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Sea Serpent Excellence — uma base sólida para o sul do Mar Vermelho

O que torna este barco único

  • Renovado em 2020, com interior atualizado, salão espaçoso e áreas exteriores para descansar entre mergulhos.
  • Recebe até 24 passageiros em 12 cabines climatizadas, todas com casa de banho privativa.
  • O convés de mergulho é amplo, parcialmente sombreado e servido por dois botes de apoio.
  • Nitrox está disponível sem custo adicional, e o barco aceita mergulho técnico, sidemount com um cilindro e rebreather.

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O convite

O Sea Serpent Excellence é para quem quer passar uma semana a mergulhar no sul do Mar Vermelho sem transformar o barco num segundo desafio. As rotas partem de Port Ghalib e chegam a Fury Shoals, Daedalus, Zabargad, Rocky e St. John’s: recifes afastados, paredes, correntes e grandes animais. A escolha faz sentido quando o mergulho vem primeiro, mas o regresso à superfície também conta. Há espaço para equipar-se, dois botes de apoio para chegar aos pontos mais difíceis e uma tripulação habituada a receber mergulhadores com níveis diferentes. O nitrox gratuito pesa numa semana de três a quatro mergulhos por dia. Quem procura uma embarcação pequena e silenciosa encontrará opções mais compactas; quem quer mais espaço no convés, uma sala ampla e uma operação preparada para grupos até 24 pessoas estará no lugar certo.

Subir a bordo

Ao chegar ao Sea Serpent Excellence, a primeira impressão é a de um barco feito para trabalhar antes de parecer um hotel. A madeira, os vários espaços exteriores e o convés de mergulho largo dão-lhe uma presença prática: há onde preparar o equipamento e onde desaparecer depois do mergulho sem ficar sentado em cima do vizinho. A renovação de 2020 atualizou o interior e tornou a circulação mais simples, com um salão climatizado que serve de abrigo quando o sol ou o mar apertam. O barco tem um convés sombreado e outro aberto, por isso a vida a bordo não fica presa a uma única sala. As avaliações separam bem as coisas: o barco recebe 8,7, enquanto a comida chega a 9,5 e o mergulho a 9,1. Não é uma promessa de casco novo; é um barco de madeira renovado, espaçoso e pensado para passar muitos dias com equipamento molhado à volta.

O ambiente a bordo

O ambiente a bordo tende a formar-se depressa porque o barco junta pessoas que passam o dia nos mesmos briefings, nos mesmos botes e à mesma mesa. A tripulação é local e dedicada, mas a comunicação não fica limitada a uma língua: fala inglês, alemão, francês, espanhol, russo, português, polaco e italiano. Durante a semana, a equipa de convés trata do equipamento e das entradas e saídas da água, enquanto os guias acompanham grupos com níveis de experiência diferentes. Os passageiros descrevem uma operação organizada, cabines limpas, comida variada e uma tripulação que se antecipa ao trabalho pesado. O resultado é menos cerimónia e mais fluidez: alguém ajuda com o equipamento, o bote regressa ao ponto de saída e, à noite, o grupo acaba por falar dos animais vistos em vez de discutir a logística do dia.

Os locais onde se mergulha

As rotas registadas duram 8 dias e 7 noites, sempre com partida e regresso a Port Ghalib. Fury Shoals combina jardins de coral duro, naufrágios, cavernas e áreas onde podem aparecer golfinhos; é uma rota variada e adequada a diferentes níveis. Daedalus é mais exigente: parede isolada, grandes pelágicos e tubarões-martelo, com profundidade máxima indicada de -40 m. Em Zabargad, as paredes cobertas de corais moles e gorgónias acompanham uma ilha ligada a antigas minas de olivina; Rocky acrescenta passagens, tubarões e correntes que podem ser fortes. St. John’s é procurado pelas cavernas, túneis e passagens, enquanto Marsa Mubarak oferece ervas marinhas onde se procuram dugongues e tartarugas verdes. Nas rotas do norte aparecem ainda o Thistlegorm, com motas e camiões entre 16 e 32 m, o Rosalie Moller até -50 m e Ras Nasrani até -60 m. Ulysses chega a -27 m, Shaab Alam a -30 m, House Reef a -40 m e Thistlegorm a -32 m nas fichas deste cruzeiro.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o espetáculo é feito de encontros que se repetem sem serem garantidos: tubarões de recife, barracudas, golfinhos, peixes-napoleão, raias-manta, tartarugas, carangues, meros, tubarões-martelo e nudibrânquios aparecem em vários pontos. As paredes e correntes de Rocky, Zabargad e Daedalus são o cenário para procurar animais maiores; em Daedalus, o mergulhador pode encontrar tubarões-martelo, raias-manta ou outros pelágicos no azul. Fury Shoals acrescenta jardins de coral e, em certas zonas, golfinhos. Os animais específicos também dão motivo a uma paragem: a tartaruga verde, as donzelas e os peixes-palhaço estão associados a Marsa Mubarak; a gorgónia e o tubarão oceânico aparecem apenas em Ras Nasrani; o cavalo-marinho é a razão para olhar devagar no House Reef. No Thistlegorm, procure o peixe-crocodilo e o peixe-morcego junto aos restos do cargueiro. Em Tower, o peixe-globo é o encontro particular.

