Cruzeiros · Egito
Alia Soul — safari de recifes remotos e grandes peixes
O que torna este barco único
- Barco de madeira renovado, com uma plataforma de mergulho ampliada e quatro conveses.
- Recebe até 20 passageiros em 10 cabines climatizadas, todas com casa de banho privada.
- Tem dois compressores Bauer, sistema de nitrox por membrana e cilindros de alumínio de 12 e 15 litros.
- Percorre o Mar Vermelho em rotas de 4 a 10 dias, dos recifes do norte ao extremo sul egípcio.
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O convite
A Alia Soul é para quem escolhe o destino de mergulho antes de escolher o quarto. As rotas levam a recifes offshore, paredes expostas, naufrágios do norte e zonas remotas junto à fronteira sudanesa. Há programas curtos para conhecer o barco e safaris de 8 ou 10 dias para quem quer acumular mergulhos sem perder tempo em transferências diárias para terra. O ponto forte está na combinação entre uma plataforma de mergulho ampla, espaço de convés e acesso a itinerários muito diferentes: naufrágios e recifes no norte, Brothers, Daedalus e Elphinstone para grandes peixes, ou St. Johns, Fury Shoals e Elba Reef no sul. Não é uma escolha apenas para dormir no mar. É uma base de operações para entrar na água várias vezes por dia e chegar a lugares onde um barco diário não chega.
Subir a bordo
A chegada faz-se a um barco de madeira com convés de teca e linhas de safari, mas a renovação não ficou apenas na pintura: a conversão ampliou as cabines, aumentou as casas de banho e criou uma plataforma de popa mais generosa. A circulação concentra-se em quatro níveis, com salão interior, zona de refeições, terraços e espaços de sol. O resultado é menos a sensação de um hotel compacto e mais a de um barco concebido em torno da operação de mergulho, com a vida a bordo espalhada entre a plataforma, o salão e os conveses superiores. A renovação recente ajuda onde realmente interessa numa semana de mar: mais espaço para equipar-se, mais área exterior para recuperar entre mergulhos e cabines que não sacrificam a casa de banho privada. Com capacidade limitada a 20 passageiros, o grupo não se dispersa por um navio enorme; ao segundo dia, os rostos, os equipamentos e os ritmos já são familiares.
O ambiente a bordo
O ambiente tende a formar-se depressa porque o barco leva um grupo limitado e o mergulho organiza quase todas as conversas. O rácio entre tripulação e passageiros é próximo de um para um, uma proporção que dá margem para a rotina concreta: preparar a saída, ajudar no regresso, servir a refeição e manter o barco a funcionar enquanto o grupo está na água. A equipa local fala inglês, alemão e italiano. Depois do jantar, o salão pode ser espaço de convívio ou de descanso, conforme o cansaço de cada dia; não há necessidade de inventar animação para ocupar uma noite depois de vários mergulhos. A presença de um salão, bar e terraços permite que o grupo se espalhe, em vez de concentrar 20 pessoas num único canto do barco.
Os locais onde se mergulha
As rotas registadas duram 4 dias e 3 noites, 5 dias e 4 noites, 6 dias e 5 noites, 8 dias e 7 noites ou 10 dias e 9 noites. No norte, Shaab Abu Nuhas desce até -30 m e junta corais, cardumes e naufrágios; Umm Gamar chega a -30 m e guarda, a 28 m, os restos da jaula de tubarões de Hans Hass. No eixo Safaga–Soma Bay, Middle Reef oferece blocos de coral duro como um queijo suíço, Abu Kafan percorre paredes em deriva e Carless Reef desce até -40 m, com moreias gigantes e tubarões de recife. Em Soma Bay, Fanadir South chega a -30 m e pode revelar raias-prego-de-cauda-comprida; El Gilwa, até -20 m, é território de peixes-leão e peixes-pedra. Gotha Abu Galawa atinge -35 m, a sua lagoa -15 m, e Marsa Abu Galawa, até -30 m, é procurada pelo cavalo-marinho. Sachwa Abu Galawa chega a -30 m e combina corais moles, gorgónias e mergulho noturno. Nas rotas de grandes peixes, Rocky Island concentra corais e pelágicos, enquanto Elphinstone apresenta paredes verticais até -60 m.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rede de recifes, é provável encontrar moreias, carangues, rascasses, peixes-leão, barracudas e atuns em vários pontos; tubarões de recife aparecem em seis locais, e raias, tartarugas, golfinhos, napoleões, polvos e anthias completam o cenário conforme o recife e as condições. A razão para procurar Elphinstone é outra escala de encontro: ali estão registados tubarão-oceânico, tubarão-martelo, tubarão-cinzento, tubarão-seda, tubarão-baleia, raia-manta e, neste itinerário, espécies únicas como o tubarão-de-pontas-negras e o tubarão-tigre. Rocky Island é o ponto específico para procurar meros e grandes criaturas oceânicas, incluindo mantas e tubarões. Carless Reef acrescenta o tubarão-de-recife-de-pontas-brancas; Umm Gamar concentra peixe-crocodilo, peixe-cofre, peixe-cocher e peixe-morcego. Em Shaab Abu Nuhas, o peixe de vidro surge entre os cardumes. El Gilwa é o local indicado para o peixe-sapo, e Marsa Abu Galawa é a procura certa para o cavalo-marinho.
