Cruzeiros · Egito
JP Marine — um safari do Mar Vermelho feito para mergulhar
O que torna este barco único
- Parte de Marsa Alam para cruzeiros de oito dias e sete noites pelas rotas do sul do Mar Vermelho.
- O convés de mergulho tem estações individuais, arrumação pessoal, sombra, tanques de lavagem, adaptadores DIN e dois botes Zodiac de 40 HP.
- As 14 cabines ficam afastadas dos motores, mas o ar condicionado de algumas cabines superiores é regulado em conjunto com a cabine do outro lado.
- A cozinha serve três refeições em buffet por dia, com pão e pastelaria feitos a bordo, opções vegetarianas e snacks depois dos mergulhos.
- As avaliações distinguem a tripulação, com 8,8, e a comida, com 9,4; o barco recebe 7,8.
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O convite
A JP Marine é para quem quer passar uma semana a mergulhar no sul do Mar Vermelho sem transformar o barco num hotel de luxo. O que se procura aqui é acesso a recifes remotos, grandes pelágicos e rotas que juntam Brothers, Elphinstone, Rocky, Zabargad e os recifes de Marsa Alam. Há espaço para 28 mergulhadores, dois botes de apoio e uma operação pensada à volta do equipamento, dos briefings e da entrada rápida na água. O contraponto deve ser dito: as avaliações colocam o barco em 7,8, abaixo da tripulação, da comida e do mergulho. Não é a escolha para quem quer acabamento impecável em cada detalhe. É a escolha para quem aceita uma embarcação de trabalho e quer, em troca, uma equipa elogiada, comida forte e acesso a itinerários de oito dias e sete noites que passam mais tempo nos recifes do que no cais.
Subir a bordo
Ao chegar ao cais, a JP Marine apresenta-se como um liveaboard grande e direto, com vários espaços abertos para absorver o calor e a luz do Mar Vermelho. O barco foi construído em 2014 para receber mergulhadores, e a circulação gira em torno do convés de mergulho, das áreas de descanso e do salão climatizado. Não há uma sucessão de zonas decorativas para descobrir: há uma casa flutuante organizada para equipar, saltar para a água, voltar, comer e repetir. A plataforma de mergulho e os dois botes de apoio mantêm a operação concentrada junto à popa. Quando se sobe para os conveses superiores, encontram-se lugares para estender a toalha, olhar o mar e deixar o corpo recuperar entre imersões. É um barco de linhas funcionais, com o conforto suficiente para uma semana em que a prioridade está claramente lá em baixo.
O ambiente a bordo
O ambiente é internacional e a língua de trabalho da tripulação é o inglês. A equipa aparece sobretudo nos momentos que contam: ajuda a organizar o equipamento, mantém a sala limpa, serve a comida, conduz os briefings e resolve depressa o que falha. A bordo, os mergulhadores acabam por se reconhecer pelo grupo de mergulho, pela cabine e pelo lugar onde deixam as barbatanas. O salão funciona como ponto de encontro, com bar, tomadas e ar condicionado; à noite, há espaço para conversa, música e alguma dança. A tripulação é o lado mais forte nas avaliações, com 8,8, e os relatos destacam a simpatia, a organização e o profissionalismo dos guias. O barco pode ter marcas de uso de uma embarcação de trabalho. A recompensa está nas pessoas que fazem a semana correr sem drama.
Os locais onde se mergulha
As partidas registadas são circulares, de Marsa Alam a Marsa Alam, com oito dias e sete noites. A rota Deep South Expedition: Secrets of Zabargad procura Zabargad e os recifes remotos do sul; a Pelagic Trail: Big Fish concentra-se em tubarões-martelo e golfinhos; a Golden Mix junta Daedalus, Sataya, St Johns, Rocky e Zabargad; e a rota Brothers, Daedalus, Elphinstone põe três nomes fortes na mesma semana. Nas fichas de locais, Elphinstone é a parede vertical até -60 m, onde se procuram tubarões-oceânicos e tubarões-martelo. Brothers Islands desce até -85 m e combina coral, naufrágios e grandes pelágicos. Rocky Island é um ponto remoto para tubarões e raias-manta. Marsa Mubarak chega a -25 m, com ervas marinhas, dugongues e tartarugas verdes. House Reef alcança -40 m, com pináculos, ervas marinhas, drop-off e possibilidade de hippocampo. Shaab Alam, a -30 m, mistura naufrágio, jardim de coral e cavernas; Shaab Claudio, a -25 m, acrescenta grutas e canyons. Abu Galawa Kebir guarda o Tien Hsing, naufragado em 1943, entre -5 e -18 m. Numidia é um navio de 150 metros, repousado no recife desde 1901, até -80 m.
