Cruzeiros · Egito
Alsuraya — uma base nova para os grandes recifes do Mar Vermelho
O que torna este barco único
- Construído em 2024, o Alsuraya foi pensado para passar a maior parte da semana entre recifes remotos, paredes e naufrágios.
- As doze cabines têm vista panorâmica para o mar e ar condicionado regulável individualmente.
- O convés de mergulho é espaçoso, sombreado e ligado a uma plataforma servida por duas vedetas rápidas.
- Nitrox, mergulhos noturnos e o pacote de mergulho estão incluídos; adaptadores DIN também estão disponíveis.
- As rotas principais duram oito dias e sete noites, com partida e regresso a Port Ghalib ou ligações com Hurghada.
O convite
O Alsuraya é uma escolha clara para quem quer chegar depressa aos pontos fortes do sul do Mar Vermelho sem trocar uma semana de mergulho por um barco apertado. As rotas passam por Brothers, Daedalus e Elphinstone, ou por Daedalus, Sataya e Fury Shoal: paredes expostas, grandes pelágicos, jardins de coral e naufrágios no mesmo cruzeiro. O barco é recente, o convés foi desenhado para mergulhadores e há duas vedetas rápidas para encurtar o caminho entre a plataforma e o ponto onde o grupo emerge. A tripulação e a comida recebem avaliações muito altas, mas é no conjunto que o Alsuraya ganha força: uma equipa dedicada à hospitalidade, nitrox sem suplemento e espaço suficiente para não transformar quatro mergulhos por dia numa sucessão de cotovelos e equipamento molhado. Vem-se a bordo para mergulhar muito, chegar a zonas remotas e regressar a um barco onde a logística não rouba atenção ao mar.
Subir a bordo
Ao chegar ao Alsuraya, a primeira impressão é de um barco construído para funcionar como base de mergulho, não apenas como alojamento flutuante. O ano de construção, 2024, traduz-se numa organização atual e num uso simples dos espaços: há um convés de mergulho amplo, uma plataforma própria e zonas separadas para descansar, fotografar e circular sem levar equipamento molhado para o interior. As vistas para o mar acompanham todas as cabines, enquanto o salão interior climatizado e o terraço permitem escolher entre sombra, ar condicionado e céu aberto. A capacidade para 24 passageiros mantém a escala suficientemente contida para reconhecer rapidamente as pessoas a bordo, sem perder o espaço necessário para equipamento, câmaras e roupa seca. O barco não tenta parecer um velho navio de expedição com história acumulada; a sua personalidade está na construção recente e na forma direta como entrega o mergulho.
O ambiente a bordo
O ambiente é de um grupo de mergulho com uma equipa muito presente na operação diária. Há um responsável de hospitalidade dedicado a bordo, e a tripulação local e internacional fala inglês. O trabalho vê-se menos em gestos de cerimónia do que na sequência das coisas: equipamento organizado, zonas secas respeitadas, refeições a aparecerem entre mergulhos e informação dada antes do desembarque. A tripulação recebe uma avaliação de 9,9, a comida a mesma nota e o barco 9,7, sinais de que as pessoas compensam pouco e entregam bastante. À noite, o salão, o bar e os espaços exteriores permitem conversar, rever fotografias ou simplesmente deixar o dia acabar ao ar livre. Fumar é proibido nas zonas interiores e na plataforma de mergulho; há zonas próprias nos conveses.
Os locais onde se mergulha
As rotas de oito dias e sete noites levam o Alsuraya a três ambientes diferentes. Brothers, Daedalus e Elphinstone concentra paredes oceânicas e grandes pelágicos: em Elphinstone, as paredes descem até 60 metros e podem trazer tubarões-oceânicos de pontas brancas e martelos; em Brothers, os recifes chegam a 85 metros e juntam paredes, naufrágios e tubarões; em Daedalus, as paredes e os planaltos atingem 40 metros, com martelos e tubarões-oceânicos. A rota Daedalus, Sataya e Fury Shoal acrescenta os pináculos e paredes de Sataya, com máximo de 40 metros, e os jardins de coral e naufrágios de Fury Shoals. Shaab Ruhr Umm Gamar combina três naufrágios num recife oval até 40 metros. El Fanadir tem um pináculo a 12 metros e uma estação de limpeza; Shaab Sabina é um jardim de coral até 14 metros. Outras rotas e mergulhos podem incluir Shaab El Erg, El Fanous East e West, Big Brother, Marsa Mubarak, House Reef e El Fanous.

