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Cruzeiros · Filipinas

Seadoors — um liveaboard feito para mergulhar com tubarões nas Visayas

O que torna este barco único

  • O Seadoors parte e regressa ao Cebu Yacht Club, com transferências desde o aeroporto ou hotéis de Cebu incluídas.
  • A plataforma de mergulho foi pensada para equipar sem pressa, guardar o material em gavetas individuais e passar diretamente para dois botes de apoio de fibra.
  • As rotas das Visayas procuram tubarões-raposa em Monad Shoal, tubarões-martelo em Kimud Shoal e tubarões-baleia, tubarões-de-pontas-negras e tubarões-de-pontas-brancas no sul de Cebu.
  • Há oito cabines climatizadas, todas com cama dupla, cama individual, casa de banho privada, duche quente e vigia.
  • O mergulho recebe nota 8,9, a tripulação 8,6 e a comida 9,4 nas avaliações dos passageiros.

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O convite

O Seadoors escolhe-se pelo mergulho, não por parecer um hotel novo. A rota começa em Cebu e segue para Malapascua, onde Monad Shoal é uma estação de limpeza de tubarões-raposa, antes de descer pelas Visayas em direção a Bohol e ao sul de Cebu. É uma semana construída à volta de encontros pelágicos, paredes, correntes e mergulhos de observação macro. O barco navega durante a noite para ganhar tempo debaixo de água, e as rotas Special Visayas Sharks chegam a três ou quatro mergulhos por dia. A razão para embarcar é simples: chegar a locais que ficam longe da costa, entrar na água com uma equipa que conhece o ritmo de um cruzeiro de mergulho e ter uma sequência que vai do tubarão-raposa ao tubarão-baleia sem transformar cada deslocação num novo check-in.

Subir a bordo

Ao chegar ao Cebu Yacht Club, o Seadoors apresenta-se como um barco de trabalho confortável, organizado à volta da plataforma de mergulho. A circulação entre a área de equipamento, os botes e os espaços de descanso é direta; o acesso aos botes faz-se pela própria plataforma, sem obrigar a transportar o equipamento por vários níveis. No interior há um salão climatizado para briefings e descanso, enquanto a refeição pode ser feita no exterior e a proa fica reservada para sol e vista aberta. O barco foi renovado em 2012, e o seu caráter está mais na função do que na decoração: tudo existe para tornar repetível o ciclo equipar, mergulhar, regressar, comer e voltar à água. A sala de máquinas tem videovigilância, e a navegação conta com radar, sonar, GPS e rádio VHF/DSC/SSB.

O ambiente a bordo

O ambiente tende a formar-se depressa porque o grupo é pequeno e o barco foi desenhado para que os mergulhadores se cruzem muitas vezes: na plataforma, no salão, à mesa e junto à área de fotografia. A tripulação combina elementos locais e internacionais e fala inglês e francês. O papel dela aparece menos em gestos de hotel e mais na repetição bem feita do dia: preparar os botes, acompanhar os regressos, manter o espaço de equipamento funcional e ajustar a operação às condições locais. À noite, depois dos mergulhos, o salão climatizado e o convés exterior tornam-se os lugares naturais para rever imagens, falar dos tubarões ou simplesmente deixar o mar passar. A tripulação recebe nota 8,6, acima da avaliação do barco, sinal de que as pessoas contam com ela para compensar o que o casco não tem de novo.

Os locais onde se mergulha

As rotas de seis noites e sete dias concentram-se nas Visayas; as versões mais longas incluem Malapascua–Cagayan, com 11 dias e 10 noites, e Visayas Odyssey, com 10 dias e 9 noites. Monad Shoal, em Malapascua, é procurado ao nascer do sol pela estação de limpeza dos tubarões-raposa; Kimud Shoal desce até -22 m e acrescenta a possibilidade de tubarões-martelo. Em Cebu, Dolphin House Reef chega a -12 m e combina tartarugas verdes com vida de recife; Tongo Point vai até -29 m, com paredes, grutas e peixe-mandarim. Pescador Island alcança -40 m, com parede profunda, cardume de xaréus e a “catedral” de luz. Marine Sanctuary desce até -35 m, de uma encosta entre 5 e 18 m para uma parede de grandes gorgónias. Copton Point chega a -50 m e guarda os restos de um avião a 20 m. White Beach, Dolphin House, Tuble Reef, Kasai Point, Panagsama Beach e Talisay Wall completam a rota com paredes, canyons, tartarugas, sardinhas e correntes.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, o encontro mais constante é com tartarugas-marinhas, nudibrânquios e cardumes de peixes de recife; atuns, tubarões-de-pontas-brancas, tubarões-baleia, peixes-sapo, gorgónias, peixes-morcego, peixes-lima e raias-águia aparecem em vários pontos. O espetáculo muda conforme o local. Em Monad Shoal, o objetivo é o tubarão-raposa e, por vezes, a raia-mobula; é a estação de limpeza que explica a partida antes do amanhecer. Kimud Shoal é o ponto da rota onde se procura o tubarão-martelo. Marine Sanctuary oferece a possibilidade de encontrar garoupas e peixes-fantasma junto das grandes gorgónias. Em Dolphin House Reef, a vida mais específica inclui cavalos-marinhos, lulas e enguias. Pescador Island é o local indicado para procurar moreias. White Beach concentra castanholas, enquanto Tongo Point acrescenta fusiliers. Panagsama Beach tem milhares de sardinhas, perseguidas por atuns e xaréus; no mesmo local pode surgir o peixe-balão. Nada disso é garantido: corrente, época e condições decidem o que aparece diante da máscara.

