Cruzeiros · Egito
SS Serena Dreams — um liveaboard pequeno, feito para mergulhar
O que torna este barco único
- Recebe até 18 passageiros em nove cabines com casa de banho privada.
- O desenho privilegia grupos pequenos, serviço personalizado e acesso a rotas do norte do Mar Vermelho.
- Nitrox gratuito, mergulho noturno e apoio a mergulho técnico, sidemount e rebreather.
- Duas embarcações de apoio acompanham os mergulhos, enquanto o convés de mergulho fica ao nível da água.
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O convite
O SS Serena Dreams é para quem prefere reconhecer os companheiros de viagem ao segundo dia e não desaparecer no meio de um grupo grande. O barco foi pensado para mergulhadores e leva um máximo de 18 pessoas, uma escala que favorece uma operação próxima sem transformar a semana numa excursão massificada. A razão para o escolher está sobretudo na combinação: Nitrox gratuito, mergulho noturno, apoio a rebreather e mergulho técnico, além de rotas que passam por naufrágios, paredes, recifes pouco profundos e pontos de encontro com grandes pelágicos. As partidas registadas saem e regressam a Hurghada e duram oito dias e sete noites. Há opções para juntar os recifes e naufrágios do norte às correntes do Estreito de Tiran, seguir até Dahab ou procurar a ação oceânica das Brothers Islands. É um barco para quem quer que cada decisão a bordo sirva o próximo mergulho.
Subir a bordo
Ao chegar, a primeira impressão não é a de um hotel flutuante, mas a de uma embarcação organizada à volta da água. A construção em madeira e a renovação de 2020 dão-lhe um ar cuidado, enquanto o desenho compacto aproxima os espaços e torna simples passar do salão ao convés. O salão climatizado serve de abrigo quando o calor aperta; acima, o fly deck oferece céu aberto para as noites e para as pausas longas entre mergulhos. A circulação não exige atravessar um labirinto de corredores ou perder tempo com elevadores: o equipamento fica perto da plataforma e os botes levam os grupos aos pontos onde a entrada é mais prática. Há espaço para relaxar, mas o caráter do barco está noutro lugar. Tudo parece montado para voltar depressa à água.
O ambiente a bordo
A escala pequena ajuda a formar um grupo real, não apenas uma fila de pessoas que se encontra no briefing e volta a desaparecer no jantar. A tripulação trata da passagem entre o cais, as cabines, o convés e os botes, enquanto os guias organizam os mergulhos para níveis diferentes de experiência. O resultado é uma semana com bastante autonomia, mas sem deixar cada mergulhador entregue ao próprio equipamento. À noite, o salão climatizado torna-se o ponto de encontro; no fly deck, a conversa pode continuar ao ar livre depois do jantar. A comida recebe a nota mais alta entre os critérios dos viajantes, com 9,6, seguida do mergulho, com 9,2, e da tripulação, com 9,0. O barco fica abaixo desses valores, com 8,4: as pessoas compensam qualquer limite do casco com organização, cozinha e atenção diária.
Os locais onde se mergulha
As partidas registadas duram oito dias e sete noites, com saída e regresso a Hurghada. North & Tiran cruza os recifes do norte e os quatro recifes do Estreito de Tiran; North Tour — Northern Wrecks & Reefs concentra-se em naufrágios e jardins de coral; North - Straits of Tiran - Dahab acrescenta Blue Hole, Canyon, Gabr el Bint e outros pontos de Dahab. North & Brothers junta os naufrágios do norte às paredes oceânicas das Brothers Islands. Nas fichas desta rota, Straits of Gubal chega aos -50m e combina vida de recife com naufrágios; Gotha Abu Nugar North fica pelos -9m, um jardim de coral raso e colorido. Brothers Islands desce até -85m, com paredes, naufrágios e grandes pelágicos. Shaab Ruhr Umm Gamar e El Fanadir chegam aos -40m, com naufrágios, deriva, estação de limpeza e vida de recife. Shaab Sabina é um jardim até aos -14m. Em Dahab, Ras Abu Galum chega aos -80m, o Blue Hole aos -130m, Napoleon Reef aos -30m, The Islands aos -18m e o Canyon de Dahab aos -54m; Gabr el Bint acrescenta paredes, corais e declives arenosos.