O que se encontra debaixo de água
Nesta rota, o espetáculo é feito de encontros grandes sobre recifes vivos. Barracudas e golfinhos aparecem em sete locais; tubarões de recife e tartarugas marinhas em seis; napoleões, raias-manta, corais moles, moreias e nudibrânquios acompanham muitos dos mergulhos. O mergulhador pode ainda cruzar-se com atuns, carangues, meros, polvos e peixes-escorpião. Mas alguns animais dão uma razão precisa para escolher determinado ponto. Em Elphinstone, procuram-se o tubarão-de-pontas-negras, o tubarão-tigre e os fusiliers. Marsa Mubarak é o local da tartaruga-verde e da donzela, entre pradarias de ervas marinhas onde também pode surgir o dugongo. Brothers Islands acrescenta anémonas aos recifes e aos grandes pelágicos. Em House Reef, o hippocampo é o encontro raro a procurar com atenção. Shaab Umm Gamar reúne gaterins e peixes-cirurgião, enquanto Shaab Claudio oferece o baliste. Abu Galawa Soghayar vale pelo peixe de vidro junto ao veleiro naufragado. Zabargad combina mantas, tubarões, golfinhos e tartarugas com correntes fortes.
Quem vos põe na água
Os briefings são descritos como detalhados e bem organizados, e os guias acompanham os grupos com atenção à segurança. A tripulação fala inglês; a operação é certificada como PADI Dive Boat e segue padrões associados à PADI, HEPCA e CDWS. Há formação semanal de segurança para a tripulação e um exercício de evacuação em cada viagem. O barco leva oxigénio, kits de primeiros socorros, rádio VHF/DSC/SSB, GPS, radar, radiobaliza, coletes, botes salva-vidas, alarmes e extintores. Não há informação sobre o número de guias, o rácio exato dos grupos ou um número mínimo de mergulhos registados, por isso a organização real será definida pela rota, pelas condições e pelo nível dos participantes. Também podem decorrer cursos PADI e especialidades durante a viagem, com instrutores a bordo. A estrutura serve tanto quem está a consolidar a experiência como quem já conhece bem os recifes do Mar Vermelho.
O convés de mergulho e o equipamento
O convés de mergulho é o centro da JP Marine. Cada mergulhador dispõe de uma estação própria e de arrumação pessoal, com uma zona de trabalho protegida do sol, plataforma de entrada na água, tanques de lavagem e um enxaguamento separado para câmaras. Há adaptadores DIN, suporte para sidemount e dois botes Zodiac de 40 HP, usados para levar os grupos aos pontos de entrada e recolher os mergulhadores onde emergem. O nitrox está disponível como serviço adicional, e pode ser usado em cilindros de 12 ou 15 litros; os cilindros de 15 litros também podem ser alugados. O aluguer cobre ainda equipamento como colete, regulador, fato de 5 mm, computador, máscara, barbatanas, botas, lanterna e conjunto completo. Um mecânico acompanha o enchimento dos cilindros; em viagem, foram registados enchimentos a 230/250 bar e misturas de nitrox ajustadas ao objetivo do mergulho. Há duches exteriores para tirar o sal antes de subir.
