Cruzeiros · Egito
Blue Horizon — um clássico egípcio feito para explorar o Mar Vermelho
O que torna este barco único
- O Blue Horizon percorre as principais zonas de mergulho do Mar Vermelho egípcio, incluindo o Norte, os Brothers, Daedalus e Elphinstone.
- A bordo viajam até 26 passageiros em 13 cabines com casa de banho privada e ar condicionado.
- O convés de mergulho foi pensado para mergulho recreativo, técnico, sidemount e rebreather, com dois botes de apoio.
- A tripulação fala inglês, e o barco dispõe de nitrox, espaço de fotografia, jacuzzi e salão climatizado.
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O convite
O Blue Horizon é para quem quer percorrer o Mar Vermelho egípcio sem escolher entre recifes costeiros, paredes oceânicas, naufrágios e grandes pelágicos. É o barco de referência da frota Blue O Two e recebeu o prémio “Best Liveaboard” da Sport Diver em 2015 e 2016. A escolha faz sentido sobretudo pela amplitude das rotas: numa mesma plataforma pode partir-se de Hurghada para os Brothers, Daedalus e Elphinstone, ou ficar pelo Norte, entre recifes e naufrágios. Não é uma embarcação íntima de poucos passageiros; é um barco grande, com espaço para 26 mergulhadores e uma operação preparada para perfis recreativos, técnicos, sidemount e rebreather. Vem-se a bordo para mergulhar muito, chegar a zonas remotas e deixar que uma equipa que conhece a região trate da logística entre entradas na água.
Subir a bordo
Ao chegar ao Blue Horizon, a primeira impressão é a de um barco de cruzeiro de mergulho sólido e bem equipado, não a de uma embarcação pequena convertida à pressa. O casco de madeira dá-lhe um caráter mais tradicional, enquanto a renovação de 2016 sustenta uma utilização mais atual dos espaços. Há uma zona de refeições ampla, um salão climatizado separado, uma área exterior à sombra, jacuzzi e solário. O barco tem espaço suficiente para que a vida a bordo não fique concentrada num único salão: depois do mergulho, pode escolher-se entre sombra, ar condicionado ou o convés aberto. A circulação faz-se entre zonas de trabalho e descanso sem transformar o barco num hotel impessoal. O resultado é prático: há lugares para comer, preparar uma câmara, conversar ou simplesmente ficar em silêncio a olhar para o mar.
O ambiente a bordo
O ambiente a bordo é conduzido pela tripulação, e não pelo tamanho do barco. O Blue Horizon recebe passageiros de várias origens, mas a língua de trabalho é o inglês; os dias ficam organizados à volta dos briefings, dos grupos e dos regressos dos botes. A tripulação é o ponto mais elogiado da experiência: está presente, ajuda sem criar cerimónia e mantém a operação a funcionar quando há muito equipamento e muitos mergulhadores no convés. A comida também tem uma avaliação particularmente forte. Numa semana, isso conta mais do que uma decoração nova: o barco pode ter o caráter de uma embarcação já muito usada, mas uma equipa que conhece o trabalho reduz o atrito de cada transição — da refeição para o briefing, do bote para o duche, do mergulho para o jantar.
Os locais onde se mergulha
As rotas de oito dias e sete noites saem e regressam a Hurghada, com versões para os naufrágios e recifes do Norte, para os Brothers, e para Brothers, Daedalus e Elphinstone. As rotas Ultimate Red Sea duram 11 dias e 10 noites, ligando Hurghada a Port Ghalib ou fazendo o percurso inverso. No Norte, Shaab Ruhr Umm Gamar combina três naufrágios num recife oval e uma deriva até -40m; El Fanadir tem um pináculo a 12 metros que funciona como estação de limpeza, num local com máximo de -40m. Shaab Sabina é um jardim de coral até -14m, enquanto Shaab El Erg forma um recife em U. El Fanous East e West oferecem pináculos, águas abrigadas, golfinhos e tartarugas, com máximos de -18m e -15m. Mais a sul, Marsa Mubarak chega a -25m e procura dugongues; House Reef estende-se por mais de 1,5 quilómetros e desce até -40m; Shaab Alam chega a -30m. Elphinstone tem paredes até -60m. Brothers Islands chega a -85m, com recifes, naufrágios e pelágicos; Big Brother tem o Numidia e o Aida nas paredes, até -40m. Daedalus combina paredes e planaltos até -40m. Shaab Marsa Alam acrescenta jardins de coral, golfinhos e um naufrágio.

