Cruzeiros · Egito
Iceberg — um pequeno safari de mergulho, feito à medida
O que torna este barco único
- Com apenas oito passageiros, o Iceberg mantém o grupo pequeno e dá à tripulação espaço para adaptar o mergulho ao nível de cada pessoa.
- A renovação de 2023 acompanha um barco concebido para mergulho, com convés de trabalho, plataforma de entrada na água, botes de apoio e nitrox gratuito.
- As rotas registadas partem e regressam a Hurghada, desde uma noite a bordo até cinco dias e quatro noites, incluindo uma viagem dedicada ao Thistlegorm e a Abu Nuhas.
- O programa junta naufrágios, recifes e mergulhos naturalistas, com possibilidade de mergulho noturno e de receber mergulhadores de snorkeling.
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O convite
O Iceberg é para quem prefere reconhecer as pessoas a bordo em vez de se perder num grupo grande. Há lugar para oito passageiros, e as rotas podem durar uma noite ou chegar a uma semana: uma diferença importante quando se quer escolher entre uma escapada curta e uma semana centrada em naufrágios e recifes do Mar Vermelho. O barco foi concebido para mergulho, não apenas adaptado para levar mergulhadores. Isso nota-se na plataforma, no espaço de preparação e na forma como o programa pode acompanhar níveis diferentes sem transformar cada saída numa corrida. A tripulação fala inglês, alemão e francês, e o guia naturalista acrescenta outra maneira de ler o recife. Vem-se procurar um safari pequeno, com nitrox gratuito, mergulhos noturnos e acesso a locais como o Thistlegorm, Rosalie Moller, Rocky Island e Carless Reef. É uma escolha de proximidade, não de escala.
Subir a bordo
Ao subir a bordo, percebe-se primeiro a proporção: o Iceberg não é um navio onde se passa o dia a procurar o salão ou o convés de mergulho. O espaço é concentrado e a circulação tem uma lógica simples, com áreas separadas para viver, descansar e preparar o equipamento. A renovação de 2023 dá peso à escolha para quem quer um barco atual sem abdicar de um grupo pequeno. O salão interior climatizado, a sala exterior e o convés de observação oferecem maneiras diferentes de estar quando o barco navega ou fica fundeado. Há também uma biblioteca, internet gratuita e espaço para refeições ao ar livre. As quatro cabines ficam no convés inferior; as cabines 1 e 2, a cabine 3 e a suite são as categorias disponíveis. A cabine descrita fica à frente, tem vigia, ar condicionado e casa de banho privada. É um barco compacto, e essa é precisamente a sua vantagem: vê-se rapidamente como tudo funciona.
O ambiente a bordo
O ambiente do Iceberg nasce do tamanho do grupo. Com oito passageiros, a tripulação não trabalha para uma multidão anónima: o percurso pode ser ajustado às necessidades e ao nível dos mergulhadores, e isso muda a maneira como um dia se organiza. A qualidade humana da equipa é a principal razão para escolher este barco quando o conforto de ser acompanhado conta tanto como a lista de locais. Inglês, alemão e francês são falados a bordo, o que facilita briefings e conversas fora de água para um grupo internacional. O guia naturalista pode dar outra profundidade às paragens que não são apenas de mergulho. À noite, o salão, a biblioteca e os espaços exteriores deixam o grupo escolher entre conversar sobre os naufrágios, rever imagens ou simplesmente ficar em silêncio. O Iceberg não promete a distância de um resort; propõe proximidade, com a tripulação presente no funcionamento real da viagem.
