Cruzeiros · Egito
Omneia Spirit — safari moderno para mergulho intenso no Mar Vermelho
O que torna este barco único
- A Omneia Spirit combina um desenho moderno em aço com acesso rápido entre as cabines do convés principal, o salão e o convés de mergulho.
- O convés de mergulho tem mesa grande para câmaras, duches de água quente, duches de ar e lavatórios de água doce.
- Há até quatro mergulhos por dia, dois no último dia, com cilindros de alumínio de 12 litros e nitrox incluído.
- As rotas passam por Brothers, Daedalus, Elphinstone, St. John’s, Rocky Island e Zabargad, conforme o cruzeiro.
O convite
A Omneia Spirit é para quem quer passar a semana a mergulhar, mas não aceita que o barco seja apenas o lugar onde se dorme. O desenho foi pensado à volta do convés de mergulho: as cabines do convés principal ficam perto da zona de equipamento, há espaço próprio para câmaras e os botes levam os grupos aos recifes que não ficam diretamente junto ao barco. O nitrox está disponível sem custo adicional e o equipamento técnico também tem lugar a bordo, mediante organização prévia. No mapa, a escolha pode significar uma parede em Elphinstone, os grandes animais de Rocky Island ou os recifes remotos de St. John’s e Zabargad. A bordo, ganha-se uma base confortável para uma semana de quatro mergulhos por dia, sem transformar a viagem num hotel desligado do mar.
Subir a bordo
A chegada à Omneia Spirit dá uma impressão clara: trata-se de um liveaboard construído para receber mergulhadores, não de um barco adaptado à pressa. O aço, as linhas modernas e os espaços amplos dão-lhe uma presença mais limpa do que a de muitos barcos de safari do Mar Vermelho. A cozinha e o restaurante ficam no convés inferior, uma disposição pouco habitual que cria uma separação útil entre a zona de máquinas e as cabines de baixo. No convés principal, as janelas voltadas para o mar e a proximidade do convés de mergulho tornam simples o movimento entre acordar, preparar o equipamento e entrar na água. Há salões interiores e exteriores, três zonas de sol e sombra e uma sala grande no convés superior. A circulação é direta: poucos passos separam os lugares onde se come, se descansa e se prepara o próximo mergulho.
O ambiente a bordo
A Omneia Spirit favorece um grupo que se encontra depressa. Os mergulhadores passam pelos mesmos pontos ao preparar as garrafas, regressar dos zodiacs, lavar câmaras e esperar pelo briefing seguinte. A tripulação trabalha no centro desse movimento: mantém a comida a circular, ajuda a deixar o convés utilizável e acompanha a logística dos grupos sem transformar cada tarefa numa cerimónia. À noite, o barco abranda no salão, no convés exterior ou junto ao bar, e a conversa costuma voltar aos animais que apareceram e aos locais que ainda faltam. O ambiente tende para o informal, mas não para o improvisado: a semana tem uma rotina clara porque o barco foi organizado para grupos recreativos, fotógrafos e mergulhadores técnicos no mesmo cruzeiro.
Os locais onde se mergulha
As rotas registadas incluem North — Ras Mohammed, Strait of Tiran e Dahab — em 11 dias e 10 noites, além de cruzeiros de 8 dias e 7 noites para St. John’s, St. John’s–Rocky Island–Zabargad e Brothers–Daedalus–Elphinstone. Elphinstone desce por paredes verticais até 60 m, onde podem surgir tubarões-oceânicos, martelos e outros pelágicos. Rocky Island é procurada por tubarões e raias manta. Em Carless Reef, até 40 m, as moreias gigantes vivem entre jardins de coral; Umm Gamar chega a 30 m e guarda, numa gruta a 28 m, os vestígios da jaula de tubarões de Hans Hass. Os Estreitos de Gubal descem até 50 m e juntam recife e naufrágios. Shaab Abu Nuhas e Fanadir South chegam a 30 m; em Fanadir South, o recife termina sobre uma zona arenosa frequentada por raias. Gotha Abu Galawa alcança 35 m e permite mergulhos noturnos. El Fanadir chega a 40 m, com um pináculo a 12 m que funciona como estação de limpeza.
O que se encontra debaixo de água
Ao longo desta rota, moreias, tubarões de recife e carangídeos aparecem em vários locais, acompanhados por atuns, barracudas, napoleões, peixes-escorpião, anthias, peixes-leão, meros e corais moles. São os encontros que dão continuidade à viagem, não uma promessa de que estarão em cada mergulho. Alguns animais justificam um desvio preciso. Zabargad Island é o local indicado para procurar dugongos, além de tartarugas, raias manta e tubarões em mergulhos à deriva com corrente forte. Shaab Ruhr Umm Gamar é associado ao mero-gigante e a três naufrágios num recife oval. Carless Reef é o ponto indicado para o tubarão-de-pontas-brancas-de-recife; Elphinstone concentra registos de tubarão-de-pontas-negras, tubarão-baleia, tubarão-tigre e caranguejo-gigante. Em El Fanadir, o pináculo a 12 m funciona como estação de limpeza e pode oferecer ao fotógrafo um encontro mais parado. Shaab Abu Nuhas acrescenta peixe-papagaio e peixe-borboleta entre os cardumes.