Quem vos põe na água

Os guias e a tripulação de mergulho trabalham com uma operação internacional: no barco fala-se inglês, alemão, francês, espanhol, russo, português, polaco e italiano. A bordo podem decorrer cursos SSI, incluindo nitrox, mergulho profundo e mergulho em nau wrecks, mas a experiência exigida varia com a rota. Nas zonas de parque marinho, os guias podem impedir determinados mergulhos ou alterar o percurso quando as condições e o nível do grupo o justificam. Os briefings fazem parte da rotina antes de cada entrada na água, e o grupo recebe uma demonstração dos equipamentos de emergência e um exercício de incêndio no check-in. Há oxigénio, caixas de primeiros socorros, alarmes e extintores, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar e radiobaliza de localização. A tripulação tem formação em primeiros socorros. O rácio exato entre guia e mergulhadores não é indicado, por isso não deve ser presumido.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho é amplo, parcialmente sombreado e equipado com plataforma de entrada na água, tanques de lavagem e adaptadores DIN. Dois botes de apoio com motores Yamaha de 65 HP levam os mergulhadores aos recifes e recolhem-nos quando o ponto de saída não coincide com o barco. Há chuveiros de água quente e duches exteriores para tirar o sal depois do regresso, além de uma estação de carregamento e de um tanque de lavagem separado para câmaras. O nitrox é gratuito e está disponível a bordo; é necessário apresentar a certificação correspondente, e podem ser feitos cursos de nitrox. O barco aceita mergulho técnico e rebreather, bem como sidemount com um único cilindro. O aluguer de equipamento existe como serviço opcional, mas não são indicadas marcas nem volumes de cilindros. Essa informação deve ser confirmada antes de viajar se o mergulhador não levar o próprio material.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o barco dá para sair do modo equipamento. O convés parcialmente sombreado é o lugar mais útil para secar, conversar ou estender-se sem ficar exposto ao sol durante toda a pausa; no convés superior há espaço aberto para apanhar sol, ler ou observar a navegação. O salão climatizado oferece uma alternativa nos períodos de calor, com biblioteca, entretenimento áudio e vídeo e internet. Fotógrafos têm uma estação própria, uma zona de carregamento e um tanque de lavagem separado para câmaras. Há ainda uma área exterior para jantar e um ponto de observação. A vantagem não está em ter muitas salas, mas em poder mudar de ambiente sem abandonar o convés de mergulho: sombra quando se regressa cansado, sol quando o corpo pede calor e interior fresco quando a pausa precisa mesmo de silêncio.

Um dia a bordo

Um dia de mergulho começa antes de o sol aquecer o convés. Primeiro vem o briefing, depois o equipamento às costas, a entrada pela plataforma ou o transporte no bote até ao recife. O barco organiza normalmente três a quatro mergulhos por dia, com pequeno-almoço, almoço, jantar e snacks a preencher os intervalos; não há uma hora fixa publicada para cada etapa, porque a rota, o mar e o parque marinho mandam mais do que um relógio. Entre mergulhos, o grupo alterna entre a sombra, o salão climatizado e o convés superior. Quando é preciso mudar de zona, o barco navega enquanto os mergulhadores descansam, comem ou tratam das câmaras. Nas áreas de parque marinho não são permitidos mergulhos noturnos. O ritmo repete-se até ao último dia, quando o último mergulho costuma acontecer por volta do meio-dia do dia anterior à partida.

O que se come a bordo

A comida é uma parte forte desta operação: a avaliação de 9,5 não aparece por acaso. As refeições são servidas em regime de pensão completa, em formato de buffet, com cozinha ocidental e local, opções vegetarianas e veganas, peixe e marisco locais e jantar ao ar livre quando as condições permitem. Bebidas não alcoólicas, água, chá e café estão disponíveis, e há snacks ao longo do dia — uma diferença real quando se sai da água com fome e o próximo mergulho ainda vem aí. As refeições encaixam entre os mergulhos, sem transformar a mesa numa cerimónia demorada. O jantar especial e o barbecue fazem variar a semana, mas a função principal da cozinha é mais simples: alimentar bem um grupo que passa o dia a gastar energia, sem obrigar ninguém a escolher entre comer depressa e perder o próximo mergulho.

As noites no mar

À noite, o Sea Serpent Excellence oferece uma cabine climatizada, com casa de banho privativa e janela standard, em vez de obrigar toda a gente a viver no salão. Existem cabines twin e duplas, distribuídas entre o lower deck e o upper deck; a escolha depende mais de querer partilhar beliche ou cama de casal do que de procurar uma suite. O espaço comum é amplo e climatizado, com uma zona de jantar separada da área de descanso, enquanto o convés superior fica disponível para quem prefere ar aberto depois do jantar. A renovação de 2020 aparece sobretudo na sensação de ordem e no estilo moderno das cabines. Não é preciso trazer a noite para dentro: entre o ar condicionado, a biblioteca, o entretenimento áudio e vídeo e os espaços exteriores, há alternativas para quem quer conversar e para quem quer simplesmente deitar-se cedo antes do primeiro briefing.

Camarote duplo, convés superior

Camarote twin, convés inferior

Camarote twin, convés superior

O que é preciso saber antes de embarcar

As rotas indicadas para o Sea Serpent Excellence partem e regressam a Port Ghalib. As transferências de e para o aeroporto ou hotel estão incluídas; a partir do aeroporto de Marsa Alam, Port Ghalib fica a cerca de 15 minutos, enquanto o percurso desde o aeroporto de Hurghada demora cerca de três horas. No aeroporto, um representante aguarda os passageiros com o nome do barco e ajuda no encaminhamento até ao porto. O check-in a bordo não começa antes das 17h, por isso é prudente chegar na véspera e evitar que um voo atrasado transforme o embarque numa corrida.

Planta do barco

Ano de construção
2008
Ano de renovação
2020
Comprimento
36 m
Boca
8 m
Número máximo de passageiros
24
Número de cabines
12
Número de casas de banho
13
Motores
2 × 1100 cv Man
Velocidade de cruzeiro
10 nós
Botes de apoio
2 × Yamaha 65 cv
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