Daedalus →
Prof. máx. · 40 m

Elphinstone →
Prof. máx. · 60 m

Shaab Ruhr Umm Gamar →
Prof. máx. · 40 m

El Fanadir →
Prof. máx. · 40 m

Shaab Sabina →
Prof. máx. · 14 m

Shaab El Erg →

El Fanous →
Prof. máx. · 27 m

Marsa Mubarak →
Prof. máx. · 25 m

House Reef →
Prof. máx. · 40 m

Brothers Islands →
Prof. máx. · 85 m

Big Brother →
Prof. máx. · 40 m

Numidia →
Prof. máx. · 80 m

Shaab Marsa Alam →
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, tartarugas, barracudas, golfinhos, napoleões, moreias, anthias, tubarões de recife, atuns e carangídeos aparecem em vários pontos. É um mar de encontros possíveis, não um aquário: a parede, a corrente, o recife e a hora certa contam tanto como o nome do local. Elphinstone é procurado pelos tubarões oceânicos de pontas brancas, tubarões-martelo e gorgónias; também é o único ponto desta rota onde estão registados o tubarão de pontas negras, o tubarão-tigre e o labro. Brothers Islands concentra tubarões de recife de pontas brancas e anémonas. Em Shaab Ruhr Umm Gamar, o mergulhador pode procurar o mero-gigante; em Daedalus, a carangueja-de-olhos-grandes. Marsa Mubarak é o local específico para a tartaruga verde e para o dugongo. House Reef acrescenta a possibilidade de procurar o cavalo-marinho. Em El Fanadir, o pináculo a 12 metros funciona como estação de limpeza, uma razão concreta para levar a câmara.
Quem vos põe na água
A operação de mergulho conta com dois a três guias, e a tripulação comunica em inglês. Os mergulhos começam com briefings e são organizados em grupos, com apoio dos dois botes para chegar ao ponto de entrada e recolher os mergulhadores onde terminam o percurso. O barco aceita mergulho recreativo, técnico, sidemount e rebreather, mas não são indicados no detalhe o rácio de cada grupo, as qualificações individuais ou um número mínimo de mergulhos registados. Para a segurança, há oxigénio, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, telefones móveis e satélite, botes salva-vidas, coletes, alarme de incêndio e extintores. A tripulação tem formação em primeiros socorros. O barco organiza a operação; cada mergulhador continua responsável por chegar com a certificação adequada ao perfil que pretende fazer.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem sombra, plataforma de entrada na água, bacias de lavagem, duches exteriores e espaço separado para o tratamento de câmaras. Há estações de carregamento e uma zona própria para fotografia, úteis quando se fazem vários mergulhos e cada bateria, lente e carcaça precisa de um lugar definido. Dois botes de apoio levam os mergulhadores aos locais e fazem a recolha depois da subida. O barco dispõe de nitrox, compressor de nitrox de membrana, mergulho técnico, sidemount e suporte para rebreather. O aluguer de equipamento e de nitrox é possível como serviço adicional; o material específico deve ser reservado antes da partida para garantir disponibilidade. O tipo, volume e ligação dos cilindros não são indicados, por isso convém confirmar se o equipamento pessoal exige DIN, estribo ou outro formato.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o Blue Horizon oferece três formas diferentes de parar. A área exterior à sombra serve para ficar perto do convés e continuar a conversa do barco de apoio; o salão climatizado é o refúgio quando o sol e a humidade pesam; no solário há espaço para quem prefere luz aberta e vento. O jacuzzi acrescenta uma pausa curta depois de um mergulho exigente, enquanto a biblioteca, o áudio e vídeo e a televisão nas cabines ocupam as horas mais lentas. Fotógrafos têm uma área própria para tratar das imagens. Não é preciso inventar atividades: o valor está em poder escolher entre descanso, câmara, conversa ou simplesmente mar à frente.
Um dia a bordo
O dia começa com o barco e a equipa a prepararem a primeira saída antes de os mergulhadores entrarem na água. Vem o briefing, o equipamento é montado nas estações do convés e os grupos seguem para a plataforma ou para um dos dois botes de apoio. Depois do mergulho, há regresso ao barco, duche, comida e tempo para trocar cilindro, rever imagens ou descansar à sombra. O ciclo repete-se com novo briefing e nova entrada na água, enquanto o Blue Horizon navega para o local seguinte quando a rota exige deslocação. As refeições aparecem entre os mergulhos, não como pausas longas separadas do programa. Ao fim do dia, o ritmo abranda no salão, no convés exterior ou no jacuzzi, com o equipamento já lavado e as câmaras a carregar para a próxima oportunidade.
O que se come a bordo
A cozinha combina buffet, pratos ocidentais e cozinha local, com opções vegetarianas e vegan. Há bebidas sem álcool, chá, café e snacks ao longo do dia; cerveja e bebidas alcoólicas ficam disponíveis à parte. Num cruzeiro de mergulho, a mesa serve sobretudo para recuperar entre entradas na água: as refeições são completas, mas o serviço tem de acompanhar o ritmo dos grupos, dos briefings e da navegação. A comida é um dos pontos mais fortes do barco, o que pesa numa semana em que se passa grande parte do dia a voltar da água, trocar de roupa e preparar o mergulho seguinte.
As noites no mar
As noites são passadas em cabines climatizadas, todas com casa de banho privada, água quente, cofre e mini-frigorífico. As Classic Twin ficam no convés inferior; as Classic Twin/Double permitem combinar uma cama individual com uma cama queen pequena, e as Premium Double ficam no convés principal, com uma cama grande e mais espaço para guardar as coisas. O barco acomoda até 26 passageiros, por isso não se deve esperar a sensação de isolamento de um liveaboard para oito ou dez pessoas. Em troca, há mais áreas comuns para escapar ao movimento do corredor e um salão climatizado para as horas de descanso. Depois de um dia de mergulho, a cabine cumpre o essencial: banho privado, ar condicionado e um lugar onde deixar o equipamento pessoal sem viver dentro da mala.
Camarotes twin clássicas
Camarotes twin/duplos clássicas
Camarotes duplos premium
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas e chegadas dependem da rota: os cruzeiros podem começar e terminar em Hurghada, ou ligar Hurghada a Port Ghalib. As transferências de aeroporto e de hotel estão incluídas. Para uma partida sem sobressaltos, vale a pena chegar ao Egito na véspera e deixar margem para a transferência até ao porto. O horário e o ponto exato da recolha devem ser comunicados antes do embarque.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2006
- Ano de renovação
- 2016
- Comprimento
- 41 m
- Boca
- 8,8 m
- Número máximo de passageiros
- 26
- Número de cabines
- 13
- Número de casas de banho
- 15
- Motores
- 2 × Cat 764 cv
- Botes de apoio
- 2
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