Daedalus →
Prof. máx. · 40 m

Elphinstone →
Prof. máx. · 60 m

Fury Shoals →

Shaab Ruhr Umm Gamar →
Prof. máx. · 40 m

El Fanadir →
Prof. máx. · 40 m

Shaab Sabina →
Prof. máx. · 14 m

Shaab El Erg →

El Fanous →
Prof. máx. · 27 m

Big Brother →
Prof. máx. · 40 m

Marsa Mubarak →
Prof. máx. · 25 m

House Reef →
Prof. máx. · 40 m
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, tartarugas, barracudas, golfinhos, peixes Napoleão, raias-manta, tubarões de recife, martelos, atuns, carangues, moreias, peixes-escorpião, peixes-papagaio, nudibrânquios e corais moles aparecem repetidamente nas fichas dos locais. Não é uma promessa de encontro em cada mergulho; é o padrão de vida que dá consistência ao itinerário. Os pontos isolados acrescentam motivos muito concretos para procurar cada local: em Marsa Mubarak, a tartaruga verde e o dugongo encontram-se entre pradarias de ervas marinhas; em House Reef, o cavalo-marinho surge entre pináculos e ervas marinhas; em Brothers Islands, as anémonas destacam-se no recife oceânico. Elphinstone reúne o tubarão de pontas negras, o tubarão-tigre, a gorgónia e o labro, enquanto Shaab Ruhr Umm Gamar é o único ponto indicado para o mero-gigante. Fury Shoals acrescenta o peixe-porco, Daedalus a caranga-de-olhos-grandes, El Fanadir o gaterin e Shaab El Erg o peixe de vidro.
Quem vos põe na água
A língua de trabalho da tripulação é o inglês, e há cursos de mergulho disponíveis a bordo. Nas viagens para parques marinhos é exigido um mínimo de 50 mergulhos registados; a profundidade máxima prevista pela lei egípcia é de 40 metros. Os briefings e a organização dos grupos ficam a cargo da equipa de mergulho, mas não estão indicados o número de guias, o rácio por grupo ou as suas certificações individuais. A parte de segurança é concreta: há oxigénio, kits de primeiros socorros, alarmes de incêndio, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, sonar, radiobaliza, sistemas de chamada e um plano de evacuação afixado em cada convés de mergulho. O capitão e pelo menos um membro da tripulação têm formação e certificação MFA. A ficha não menciona desfibrilhador.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é espaçoso, sombreado e equipado com plataforma, tanques de enxaguamento, adaptadores DIN, estações de carregamento e uma zona separada para lavar câmaras. O Alsuraya trabalha com nitrox gratuito, aceita mergulho técnico e sidemount e dispõe de duas vedetas rápidas com motores Yamaha de 85 HP. Estas embarcações apoiam os mergulhadores nos pontos de entrada e recolha, em vez de obrigar todos a regressar diretamente ao barco principal. Há equipamento de snorkeling e equipamento de mergulho para aluguer, mediante pagamento; o equipamento de aluguer não fica armazenado a bordo, por isso deve ser pedido pelo menos duas semanas antes da partida. A ficha não indica o volume nem o material dos cilindros, nem descreve o compressor ou o método de mistura do nitrox. Também não especifica se os cilindros usam estribo, além da disponibilidade de adaptadores DIN.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, o espaço mais útil é o convés sombreado junto à zona de mergulho, onde se pode deixar o fato, beber qualquer coisa e voltar a preparar o equipamento sem atravessar o salão. O terraço e o convés de observação oferecem sol e horizonte durante a navegação; o salão climatizado serve melhor quando o calor aperta. Há um espaço dedicado à fotografia, estações de carregamento e um tanque de lavagem separado para câmaras, além de tanques de enxaguamento para o restante equipamento. Quem não mergulha pode acompanhar a viagem com equipamento de snorkeling. Uma tarde sem mergulho pode ser passada entre a água, a sombra e a navegação, sem que o barco obrigue todos a permanecer no mesmo lugar.