Os locais onde se mergulha
As rotas registadas partem e regressam a Hurghada. Há cruzeiros Hurghada North de cinco dias e quatro noites, escapadas Overnight Diving & Snorkelling de dois dias e uma noite, e uma Special Wreck Trip de cinco dias e quatro noites dedicada ao Thistlegorm, Abu Nuhas e Small Gobal. No norte de Hurghada, Shaab Ruhr Umm Gamar chega aos -40 metros e combina três naufrágios com deriva e possibilidade de tubarão-cinza; El Fanadir desce aos -40 metros e tem um pináculo a 12 metros que funciona como estação de limpeza. Shaab Sabina fica até aos -14 metros, num jardim de coral, enquanto El Fanous East e West chegam aos -18 e -15 metros, com pináculos, golfinhos e tartarugas. Em Soma Bay, Shaab Abu Nuhas atinge -30 metros e Carless Reef -40 metros. Na zona de Sharm El Sheikh, o Thistlegorm fica entre 16 e 32 metros, Ulysses chega aos -27, Rosalie Moller aos -50, e Rocky Island procura encontros com grandes animais. Abu Nuhas acrescenta vários naufrágios; Shaab El Erg é um recife em U, conhecido pelos golfinhos.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, caranguejos e moreias aparecem em muitos dos locais, tal como peixes de recife, rascasses, peixes-leão, peixes-borboleta, peixes-papagaio, anthias, mérous, napoleões, atuns e barracudas. Tartarugas, golfinhos e tubarões de recife também fazem parte do repertório possível, mas cada encontro depende do local e do momento. A rota ganha força quando se procura uma espécie num ponto preciso. Shaab Ruhr Umm Gamar é o lugar para procurar o tubarão-cinza de recife e o mérou gigante, numa deriva natural junto ao recife oval. Rocky Island é o ponto associado às raias-manta; Carless Reef concentra possibilidades como o tubarão-de-pontas-brancas, o tubarão-oceânico, gorgónias e peixe- anjo. El Fanadir oferece gaterins junto do pináculo que funciona como estação de limpeza. Em Shaab El Erg pode surgir o polvo, enquanto Shaab Sabina combina coral duro e donzelas até aos -14 metros. No Rosalie Moller, a carangueja de olhos grandes acrescenta um encontro próprio ao naufrágio profundo.
Quem vos põe na água
A tripulação fala inglês, alemão e francês, e inclui guia naturalista. O grupo pequeno permite que a organização do mergulho acompanhe o nível dos passageiros, em vez de aplicar uma única cadência a todos. A bordo decorrem briefings antes das saídas, mas não estão indicados o número de guias, o rácio de cada grupo, as qualificações individuais ou o número mínimo de mergulhos exigido. O mesmo vale para formações específicas: não há indicação de cursos realizados a bordo. Na segurança, o barco dispõe de oxigénio, kits de primeiros socorros, alarmes de incêndio e extintores, rádios VHF/DSC/SSB, GPS, radar e sonar. A equipa tem formação em primeiros socorros, e há telefones móveis e por satélite para comunicação. Esta combinação não substitui um briefing atento: é nele que se deve perceber como o grupo será dividido, como se chama o bote de apoio e qual é o procedimento de emergência.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho está organizado para preparar as saídas sem misturar tudo no mesmo lugar. Há uma plataforma de mergulho, zona sombreada, tanques de lavagem e um enxaguamento separado para câmaras, além de estações de carregamento. Os adaptadores DIN estão disponíveis, e o barco permite mergulho técnico e sidemount. O nitrox é gratuito, uma vantagem concreta quando a rota inclui vários dias e perfis de mergulho diferentes. Existem botes de apoio para os mergulhadores, mas não está especificado quantos são nem o sistema exato de entrada e saída a partir deles. Também não estão indicados o volume ou o material dos cilindros, o tipo de compressor, as marcas do equipamento de aluguer, uma mesa dedicada para fotografia ou duches quentes no regresso à água. O que está claro é a vocação do barco: uma plataforma funcional, com espaço dedicado a quem mergulha e a quem leva câmaras.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o Iceberg oferece lugares para ficar sem transformar cada intervalo numa programação. O convés de observação serve para olhar o mar e acompanhar a navegação; a terraza e o espaço exterior permitem escolher entre sombra e sol conforme o calor e a hora. No interior, o salão climatizado, a biblioteca e o entretenimento áudio e vídeo dão uma alternativa para quem prefere descansar longe da luz. A internet gratuita mantém algum contacto com terra, embora o melhor uso do intervalo seja muitas vezes mais simples: deixar o equipamento pronto, comer qualquer coisa, beber água e esperar que o corpo volte ao normal. Quando não há mergulho marcado, o espaço exterior e a possibilidade de jantar ao ar livre tornam o barco mais habitável do que um simples ponto de transporte entre recifes. Também os não mergulhadores e praticantes de snorkeling encontram lugar nesta rotina.