Blue Hole →
Prof. máx. · 130 m

Gabr el Bint →

Brothers Islands →
Prof. máx. · 85 m

Straits of Gubal →
Prof. máx. · 50 m

Gotha Abu Nugar North →
Prof. máx. · 9 m

Shaab Ruhr Umm Gamar →
Prof. máx. · 40 m

El Fanadir →
Prof. máx. · 40 m

Shaab Sabina →
Prof. máx. · 14 m

Ras Abu Galum →
Prof. máx. · 80 m

Napoleon Reef →
Prof. máx. · 30 m

The Islands →
Prof. máx. · 18 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, os encontros repetidos dão consistência ao mergulho: barracudas aparecem em sete locais, garoupas e moreias em seis, tartarugas e carangídeos em seis, e napoleões e atuns em cinco. Os corais duros e moles, anthias, peixes-escorpião, pargos, peixes-unicórnio, polvos e tubarões de recife completam o cenário sem ser preciso procurar uma espécie rara em cada mergulho. Depois vêm os motivos específicos para certos desvios. Shaab El Erg é o local da rota associado aos golfinhos. Brothers Islands é onde se procura a raia-manta, o tubarão oceânico, o tubarão-baleia e as anémonas; as correntes e o isolamento oceânico explicam a presença de grandes pelágicos, mas não a garantem. Strait of Tiran é o ponto indicado para o tubarão-tigre e para a tartaruga-verde. Ras Abu Galum pode oferecer a carangueja-de-olhos-grandes, Shaab Sabina as donzelas, El Fanadir os gaterins e Gabr el Bint as gorgónias. No Blue Hole, a fauna inclui balistes.
Quem vos põe na água
Os guias a bordo trabalham com grupos internacionais e falam inglês, alemão, francês, espanhol, russo, português, polaco e italiano. A operação inclui briefings de mergulho e uma instrução de segurança do barco com demonstração do equipamento de emergência e exercício de incêndio no check-in. Os mergulhos são não descompressivos, e as rotas costumam prever três a quatro imersões por dia; em parques marinhos, os mergulhos noturnos são proibidos. Há formação SSI a bordo, incluindo Nitrox, Advanced Open Water, mergulho profundo e mergulho em naufrágios. O oxigénio e o kit de primeiros socorros ficam disponíveis para emergências, e o barco conta com sistema ENOS de chamada. O número de mergulhadores por grupo não é indicado, por isso a divisão é deixada à organização dos guias e às condições de cada local.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é sombreado e termina numa plataforma ao nível da água, com dois botes de apoio equipados com motores Yamaha de 45 HP. Há tanques de lavagem para o equipamento e um tanque separado para câmaras, além de adaptadores DIN, estações de carregamento e uma área própria para fotografia. O enchimento usa três compressores; o sistema de Nitrox tem membrana com capacidade indicada de 500 L/min, e o Nitrox está disponível gratuitamente a bordo. O SS Serena Dreams aceita mergulho técnico, rebreather e sidemount com uma garrafa, e dispõe de booster mediante pedido. O aluguer de equipamento existe, mas deve ser tratado antes da partida. A plataforma de mergulho e os botes são a parte que mais interessa no regresso à superfície: há uma rota direta da água para o barco, sem obrigar o mergulhador equipado a subir uma escada longa carregado debaixo de sol.
Entre dois mergulhos
Entre dois mergulhos, o melhor lugar é o convés sombreado junto à operação de mergulho, onde se pode deixar o equipamento, estender a toalha e acompanhar a preparação do grupo seguinte. O barco também tem um salão interior climatizado, um sun deck e uma área exterior para quem prefere ficar ao sol. Quem viaja com uma câmara encontra uma estação de fotografia, carregadores e um tanque de lavagem separado para câmaras, evitando misturar equipamento delicado com o material molhado do resto do grupo. Nas horas de navegação, há espaço para dormir, ler na biblioteca, rever imagens ou simplesmente ficar no convés a ver a costa desaparecer. Os não mergulhadores e praticantes de snorkeling são bem-vindos, com material de snorkeling disponível.
