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Cruzeiros · Egito

Cyclone — madeira para naufrágios do Mar Vermelho

O que torna este barco único

  • O Cyclone é um barco de madeira pensado para grupos que querem explorar o norte do Mar Vermelho sem transformar a semana numa corrida.
  • Os roteiros podem incluir o SS Thistlegorm, o Rosalie Moller, Abu Nuhas e outros recifes e naufrágios da região.
  • O convés de mergulho tem espaço de preparação, armazenamento pessoal, tanques de lavagem, duches de água quente e dois botes Zodiac.
  • Depois dos mergulhos, há um salão climatizado, um salão aberto, bar, convés solar com sombra e jacuzzi.

O convite

O Cyclone faz sentido para quem quer passar a semana dentro de água, não num barco desenhado primeiro para parecer um hotel. A madeira dá-lhe uma presença mais tradicional, enquanto o convés de mergulho e os botes de apoio mantêm a operação simples e funcional. É uma escolha direta para grupos e mergulhadores que viajam sozinhos e aceitam partilhar uma cabine Twin Berth. A grande razão para subir a bordo está no acesso ao norte do Mar Vermelho: naufrágios como o SS Thistlegorm e o Rosalie Moller, recifes de Abu Nuhas e as paredes de Ras Mohammed entram no horizonte possível. Entre uma entrada na água e outra, o jacuzzi e o convés com sombra tratam do resto.

Subir a bordo

Ao chegar ao Cyclone, percebe-se primeiro que se trata de um barco de madeira com vida própria, não de uma plataforma anónima saída ontem do estaleiro. Construído em 1998, traz o caráter de uma embarcação que já conhece as rotas do Mar Vermelho. A circulação é feita entre o convés de mergulho, os salões e o convés solar, sem separar demasiado a vida a bordo da operação de mergulho. Há um salão interior climatizado para as horas mais quentes e um espaço aberto para ficar junto ao mar. O ambiente é prático: prepara-se o equipamento em baixo, sobe-se para descansar e volta-se a descer quando chega o briefing.

O ambiente a bordo

O ambiente é descontraído e adequado a uma semana partilhada. As cabines Twin Berth facilitam a viagem de grupos, mas a configuração também recebe mergulhadores sozinhos, que podem partilhar o espaço. A tripulação fala árabe e inglês e acompanha a operação no convés, onde a ajuda prática vale mais do que cerimónia: equipamento preparado, entradas coordenadas e regresso organizado. Ao fim do dia, o salão torna-se o ponto de encontro para rever imagens, conversar ou ver um filme. O Cyclone não tenta criar uma experiência formal; junta pessoas que vieram pelos mesmos naufrágios e deixa que a convivência nasça entre briefings e refeições.

Os locais onde se mergulha

O Cyclone navega pelas rotas do norte do Mar Vermelho, com combinações de recifes e naufrágios que podem partir de Sharm el Sheikh ou Hurghada. Entre os locais referidos estão Abu Nuhas, Gubal, Sha'ab Ali, Ras Mohammed, o SS Thistlegorm, o Rosalie Moller, o Carnatic, o Giannis D, o Ulysses, o Dunraven e Shark and Yolanda. A rota Wrecks & Reefs mistura naufrágios com recifes e é apresentada para mergulhadores de todos os níveis. Get Wrecked concentra-se nos naufrágios do norte e pode incluir um mergulho noturno no Thistlegorm, se as condições permitirem. Não estão indicadas neste cruzeiro profundidades verificadas nem durações fixas.

Quem vos põe na água

A operação de mergulho é acompanhada por uma equipa que fala árabe e inglês. Antes das entradas, os mergulhadores recebem os briefings e organizam-se em grupos; os botes apoiam a ida e a recolha no local. O sistema de segurança do barco é descrito como completo, mas não são indicados o número de guias, o rácio de cada grupo, qualificações individuais, desfibrilhador ou formações realizadas a bordo. O Cyclone aceita mergulhadores de diferentes níveis conforme o itinerário escolhido: a rota Wrecks & Reefs não exige certificação mínima, enquanto Get Wrecked pede Advanced Open Water ou equivalente.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho é organizado para preparar o equipamento e manter cada mergulhador com o seu espaço pessoal. O enchimento é feito por três compressores K14. Há nitrox disponível mediante suplemento, mas não é indicada uma tecnologia de mistura específica. O aluguer de equipamento também é pago à parte. Encontram-se adaptadores DIN, estações de carregamento, tanques de lavagem, armazenamento pessoal, duches quentes e apoio dos botes. Dois Zodiac, com 5,5 m e 4,8 m, levam os grupos até ao local e recolhem os mergulhadores depois da subida. O barco não é apresentado como adequado para mergulho técnico.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o Cyclone oferece vários lugares para desaparecer do movimento do convés de mergulho. O salão interior climatizado serve para descansar, ver imagens ou um filme; o salão aberto mantém o mar por perto sem obrigar ninguém a ficar ao sol. No convés solar há zonas com sombra, espreguiçadeiras e um jacuzzi. É ali que se deixa o fato a secar, se bebe qualquer coisa e se acompanha a aproximação ao próximo local. Quando o barco navega, o intervalo ganha outro ritmo: menos preparação, mais horizonte e tempo para deixar o corpo recuperar.

Um dia a bordo

O dia começa com o primeiro briefing e a preparação no convés de mergulho. Depois da entrada na água, regressa-se para tomar o pequeno-almoço ou recuperar antes da próxima saída; a sequência repete-se entre refeições, navegação e descanso. O Cyclone anuncia uma semana tranquila com três mergulhos por dia, embora a ordem dependa da rota, das condições e do tempo de deslocação entre locais. Entre imersões, o grupo espalha-se pelo salão climatizado, pelo espaço aberto ou pelo convés solar. Em roteiros de naufrágios, pode haver um mergulho noturno no SS Thistlegorm quando as condições o permitem. Não há horas fixas publicadas para acordar, comer ou entrar na água.

O que se come a bordo

A cozinha alterna comida local e pratos de estilo ocidental, servidos em buffet. Há opções para restrições alimentares, bebidas quentes e frias, bebidas alcoólicas e snacks ao longo do dia. Numa semana de mergulho, o buffet tem uma função simples: comer sem esperar demasiado e voltar à água com algo no estômago. A mesa também é onde o grupo se recompõe depois do mergulho, compara o que encontrou e decide se ainda há energia para a próxima entrada. Os horários exatos das refeições não estão definidos; a ordem acompanha os mergulhos e a navegação.

As noites no mar

As dez cabines são Twin Berth, com duas camas, ar condicionado, casa de banho privativa e espaço para guardar os pertences. São cabines de barco, não quartos onde se espalha uma mala inteira: o equipamento de mergulho fica no seu lugar no convés e a cabine serve sobretudo para dormir, tomar banho e recuperar entre imersões. Para quem viaja sozinho, a configuração permite partilhar a semana com outro mergulhador. Quando o dia acaba, o salão climatizado oferece um espaço para ver filmes ou simplesmente baixar o ritmo. No exterior, o convés solar e o jacuzzi substituem a varanda privada por uma vista aberta sobre o Mar Vermelho.

Beliche twin

Ano de construção
1998
Comprimento
32 m
Boca
7 m
Número máximo de passageiros
20
Número de cabines
10
Motores
2 × 450 cv Cummins
Botes de apoio
Zodiacs de 5,5 m e 4,8 m
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