Entre dois mergulhos
Entre mergulhos, a JP Marine oferece dois conveses ao sol, uma área sombreada junto ao equipamento e um salão interior climatizado. O intervalo pode ser passado deitado numa toalha, sentado à sombra a secar o fato ou no bar, onde há máquina de gelo, café e água quente. A internet funciona quando o barco está dentro de cobertura; nas zonas remotas, o silêncio de rede faz parte do cenário. É nesse tempo sem pressa que se descarregam fotografias, se lavam máscaras e se acompanha a mudança de cor do recife visto do convés. Quando a rota exige navegação, o barco trata do deslocamento enquanto os mergulhadores descansam. Numa tarde sem mergulho, a escolha é simples: mar, sombra, conversa ou sono.
Um dia a bordo
Um dia começa cedo, antes de o sol aquecer o convés. O primeiro briefing organiza o grupo, o equipamento passa para a estação e o bote leva os mergulhadores até ao ponto de entrada, quando a rota o exige. Depois do regresso vêm o duche, um snack e a primeira refeição; há tempo para dormir, rever fotografias ou ficar à sombra antes do mergulho seguinte. O padrão repete-se: briefing, água, subida, enxaguamento, comida e descanso. A navegação acontece enquanto os mergulhadores recuperam ou entre zonas de recife, e o barco volta a concentrar-se na operação quando chega ao próximo ponto. O número exato de imersões e a possibilidade de mergulho noturno dependem do itinerário e das condições, não de um horário fixo publicado. Ao fim do dia, o salão climatizado recebe a conversa, o jantar e os comentários sobre aquilo que apareceu no azul.
O que se come a bordo
A mesa é uma parte séria desta viagem. Há três refeições em buffet por dia, preparadas com ingredientes locais frescos, sem comida congelada ou pré-embalada; o pão e a pastelaria são feitos a bordo. A cozinha mistura pratos locais e ocidentais, com peixe, marisco, carne e frango, além de opções vegetarianas e veganas. Depois de cada mergulho aparecem snacks, e os smoothies diários dão outra escala ao regresso à plataforma. O jantar pode ser servido ao ar livre, com vinho incluído nessa refeição; cerveja, outras bebidas alcoólicas e cocktails ficam à parte. Isto importa num cruzeiro de mergulho: a refeição não é uma pausa decorativa, é o momento em que se repõem forças, se comentam os animais vistos e se prepara o corpo para voltar à água.
As noites no mar
As noites passam-se em cabines climatizadas, com casa de banho privada e janela standard; algumas têm vista para o mar. O ponto importante é a posição: as cabines foram colocadas afastadas dos motores, uma diferença concreta quando o dia começa antes da luz e termina depois de vários mergulhos. As categorias dividem-se entre Lower Deck Cabins e Upper Deck Cabins. O espaço é o normal de um liveaboard, não uma suite, e as cabines superiores têm uma particularidade que convém conhecer: em certos pares, o ar condicionado é regulado em conjunto, de modo que duas cabines dos lados opostos têm de chegar a acordo sobre mais frio ou mais calor. Depois do jantar, o salão climatizado e o entretenimento áudio e vídeo oferecem uma alternativa ao convés. Quem preferir silêncio pode simplesmente fechar a porta e dormir longe do ruído dos motores.
Camarotes, convés inferior
Camarotes, convés superior
O que é preciso saber antes de embarcar
As rotas partem e terminam em Marsa Alam. As transferências de aeroporto e de hotéis em Marsa Alam ou Hurghada estão incluídas; a recolha de hotéis ocorre entre as 12:00 e as 16:00, e a dos aeroportos entre as 12:00 e as 18:00. O check-in a bordo é no sábado às 18:00; o jantar e o primeiro briefing acontecem por volta das 20:00. A partida é no domingo entre as 06:00 e as 13:00, conforme a autorização da polícia marítima. No regresso, o transfer de grupo parte às 08:00 para os aeroportos e hotéis de Marsa Alam e Hurghada. Chegar na véspera é a opção mais tranquila para quem tem um voo noturno ou uma chegada muito cedo; nesses casos pode ser organizado alojamento e transporte privado, com custo adicional.
- Ano de construção
- 2014
- Comprimento
- 37 m
- Número máximo de passageiros
- 28
- Número de cabines
- 14
- Número de casas de banho
- 14
- Motores
- 2 × 610 cv MAN
- Botes de apoio
- 2 Zodiac 40 cv
- Site
- jpmarine.net ↗
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