Quem vos põe na água

A operação de mergulho inclui um instrutor PADI e CMAS, dois guias de mergulho que falam inglês e francês e divemasters. Os briefings decorrem no salão climatizado, com a descrição do local e a organização do grupo antes de cada entrada; a rota pode ser alterada pelo diretor de mergulho por causa do tempo, da segurança ou das condições locais. O programa não é apresentado como uma formação para iniciantes: há paredes profundas, correntes e mergulhos à deriva, embora alguns locais sejam adequados a todos os níveis. O barco dispõe de oxigénio, kits de primeiros socorros, alarmes e extintores, coletes, botes salva-vidas, rádio, telefones móveis e satélite, sinalizadores e tripulação formada em primeiros socorros. Não está indicado um rácio fixo por grupo nem um número mínimo de mergulhos registados.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho é o centro do Seadoors. Cada mergulhador pode equipar-se na plataforma, guardar o material em gavetas individuais e entrar facilmente num dos dois botes de apoio de fibra, equipados com escadas para facilitar o regresso. Há 45 cilindros de alumínio de 12 litros, opções de 15 litros e cilindros de 10 litros para crianças; adaptadores DIN estão disponíveis. O enchimento é feito por dois compressores de ar, com misturador de nitrox e booster de oxigénio. O nitrox está disponível como extra, tal como o aluguer de equipamento, enquanto o barco também aceita mergulho técnico, sidemount e rebreather. Existem dois rebreathers Megalodon e equipamento CCR. Fotógrafos têm bancada de trabalho, zona de carregamento e tanque de lavagem separado para câmaras; o regresso conta ainda com duche exterior de água doce e toalhas quentes.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o Seadoors oferece dois ritmos diferentes. No salão interior climatizado há televisão de ecrã plano, biblioteca marinha e uma área dedicada à preparação e manutenção de câmaras; a biblioteca serve para tentar identificar a criatura acabada de ver, e a televisão permite rever fotografias. No exterior, o convés de observação, a esplanada e o solário da proa dão espaço para secar equipamento, ler ou simplesmente acompanhar a navegação. Há duches exteriores e toalhas quentes no regresso da água. Quando o barco navega à noite, o intervalo não é uma travessia perdida: é a forma de acordar já junto do próximo local de mergulho.

Um dia a bordo

O dia começa antes do amanhecer quando o programa inclui Monad Shoal: primeiro vem o briefing, depois a entrada na água para procurar os tubarões-raposa na estação de limpeza. O regresso traz duche, toalha quente e comida antes de o grupo voltar a equipar-se. Nas rotas Special Visayas Sharks, o programa chega a 17 mergulhos em sete dias, normalmente distribuídos por três ou quatro entradas diárias; há também mergulhos noturnos em Malapascua. Entre os mergulhos, o barco serve refeições, desloca-se para o ponto seguinte ou deixa o grupo descansar no salão, no convés sombreado ou no solário. A sequência alterna paredes profundas, macro em encostas rasas, mergulhos à deriva e encontros com tubarões. No fim do dia, o material fica na plataforma e as fotografias passam para a mesa de trabalho. Quando há navegação noturna, o barco avança enquanto o grupo dorme.

O que se come a bordo

A cozinha mistura pratos locais e ocidentais, em formato de pensão completa com buffet, snacks ao longo do dia e possibilidade de refeições ao ar livre. Há opções vegetarianas e veganas, além de bebidas não alcoólicas, cerveja, vinho e cocktails disponíveis conforme a escolha feita a bordo. O barbecue pode acontecer na praia. Num cruzeiro com três ou quatro mergulhos por dia, a mesa não é um intervalo decorativo: é onde se recupera entre entradas na água, se conversa sobre o animal visto no último mergulho e se ganha tempo antes do briefing seguinte. A nota da comida, 9,4, é a mais alta entre os critérios avaliados pelos passageiros.

As noites no mar

As noites fazem-se em cabines simples, práticas e climatizadas, não em quartos de resort. Todas têm uma cama queen e uma cama individual, uma configuração que funciona bem para quem partilha sem obrigar os dois passageiros a dormir num beliche estreito. As Deluxe são mais espaçosas e permitem chegar à cama pelos dois lados; as Standard têm armário, secretária e menos espaço de circulação. As cabines do convés inferior e superior têm vigia, casa de banho privada, sanita separada e duche com água quente. A vigia da casa de banho ajuda a renovar o ar. Depois de um dia com vários mergulhos, o que conta aqui é poder fechar a porta, ligar o ar condicionado e encontrar o material pessoal onde foi deixado, sem depender de uma cabine luxuosa para descansar.

Camarote de luxo (N1, N2)

Camarote standard, convés inferior (N3, N4)

Camarote standard, convés superior (N5, N8)

O que é preciso saber antes de embarcar

O embarque e o desembarque acontecem no Cebu Yacht Club. As transferências desde o aeroporto de Cebu ou desde um hotel em Cebu City estão incluídas, com um guia a acompanhar o passageiro até ao barco e, no regresso, até ao aeroporto ou hotel. O embarque decorre entre as 13h e as 17h; a saída do barco acontece entre as 08h e as 11h. Para chegar sem transformar um voo atrasado num problema de embarque, vale a pena passar a noite anterior em Cebu.

Planta do barco

Ano de renovação
2012
Comprimento
25
Boca
6
Número máximo de passageiros
16
Número de cabines
8
Número de casas de banho
8
Motores
2 × motores Yanmar
Velocidade de cruzeiro
8 nós
Botes de apoio
2s yamaha 55 cv
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