Um dia a bordo
O dia começa antes de o calor subir: primeiro vem o briefing, depois o equipamento às costas e a entrada pelo convés ou pelos botes, conforme o local. A seguir ao mergulho há tempo para tirar o fato, beber qualquer coisa, comer e deixar o grupo seguinte preparar-se. O padrão habitual é de três a quatro mergulhos por dia, com a refeição a entrar entre as imersões e snacks disponíveis durante os intervalos. Em locais adequados, o dia pode terminar com um mergulho noturno; nas zonas de parque marinho, esse mergulho não acontece. Entre pontos, o barco navega enquanto os mergulhadores descansam no salão climatizado, no convés sombreado ou no sun deck. Não há um horário fixo inventado para cada etapa: a ordem é esta, e o vento, a corrente, o acesso ao local e a rota decidem o resto.
O que se come a bordo
A cozinha combina pratos europeus e egípcios com marisco fresco local, e as refeições seguem o ritmo dos mergulhos em vez de obedecerem a um horário rígido de restaurante. O buffet aparece entre as entradas e saídas da água, com snacks ao longo do dia para não deixar um mergulhador à espera da refeição seguinte. Há opções vegetarianas e veganas, e a pensão completa inclui todas as refeições. Quando o tempo permite, a mesa pode passar para o exterior. A importância da comida aqui é prática e também social: depois de um mergulho exigente, uma refeição quente é o momento em que se reconstitui a energia, se revê o que apareceu no recife e se prepara a próxima entrada na água. Bebidas sem álcool, água, chá e café estão disponíveis; cerveja, vinho e outras bebidas alcoólicas são cobrados à parte.
As noites no mar
As noites acontecem em cabines simples, climatizadas e com casa de banho privada, não em suites desenhadas para passar o dia dentro delas. Há cabines Twin no convés inferior e superior, uma cabine Double no convés inferior e uma Double no convés superior; as cabines superiores têm janela standard. Toalhas e roupões estão disponíveis, e a limpeza é diária. Depois de um dia com três ou quatro mergulhos, o que conta é conseguir tomar um duche quente, fechar a porta e dormir sem ter de partilhar a casa de banho. O salão climatizado fica disponível para quem ainda quer conversar, ver um filme ou ler. Para quem prefere ar livre, o fly deck dá às últimas horas de luz um espaço mais aberto antes de o barco sossegar.
Camarotes twin standard, convés superior
Camarotes twin, convés inferior
Camarote duplo, convés inferior
Camarote duplo, convés superior
O que é preciso saber antes de embarcar
As rotas registadas do SS Serena Dreams partem e regressam a Hurghada. Os transfers de aeroporto e de hotel fazem parte da organização da viagem; no aeroporto, um representante aguarda os passageiros com o nome do barco e ajuda na deslocação até ao porto. O tempo entre o aeroporto de Hurghada e o porto é normalmente curto, mas a equipa comunica os detalhes do embarque e do regresso conforme o horário do barco. Como o check-in a bordo só começa depois das 17h e a primeira noite é passada no porto, chegar a Hurghada na véspera é a opção mais prudente.
- Ano de construção
- 2007
- Ano de renovação
- 2020
- Comprimento
- 33 m
- Boca
- 7 m
- Número máximo de passageiros
- 18
- Número de cabines
- 9
- Número de casas de banho
- 11
- Motores
- 2 × 600 cv CAT
- Velocidade de cruzeiro
- 9 nós
- Botes de apoio
- 2 × Yamaha 45 cv
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