segundo convés de mergulho. O interior moderno ajuda, mas a escolha do convés continua a ser importante para quem valoriza mais luz e vista.

standard, convés inferior

master, convés superior

standard, convés superior

O que é preciso saber antes de embarcar

As partidas e chegadas variam conforme a saída: há cruzeiros entre Marsa Alam e Hurghada, rotas de ida e volta a Hurghada e itinerários entre Hurghada e Port Ghalib. As transferências de aeroporto ou hotel são opcionais. Como o embarque começa antes de a semana de mergulho realmente arrancar, chegar na véspera é a escolha mais segura: reduz o risco de transformar um atraso de voo no primeiro problema da viagem.

Planta do barco

Ano de construção
2019
Comprimento
43 m
Boca
Outer 9,3 m = 9,3 m / Inside 8,8 m = 8,8 m
Número máximo de passageiros
32
Número de cabines
16
Número de casas de banho
20
Motores
2 × 1350 cv CUMMINS Diesel
Velocidade de cruzeiro
10 nós
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