Quem vos põe na água
A relação indicada é de um guia para doze mergulhadores. A Omneia Spirit exige pelo menos 50 mergulhos registados e certificação AOWD ou equivalente, portanto não é apresentada como uma viagem para quem acabou de aprender a mergulhar. A equipa comunica em árabe, inglês e alemão. O nitrox está disponível e podem ser organizados cursos de nitrox com antecedência. Para segurança, há oxigénio, equipamento de primeiros socorros, coletes, extintores, jangadas de salvamento e sistema ENOS incluído. Os mergulhos são organizados a partir do convés ou dos dois zodiacs, consoante o local; a estrutura permite separar grupos sem obrigar todos a entrar e sair da água pelo mesmo ponto.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho trabalha com cilindros de alumínio de 12 litros incluídos; cilindros de 15 litros estão disponíveis mediante suplemento e pedido prévio. Dois compressores Bauer fazem o enchimento, e o sistema de nitrox usa uma membrana; o nitrox está incluído. O barco é preparado para mergulho técnico, com Trimix, scooters e configurações com cilindro duplo mediante organização prévia e custo adicional. Para a manutenção de câmaras há uma mesa grande, duches de ar e lavatórios de água doce; depois do mergulho, há duche de água quente. O equipamento de aluguer não está incluído. Quando o local não permite chegar diretamente junto ao recife, dois zodiacs fazem o transporte, cada um com espaço para oito mergulhadores. A entrada e a saída da água acontecem a partir desses botes, conforme o ponto de mergulho.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, a vida concentra-se no convés superior e no salão junto ao convés de mergulho. Há espreguiçadeiras, pufes, uma zona de descanso ao ar livre e áreas protegidas do sol. Quem fotografa pode lavar o equipamento em água doce, deixá-lo na mesa de câmaras ou trabalhar no espaço adjacente destinado a carregar e montar material durante as travessias. Quem prefere não mexer no equipamento encontra espaço para ficar sozinho sem desaparecer do barco. As passagens entre locais são feitas com o equipamento guardado e o convés livre para descansar. Numa tarde sem mergulho, a estrutura serve tanto para acompanhar a navegação como para simplesmente dormir à sombra.
Um dia a bordo
O dia começa antes do amanhecer, com o primeiro briefing e a preparação das garrafas. Segue-se o primeiro mergulho, o pequeno-almoço e a pausa necessária para desmontar, lavar e voltar a montar o equipamento. O almoço entra entre mergulhos, e o mesmo ciclo repete-se até quatro vezes num dia completo. Entre uma entrada e outra, há tempo para dormir, ficar no convés ou acompanhar a navegação para o próximo recife. Quando o local permite, Gotha Abu Galawa acrescenta a possibilidade de um mergulho noturno; nos parques marinhos, os mergulhos noturnos, a natação e o snorkeling são proibidos. No último dia há dois mergulhos. A viagem termina com o barco de regresso ao porto na tarde anterior à saída, deixando a última noite para arrumar sem pressa.
O que se come a bordo
A cozinha serve comida ocidental e local em formato buffet, com opções para restrições alimentares. A pensão completa começa com o jantar de chegada e termina com o pequeno-almoço de saída; entre as refeições há água, chá, café, refrigerantes, fruta e snacks. Num cruzeiro com até quatro mergulhos por dia, a mesa tem uma função prática: repõe energia sem prolongar demasiado a paragem entre entradas na água. As refeições podem ser feitas na zona de restaurante ou ao ar livre no convés superior, onde a vista do mar acompanha a pausa. O ritmo não é de restaurante à carta; é comida acessível, disponível quando o grupo regressa do mergulho e precisa de comer antes do próximo briefing.
As noites no mar
As noites são passadas em cabines com ar condicionado, frigorífico e casa de banho privada com duche de chuva. As Twin têm camas separadas; as Suites têm cama de casal, e existe uma cabine individual no convés principal. A maior parte das cabines fica no convés principal, com vista para o mar e acesso próximo ao convés de mergulho. No convés superior, a Master Suite abre-se para uma vista panorâmica de 180 graus. Nas cabines do convés inferior, a cozinha e o salão funcionam como uma zona-tampão em relação à casa das máquinas; ninguém dorme encostado à sala dos motores. Depois do último mergulho, a noite pode continuar no salão com televisão e DVD, no pequeno espaço de biblioteca ou simplesmente num dos lugares de descanso do convés superior.
Camarote twin
Suíte
Camarote individual
O que é preciso saber antes de embarcar
Na rota North registada, o embarque e o regresso são em Hurghada. As outras rotas aparecem associadas a St. John’s, Rocky Island, Zabargad, Brothers, Daedalus e Elphinstone, sem indicação de um porto específico. O transfer de grupo entre o aeroporto mais próximo e o barco, nos dois sentidos, é organizado como serviço pago a bordo; transfers privados ficam fora dessa organização. Para embarcar sem transformar uma ligação aérea atrasada num problema de mergulho, é prudente chegar na véspera.
- Ano de construção
- 2018
- Ano de renovação
- 2026
- Comprimento
- 42,5 m
- Boca
- 9 m
- Número máximo de passageiros
- 26
- Número de cabines
- 13
- Motores
- 2 × MAN 1200 cv
- Botes de apoio
- 2 zodiacs (8 mergulhadores cada)
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