Um dia a bordo
O dia começa antes de a água ganhar luz suficiente para dispensar uma lanterna: primeiro vem o briefing, depois a preparação do equipamento e a entrada no mar. O regresso traz o enxaguamento, a toalha, algo para comer e tempo para deixar o corpo recuperar antes da saída seguinte. As refeições de pensão completa e os snacks acompanham esses intervalos, sem obrigar a interromper o descanso para procurar comida em terra. Entre mergulhos, o Iceberg pode navegar para o próximo recife; noutras fases, fica-se no convés de observação, na terraza ou no salão climatizado. O número exato de mergulhos diários e os horários não estão fixados, por isso o ritmo depende da rota e das condições do local. Quando o programa inclui um mergulho noturno, o barco volta a preparar o convés depois de escurecer: briefing, equipamento, entrada na água e regresso a um jantar ou lanche à espera. Depois, o silêncio do convés inferior prepara o próximo dia.
O que se come a bordo
A cozinha combina pratos de estilo ocidental e local, servidos em regime de pensão completa. Há buffet, opções vegetarianas e veganas, bebidas não alcoólicas, chá, café e snacks ao longo do dia; cerveja e vinho estão disponíveis para quem os quiser. O jantar pode ser feito ao ar livre, e o programa inclui também barbecue na praia. Num cruzeiro em que o corpo passa várias vezes pela água, a mesa não é um intervalo decorativo: é onde se recompõe energia, se revê o mergulho anterior e se prepara o seguinte. A oferta é suficientemente ampla para não deixar a refeição dependente de um único tipo de cozinha. O barbecue e a cozinha local dão ao percurso uma ligação ao Mar Vermelho que um menu exclusivamente internacional não teria. Os cocktails de boas-vindas marcam a chegada; depois, a comida acompanha o ritmo do safari.
As noites no mar
As noites acontecem num barco pequeno, com as cabines no convés inferior e as áreas comuns separadas da zona de descanso. A vigia deixa entrar uma luz marítima diferente da do salão, enquanto o ar condicionado e a casa de banho privada tornam o regresso simples depois de um dia de mergulho. As categorias são Cabin 1 & 2, Cabin 3 e Suite; a escolha muda o espaço disponível, mas não a lógica do barco: dormir a bordo para voltar aos locais de mergulho sem perder tempo em terra. O salão climatizado serve para baixar o ritmo, e o convés de observação fica disponível quando ainda há luz ou quando o grupo quer sair do interior. As cabines são para não fumadores. Não é uma experiência de hotel grande, com corredores intermináveis e zonas anónimas. É uma noite compacta, organizada em torno do mergulho seguinte.
Camarote 1 & 2
Camarote 3
Suíte
O que é preciso saber antes de embarcar
Os cruzeiros registados partem de Hurghada e regressam a Hurghada. As transferências de aeroporto e de hotel estão incluídas. Como os horários de embarque e de transferência não estão indicados, chegar a Hurghada na véspera é a opção prudente para embarcar sem transformar o voo numa corrida até ao cais.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2012
- Ano de renovação
- 2023
- Comprimento
- 22.85
- Boca
- 6,2 m
- Número máximo de passageiros
- 8
- Número de cabines
- 4
- Número de casas de banho
- 3
- Motores
- 2 × motores V10 de 850 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 15 nós
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