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Cruzeiros · Egito

Ocean Lovers — um liveaboard moderno para o Mar Vermelho aberto

O que torna este barco único

  • Construído em 2023, o Ocean Lovers combina desenho moderno com uma operação centrada no mergulho.
  • As rotas de oito dias e sete noites partem de Hurghada e passam por naufrágios, Tiran, Brothers, Daedalus e Elphinstone.
  • O nitrox é gratuito para mergulhadores certificados, com mistura indicada entre 28% e 32% em cilindro de 12 litros.
  • Há três botes de apoio, uma plataforma de mergulho, zona de mergulho à sombra e adaptadores DIN.
  • A comida recebeu a melhor avaliação entre os critérios dos passageiros, com cozinha local e ocidental, buffet e opções à la carte.

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O convite

O Ocean Lovers foi feito para quem quer chegar aos grandes recifes do Mar Vermelho sem trocar uma semana de mergulho por uma semana de desconforto. É um liveaboard moderno, construído em 2023, com espaço suficiente para uma operação de até quatro mergulhos em alguns dias e para longas travessias até aos recifes oceânicos. A escolha faz sentido sobretudo para quem quer juntar os naufrágios do norte — incluindo o Thistlegorm — às paredes e aos grandes pelágicos de Brothers, Daedalus e Elphinstone. Não é uma viagem de um único cenário: muda-se de jardins de coral e destroços para paredes expostas, correntes e azul aberto. A bordo, o mergulho vem acompanhado por nitrox gratuito, três botes de apoio e uma equipa que pode pedir a um mergulhador menos experiente que salte um local inadequado ao seu nível. Vem-se para mergulhar muito, mas com uma base moderna entre uma entrada e a seguinte.

Subir a bordo

A chegada ao Ocean Lovers dá a sensação de entrar num hotel flutuante desenhado à volta do mar, não num barco adaptado à última hora. As áreas comuns são modernas e organizadas, com um salão climatizado, zona de refeições, bar e acesso aos conveses exteriores. A circulação entre espaços foi pensada para acolher mergulhadores, acompanhantes e fotógrafos sem transformar cada pausa numa disputa por lugar. O barco tem linhas limpas e uma escala que permite manter zonas distintas para comer, descansar e preparar o próximo mergulho. A construção recente ajuda a explicar esse caráter: há menos da improvisação típica de alguns barcos mais antigos e mais atenção ao conforto quotidiano. No segundo dia, já se reconhecem os rostos à mesa e no convés. É aí que um liveaboard deixa de ser apenas transporte para os recifes e passa a ser a casa da semana.

O ambiente a bordo

O ambiente parece assentar numa tripulação presente sem ser intrusiva. Quem regressa da água encontra ajuda prática, e os guias ajustam a decisão ao local e às condições em vez de tratar o itinerário como uma promessa rígida. Isso importa especialmente nas rotas expostas: um recife como Brothers ou Elphinstone pode pedir experiência, corrente e atenção ao azul, enquanto um jardim raso oferece outro tipo de mergulho. A bordo, o grupo forma-se depressa à volta das refeições, das fotografias e das histórias do último mergulho. À noite, o salão e o convés dão lugar a conversas sobre naufrágios, tubarões e o que poderá aparecer no dia seguinte. A tripulação fala inglês e alemão. As notas confirmam um equilíbrio raro: a simpatia e a disponibilidade da equipa acompanham uma operação de mergulho avaliada em 9,4, sem que o barco precise de fingir ser mais pequeno ou mais íntimo do que é.