Quem vos põe na água
A tripulação fala inglês, alemão e italiano, mas não está indicado quantos guias acompanham cada saída nem qual é o rácio de cada grupo de mergulho. O barco tem sistema ENOS para localização individual de mergulhadores e guias, além de oxigénio médico, desfibrilhador e uma sala de tratamento médico separada. A comunicação inclui VHF, rádio marítimo, GPS, telefones por satélite e walkie-talkies para os botes. Há cursos de nitrox, mergulho profundo e mergulho em naufrágio disponíveis a bordo, com certificação própria. O nível exigido depende da rota: os percursos pelos Brothers, Daedalus e outros recifes offshore são destinados a mergulhadores experientes, por causa da exposição, da corrente e do mar aberto; as rotas mais protegidas do sul podem ser mais acessíveis. A decisão final sobre locais e sequência pertence ao capitão e aos guias quando o tempo ou a corrente mudam.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho tem sombra, plataforma de entrada na água, bacias de enxaguamento e uma bacia separada para câmaras. O enchimento é feito por dois compressores Bauer; o barco dispõe de cilindros de alumínio de 12 e 15 litros, adaptadores DIN e nitrox produzido por um sistema de membrana. O nitrox está disponível sem custo adicional, enquanto o cilindro de 15 litros e o aluguer de equipamento têm condições próprias. Há material de aluguer, incluindo conjunto completo, regulador, colete, fato, computador, máscara, barbatanas e lanterna, mas não são indicadas marcas. A operação aceita mergulho técnico, rebreather e sidemount com uma única garrafa. Dois botes de apoio Yamaha acompanham a operação. Existem bacias de lavagem e estações de carregamento; a plataforma e o convés sombreado são os elementos que mais contam quando o grupo repete o ciclo de equipar, entrar, sair e voltar a equipar-se.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, a Alia Soul oferece uma escolha clara: sombra junto à operação de mergulho, salão climatizado ou os conveses superiores para apanhar sol e vento. A plataforma ampliada permite sair da água e afastar-se rapidamente da zona de cilindros, enquanto os terraços servem para secar equipamento, conversar ou simplesmente ficar deitado sem ocupar o espaço de preparação. Quando há uma travessia longa, o salão interior torna-se o lugar mais útil para ler, rever imagens ou escapar ao calor. A piscina interior aquecida, o spa e a sala de fitness acrescentam opções para o intervalo, mas não mudam a natureza do barco: o centro do dia continua a ser o recife seguinte. O Wi-Fi e o entretenimento áudio e vídeo existem para preencher momentos, não para competir com a vida no convés.
Um dia a bordo
O dia começa antes de o calor apertar, com o primeiro briefing, a preparação do equipamento e a entrada na água. Depois do regresso vêm a refeição, o descanso no convés ou no salão e a navegação para o ponto seguinte; o ciclo repete-se até três ou quatro mergulhos quando a rota e as condições permitem. Os mergulhos noturnos fazem parte do programa geral, embora sejam proibidos nos parques marinhos de Brothers, Daedalus e Elphinstone. Uma rota de recife protegido pode deixar tempo para observar a vida pequena e voltar ao barco sem pressa; uma passagem por recifes offshore impõe mais atenção à corrente, ao mar e ao momento de recolha pelo bote. O buffet encaixa entre as saídas, e os snacks sustentam os intervalos mais curtos. Ao fim do dia, o barco pode estar ancorado junto ao recife ou em travessia para o próximo destino.
O que se come a bordo
A comida é servida em buffet no salão, com três refeições e um snack por dia. A cozinha segue um perfil ocidental e inclui opções vegetarianas e vegan, o que dá margem para diferentes grupos sem transformar cada refeição numa negociação. Água potável, chá, café e bebidas não alcoólicas acompanham a rotina; cervejas, vinhos e cocktails ficam disponíveis à parte. Num safari com vários mergulhos, o buffet tem uma função prática: cada pessoa come quando o intervalo permite, sem depender de um serviço à mesa que alongaria o tempo entre a água e o próximo briefing. Os snacks ao longo do dia resolvem a fome que aparece depois do segundo mergulho, quando uma refeição completa já seria pesada. O jantar especial faz parte da programação de bordo.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines simples e funcionais, não em camarotes feitos para impressionar no cais. As cabines do convés inferior têm duas camas individuais; no convés superior há duas cabines com cama queen size e duas com camas individuais. Todas têm ar condicionado e casa de banho privada, e há janela standard nas cabines. A diferença entre os níveis está sobretudo na posição a bordo: o convés superior aproxima o passageiro dos espaços comuns e das vistas abertas, enquanto o inferior oferece acesso direto às cabines depois de um dia de mergulho. O barco tem 10 cabines para 20 passageiros, por isso a escolha pesa mais pelo tipo de cama e pela localização do que por uma promessa de luxo indistinto. O salão climatizado e as cabines não fumadoras mantêm o descanso separado da zona exterior de convívio.
Camarote twin, convés inferior
Camarote duplo, convés superior
Camarote twin, convés superior
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas e chegadas variam conforme a rota: há embarques em Port Ghalib e em Safaga ou Soma Bay, com percursos que podem ligar Safaga/Soma Bay a Port Ghalib. Para as rotas de Port Ghalib, existem transferências entre o aeroporto de Hurghada, o hotel e o porto; o ponto exato e as condições da transferência devem ser tratados no momento da reserva. Chegar na véspera é a opção mais prudente, sobretudo quando o voo termina em Hurghada e o embarque é em Port Ghalib. O itinerário pode mudar por causa do tempo e das condições do mar.
Planta do barco
- Ano de construção
- 2014
- Ano de renovação
- 2025
- Comprimento
- 36 m
- Número máximo de passageiros
- 20
- Número de cabines
- 10
- Número de casas de banho
- 12
- Motores
- 2 × Caterpillar 450 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 11 nós
- Botes de apoio
- 1 × Yamaha 100 cv 1 × Yamaha 40 cv
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