Um dia a bordo
Um dia de mergulho começa antes de o sol aquecer o convés. O primeiro briefing vem antes da entrada na água, e o dia segue com o mergulho, o pequeno-almoço, descanso e preparação para o seguinte. O almoço ocupa um dos intervalos; depois do terceiro mergulho há snacks antes do quarto, quando o programa inclui quatro imersões. Entre uma saída e outra, o equipamento fica na plataforma, os mergulhadores alternam sombra e sol e as câmaras passam pelo enxaguamento separado. O barco navega quando a rota exige deslocação entre recifes, enquanto quem fica a bordo pode descansar no salão, no terraço ou no convés de observação. O jantar fecha a parte principal do dia, mas ainda pode haver mergulho noturno, incluído no pacote. Depois, o barco abranda e a rotina recomeça antes do amanhecer.
O que se come a bordo
São servidas três refeições preparadas a bordo por dia: pequeno-almoço, almoço e jantar. Entre o terceiro e o quarto mergulho aparece uma seleção de snacks, o intervalo certo para recuperar sem transformar a refeição numa pausa longa. A cozinha combina pratos locais e ocidentais, com buffet, jantar à la carte, opções vegetarianas e, em algumas noites, jantar ao ar livre ou churrasco na praia. Água, café, chá, sumos de fruta e outras bebidas não alcoólicas estão disponíveis durante a viagem. A mesa tem aqui uma função prática: depois de um mergulho, há comida pronta, sem deslocação nem espera em terra. Cerveja e vinho estão disponíveis, e os passageiros podem levar a sua própria cerveja a bordo.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines climatizadas, com ar condicionado regulável individualmente e vista panorâmica para o mar. Há cabines Twin no convés principal e superior, cabines com beliches, suites no convés superior e suites no convés-sol, todas com casa de banho privada. O salão e as cabines são zonas secas: o equipamento molhado fica fora, onde deve ficar. Na primeira noite, o Alsuraya permanece na marina; a partida acontece na manhã seguinte. No regresso, o barco entra novamente na marina na tarde anterior ao desembarque, o que deixa uma última noite a bordo antes do pequeno-almoço e da saída. É uma rotina simples, mas importante numa semana de mergulho: o sono não é interrompido por uma troca de hotel, e a cabine pode ser mantida fresca sem depender do vento ou da temperatura no exterior.
Camarote twin, convés principal
Camarote twin, convés superior
Camarote com beliches, convés superior
Suíte, convés superior
Suíte, convés solar
O que é preciso saber antes de embarcar
As partidas e regressos registados usam Port Ghalib, com algumas ligações entre Port Ghalib e Hurghada; há também rotas Hurghada–Hurghada. As transferências de aeroporto e de hotel estão incluídas, e a equipa fornece a informação necessária sobre a partida antes do fim da viagem. O check-in a bordo começa às 16:00 no dia do embarque; a primeira noite é passada na marina e o barco sai na manhã seguinte. Para evitar uma chegada apertada ao embarque, é prudente chegar ao Egito na véspera.
- Ano de construção
- 2024
- Comprimento
- 37 m
- Boca
- 8 m
- Número máximo de passageiros
- 24
- Número de cabines
- 12
- Número de casas de banho
- 14
- Motores
- 2 × Mercedes turbodiesel de 1000 cv
- Velocidade de cruzeiro
- 10 nós
- Botes de apoio
- 2 × Yamaha 85 cv
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