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Cruzeiros · Egito

Sea Treasure — espaço moderno para grandes mergulhos no Mar Vermelho

O que torna este barco único

  • O Sea Treasure é um liveaboard de aço com espaço para 36 passageiros e três botes de apoio.
  • A operação de mergulho usa cilindros de 12 litros, dois compressores Bauer e guias num rácio máximo de 8 mergulhadores por guia.
  • As rotas percorrem o norte e o sul do Mar Vermelho, com cruzeiros registados de 8 dias e 7 noites.
  • A bordo há salões interiores e ao ar livre, jacuzzi, bar, Wi-Fi gratuito, serviço de lavandaria e refeições ocidentais e locais.

O convite

O Sea Treasure é para quem quer uma semana construída à volta do mergulho, mas não quer regressar a um barco apertado entre duas imersões. Há espaço para guardar equipamento, tratar uma câmara, descansar ao sol ou desaparecer no salão quando o vento aperta. As rotas ligam recifes de corrente, naufrágios do norte e paredes do sul, por isso o barco serve tanto uma semana de tubarões e pelágicos como uma viagem de corais, grutas e história submersa. A escolha faz sentido sobretudo para quem valoriza uma operação organizada: guias, três botes de apoio e um convés preparado para repetir o ciclo de briefing, água, regresso e intervalo sem transformar cada mergulho numa luta logística.

Subir a bordo

A chegada ao Sea Treasure deve dar uma impressão clara: é um barco pensado para receber muita gente sem concentrar toda a vida a bordo num único salão. O casco de aço, as linhas modernas e as várias zonas abertas deixam o espaço respirar; há um salão interior com ar condicionado, áreas exteriores e um convés de sol onde se pode afastar do movimento do convés de mergulho. A circulação entre estes espaços permite escolher entre companhia e silêncio sem sair do barco. A avaliação dos passageiros dá mais força à plataforma de mergulho e à tripulação do que ao casco em si: não é uma embarcação de charme envelhecido, mas uma base ampla e funcional para passar uma semana no mar. O valor está nessa combinação: menos tempo a resolver pequenas dificuldades e mais tempo disponível para mergulhar.

O ambiente a bordo

O ambiente forma-se depressa porque a semana impõe uma rotina comum: o mesmo briefing, a mesma entrada na água, o mesmo regresso ao convés e a mesma mesa ao fim do dia. Os passageiros descrevem uma tripulação presente, prestável e capaz de tornar a operação tranquila quando a corrente muda ou alguma coisa corre fora do plano. Essa diferença sente-se sobretudo nos pequenos momentos: alguém ajuda com o equipamento, a refeição aparece sem transformar o regresso num intervalo confuso e o guia mantém a calma quando o mar exige atenção. A equipa fala várias línguas — árabe, inglês, francês, alemão, polaco, espanhol e turco — o que ajuda a juntar um grupo internacional sem deixar ninguém isolado no briefing. À noite, as conversas passam dos tubarões e naufrágios para as fotografias do dia, e a tripulação continua acessível sem tomar conta do convívio.

Os locais onde se mergulha

As rotas do Sea Treasure cobrem o Mar Vermelho do norte ao extremo sul, em cruzeiros registados de 8 dias e 7 noites. No norte, Abu Nuhas concentra vários naufrágios: o Giannis D, o Carnatic, o Chrisoula K e o Kimon M oferecem estruturas, passagens e vida pequena entre o metal. O SS Thistlegorm acrescenta a carga de guerra, com motas, camiões e peças ferroviárias no interior do cargueiro. Nas ilhas Brothers, as paredes e as correntes trazem tubarões, enquanto os destroços Numidia e Aida acrescentam um segundo motivo para entrar na água. Elphinstone é o mergulho de parede: desce até 60 metros e é procurado por tubarões-oceânicos e martelos. Rocky Island atrai grandes animais oceânicos; Abu Kafan oferece uma deriva ao longo de paredes escarpadas. Carless Reef desce até 40 metros e combina corais exuberantes, moreias gigantes e tubarões de recife. Marsa Mubarak, com máximo de 25 metros, é a paragem para procurar dugongues e tartarugas-verdes em pradarias marinhas. Umm Gamar chega a 30 metros e guarda uma gruta a 28 metros, além dos vestígios da jaula de tubarões de Hans Hass. Outras rotas passam por Tiran, Ras Mohammed, Daedalus, St. John’s, Sataya, Safaga, Dahab e Zabargad, com partidas e chegadas indicadas entre Hurghada e Marsa Alam conforme o itinerário.

O que se encontra debaixo de água

Nesta rota, moreias, carangues, barracudas, peixes-cirurgião, anthias, peixes-escorpião, peixe-leão, nudibrânquios, polvos, atuns, napoleões, tartarugas e tubarões de recife aparecem em vários pontos. São os habitantes que dão continuidade à semana: a vida muda de parede para naufrágio, mas nunca desaparece. Os grandes encontros dependem mais do local, da corrente e da sorte. Elphinstone é o ponto preciso para procurar o tubarão-de-pontas-negras, o tubarão-baleia, o tubarão-tigre e a carangueja-gigante, além dos tubarões-oceânicos e martelos que patrulham a parede. Em Marsa Mubarak, a razão para entrar devagar sobre a erva-marinha é o dugongo e a tartaruga-verde; também podem surgir peixes-palhaço e donzelas. Carless Reef é o local indicado para o tubarão-de-pontas-brancas-de-recife. Umm Gamar guarda encontros menos esperados, como o peixe-crocodilo, o peixe-morcego e o gaterin. Nas zonas de corrente, barracudas, atuns e carangues juntam velocidade ao cenário; nos naufrágios, os cardumes de peixes de vidro e os nudibrânquios pedem uma procura mais lenta.