Os locais onde se mergulha

Há duas grandes formas de viajar no Ocean Lovers. A rota North Wrecks–Ras Mohamed–Tiran–Brothers, entre Hurghada e Hurghada, dura oito dias e sete noites e junta o Thistlegorm, Abu Nuhas, Ras Mohamed, os quatro recifes de Tiran e Brothers Islands. A rota Brothers–DaedalusElphinstone tem a mesma duração e concentra-se em paredes, correntes e grandes pelágicos, podendo terminar em Hurghada ou partir de Port Ghalib conforme a viagem. Em Elphinstone, as paredes verticais descem até -60 m e o azul pode trazer tubarões oceânicos de pontas brancas e martelos. Brothers chega a -85 m, com paredes, corais, naufrágios e vida pelágica; no Big Brother estão o Numidia e o Aida. Daedalus atinge -40 m e oferece paredes abruptas, planaltos e martelos. Em Shaab Ruhr Umm Gamar, até -40 m, três naufrágios escondem-se no recife oval. El Fanadir tem um pináculo a 12 m que funciona como estação de limpeza; Shaab Sabina desce até -14 m num jardim de coral. No Estreito de Tiran, até -40 m, Jackson, Woodhouse, Thomas e Gordon são mergulhos à deriva moldados pela corrente. El Fanous East chega a -18 m e El Fanous West a -15 m, com pináculos, areia, golfinhos e tartarugas. Ulysses atinge -27 m. Ras Mohamed completa a rota norte com paredes, jardins de coral e naufrágios.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o espetáculo começa pelo que aparece em muitos pontos: tartarugas, anthias e carangues foram registados em sete locais; barracudas, tubarões de recife, tubarões cinzentos de recife e atuns em seis. Tubarões-martelo surgem em cinco locais, enquanto golfinhos, napoleões e raias-manta aparecem em quatro. Os corais duros e moles, os vivaneus e as moreias dão escala ao recife antes de o olhar se afastar para o azul. Alguns encontros têm uma razão muito precisa para estar no itinerário. Em Elphinstone, a parede e o pelágico justificam procurar o tubarão de pontas negras, a gorgónia e o labro. Brothers combina anémonas com tubarões de recife de pontas brancas. Daedalus é o local indicado para procurar a carangue de olhos grandes. Shaab Ruhr Umm Gamar oferece o mero gigante; Shaab Sabina, as donzelas; El Fanadir, o gaterin. Em Shaab El Erg, o nudibrânquio e o polvo podem aparecer no recife em U. Ras Mohamed é o ponto da rota onde foi registado o peixe-morcego. Em El Fanadir, o pináculo a 12 m funciona como estação de limpeza, um cenário feito para observar e fotografar sem pressa.

Quem vos põe na água

Para embarcar é exigida certificação Open Water Diver e um mínimo de 10 mergulhos registados. Quem ainda está no início pode participar, mas não terá necessariamente acesso a todos os locais; o guia avalia se o mergulho e as condições são adequados e pode recomendar formação avançada a bordo. Os briefings servem para separar o que é possível do que é prudente, sobretudo em paredes, correntes e recifes oceânicos. A tripulação fala inglês e alemão, e os guias acompanham a escolha dos locais ao longo da rota. O equipamento de segurança inclui oxigénio, kits de primeiros socorros, coletes, botes salva-vidas, rádio VHF/DSC/SSB, radar, GPS, radiobaliza e alarmes de incêndio. Há também deteção de peixes e vigilância da sala de máquinas. O rácio exato entre mergulhadores e guia não está indicado; o que está claro é que a decisão final sobre entrar na água fica com o guia e o capitão.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho tem uma zona sombreada, plataforma de entrada na água, bacias de lavagem e adaptadores DIN. Três botes de apoio levam os grupos aos pontos de entrada e regressam para recolher mergulhadores onde eles emergem, em vez de obrigar todos a voltar diretamente ao barco. O nitrox é gratuito para mergulhadores certificados; é indicado em cilindros de 12 litros, com mistura entre 28% e 32%. Há compressores de ar e um compressor de nitrox Mattei, além de espaço separado para lavar câmaras e estações de carregamento. As duches exteriores permitem tirar o sal antes de subir, e as duches de água quente resolvem o resto depois do mergulho. Existe também suporte para sidemount. O aluguer de equipamento e de guia privado pode ser organizado, mas não estão indicadas marcas de equipamento. A plataforma e os botes são o ponto forte real: menos tempo a lutar com a logística, mais tempo concentrado no mergulho.

Entre dois mergulhos

Entre mergulhos, o melhor lugar depende do vento e da vontade de falar. A zona de mergulho é sombreada, enquanto o sundeck e o convés de observação deixam espaço para secar equipamento, procurar uma tartaruga à superfície ou simplesmente acompanhar a navegação. O jacuzzi é o gesto fácil depois de uma manhã exigente, mas o salão climatizado torna-se mais útil quando o calor aperta ou quando ainda falta tempo para o briefing seguinte. Há uma biblioteca, uma área para fotografia e espaços de convívio que permitem descarregar cartões, rever imagens e discutir o que apareceu no recife. Nas tardes com menos mergulhos, o barco deixa de ser uma plataforma de preparação e passa a ser um miradouro móvel sobre o Mar Vermelho. Não é preciso inventar ocupação: entre comer, dormir, tratar do equipamento e olhar para a água, o dia enche-se sozinho.

Um dia a bordo

Um dia de rota começa com o briefing antes da primeira entrada e termina quando o último equipamento fica lavado e guardado. Nos dias mais cheios fazem-se quatro mergulhos, com refeições e snacks a separar cada saída da seguinte; noutros, três mergulhos deixam mais tempo para atravessar o mar ou explorar um local com calma. A sequência pode passar de um naufrágio a um recife e acabar num mergulho noturno, como acontece nas rotas do norte e nos dias de Elphinstone. Entre descidas, os mergulhadores comem, bebem, tratam das câmaras e descansam à sombra. Quando o barco navega, o convés de observação torna-se o lugar natural para acompanhar a mudança de cor da água e procurar vida à superfície. O dia não segue um relógio publicado para cada atividade: segue a maré, o vento, a distância entre locais e a decisão do capitão e dos guias. Depois do jantar, a última tarefa é preparar o equipamento para o briefing seguinte.

O que se come a bordo

A mesa acompanha o ritmo de um dia de mergulho com pensão completa, snacks ao longo do dia e bebidas não alcoólicas disponíveis. A cozinha combina pratos locais e cozinha ocidental, servidos em buffet ou à la carte, com opções vegetarianas e veganas. Há também jantar ao ar livre, o que muda completamente a refeição quando o barco está parado e o convés ainda guarda calor do sol. O valor da comida está menos em fazer dela um acontecimento isolado do que em devolver energia entre descidas: há sempre uma refeição ou um snack a separar uma entrada na água da seguinte. Cerveja, vinho e cocktails estão disponíveis para quem os quiser, mas a base da semana é água, chá, café e comida regular. A avaliação de 9,7 para a comida confirma que a cozinha é uma das razões fortes para escolher este barco.

As noites no mar

As noites passam-se em cabines climatizadas, todas com casa de banho privada, e há opções Twin no convés inferior, Twin e suites no sundeck, Panorama Suites e suites no convés superior. As cabines são descritas como grandes e limpas, com janelas e, em várias categorias, vista para o mar. A diferença entre elas está sobretudo na posição e na forma como se vive a luz e o movimento do barco: no convés inferior sente-se mais a proximidade da operação; acima, ganha-se vista e acesso mais direto às zonas exteriores. O salão interior oferece uma alternativa quando o vento sobe ou o dia termina. Depois de um mergulho noturno, o essencial é simples: duche quente, ar condicionado e um beliche onde o corpo recupera sem precisar de abandonar o barco. O Wi-Fi existe a bordo, embora uma viagem destas peça mais atenção ao convés do que ao ecrã.

Camarote twin, convés inferior

Camarotes twin, convés solar

Suítes, convés solar

Suítes panorâmica

Suítes, convés superior

O que é preciso saber antes de embarcar

O embarque e o regresso fazem-se na New Marina Hurghada; uma das partidas previstas termina em Hurghada depois de sair de Port Ghalib. As transferências de aeroporto ou hotel estão incluídas dentro da cidade de Hurghada, nos dias de embarque e desembarque, com encontro no átrio de chegadas do aeroporto ou na receção do hotel. Para hotéis em El Gouna, Soma Bay, Sahl Hasheesh ou Makadi, a transferência não é gratuita. Como o check-in começa a partir das 16:00 e o barco precisa de estar pronto para partir, chegar na véspera é a opção mais segura.

Planta do barco

Ano de construção
2023
Comprimento
45 m
Boca
9 m
Número máximo de passageiros
32
Número de cabines
16
Número de casas de banho
20
Motores
2 doosan de 1000 cv
Velocidade de cruzeiro
11 nós
Botes de apoio
3
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