Quem vos põe na água

Os mergulhos são guiados, com um máximo de 8 mergulhadores por guia. A equipa comunica em árabe, inglês, francês, alemão, polaco, espanhol e turco, e organiza os grupos a partir do briefing e das condições do local, não apenas da certificação escrita. O nível pedido para este barco é Advanced Open Water Diver ou equivalente, com pelo menos 25 mergulhos registados. A operação inclui verificações entre companheiros, briefing obrigatório antes de cada mergulho e acompanhamento pelos botes de apoio. Se um mergulhador se separar do grupo, deve procurar durante no máximo um minuto, subir, lançar a boia de sinalização a 7 metros e fazer a paragem de segurança; o bote fará a recolha à superfície. O álcool fica para depois do último mergulho. A qualificação do pessoal, a presença de oxigénio e de desfibrilhador não são especificadas.

O convés de mergulho e o equipamento

O convés de mergulho está equipado para uma operação regular de liveaboard: cilindros de 12 litros e pesos fazem parte da saída, há dois compressores Bauer, adaptadores DIN, estação de câmaras, mesa de fotografia, carregadores e tanques de lavagem separados para câmaras subaquáticas. Os cilindros de 15 litros e o nitrox estão disponíveis mediante suplemento; não é indicado que o nitrox seja produzido por membrana nem quem faz a mistura, por isso essa informação deve ser confirmada antes da partida. O aluguer de equipamento também é pago à parte, com BCD, regulador, fato, máscara, barbatanas, botas, computador e boia de sinalização entre as peças disponíveis. Três botes de apoio levam os mergulhadores aos pontos de entrada e recolhem-nos à superfície, uma vantagem real em correntes e mergulhos à deriva. O barco dispõe de convés de mergulho, mas não é indicado duche quente no regresso nem a marca do equipamento alugado.

Entre dois mergulhos

Entre dois mergulhos, o Sea Treasure oferece várias maneiras de não ficar preso ao mesmo lugar. As espreguiçadeiras do convés superior servem para secar o fato e apanhar sol; o salão ao ar livre cria sombra e mantém a conversa perto do mar; o salão interior, climatizado, é a alternativa quando o calor pesa ou se quer descansar em silêncio. Há uma estação para câmaras, mesa de fotografia, carregadores e tanques de lavagem separados para equipamento subaquático, por isso o intervalo também pode ser usado para descarregar imagens e preparar a próxima entrada. Em dias de navegação, o jacuzzi com vista para o mar e os bares dão ao corpo uma tarefa simples: recuperar. A tarde sem mergulho não precisa de ser preenchida com animação; basta haver espaço para ler, dormir ou rever o que ficou no cartão.

Um dia a bordo

O dia começa antes de o sol subir completamente, com o primeiro briefing, a preparação do equipamento e a entrada na água a partir do convés ou de um bote de apoio. Depois do regresso vêm a água, o pequeno-almoço ou um snack, a lavagem da câmara e algum tempo para secar o fato e recuperar. O ciclo repete-se: briefing, mergulho, refeição e intervalo, com a navegação a ocupar os períodos em que o barco muda de zona. Não há horas fixas publicadas para cada etapa, porque o programa depende do local, da corrente, do mar e da decisão dos guias. Alguns recifes, como Gotha Abu Galawa, Sachwa Abu Galawa e os pontos de Fury Shoals, permitem mergulhos noturnos quando as condições e o plano do dia o permitem. Depois da última entrada, o ritmo abranda: jantar, fotografias, conversa no salão ou no convés e sono antes do briefing seguinte.

O que se come a bordo

A cozinha combina pratos ocidentais e comida local, servidos em buffet e também em serviço de mesa. Há bebidas quentes e frias sem álcool, água, café, chá, snacks e fruta fresca ao longo do dia, com opções para restrições alimentares. Num cruzeiro de mergulho, a mesa não é uma pausa decorativa: é onde se repõe energia depois da água sem prolongar demasiado cada refeição. O buffet permite comer depressa quando o próximo briefing se aproxima; o serviço de mesa dá outro ritmo às refeições em que há mais tempo entre mergulhos. A variedade local é especialmente útil numa semana inteira a bordo, porque evita que todos os dias tenham o mesmo prato e dá ao viajante uma amostra do Egito sem precisar de abandonar o barco.

As noites no mar

As noites acontecem em cabines com casa de banho privativa e ar condicionado regulável, nas categorias Twin Share Cabin, Sun Deck Suite e Jacuzzi Master Suite. A diferença entre elas está sobretudo na posição e no espaço privado: as suites acrescentam uma experiência mais resguardada, enquanto as cabines twin mantêm a solução simples para quem passa o dia debaixo de água. Depois do último mergulho, o barco oferece salões, bares, espreguiçadeiras e jacuzzi em vez de obrigar todos a recolherem ao beliche. O Sea Treasure é recente na sua conceção e isso nota-se mais na organização dos espaços do que numa decoração cheia de ornamentos. À noite, o conforto serve uma coisa prática: dormir bem, ouvir menos o movimento das zonas comuns e estar pronto para o primeiro briefing seguinte.

Suíte master com jacuzzi

Camarote twin partilhada

Suíte, convés solar

O que é preciso saber antes de embarcar

As rotas registadas partem e regressam a Hurghada ou a Marsa Alam, conforme o itinerário; há também viagens que começam em Marsa Alam e terminam em Hurghada. Os portos exatos devem ser escolhidos de acordo com a rota reservada. Não estão especificados neste barco os detalhes das transferências entre aeroporto, hotel e embarque, nem se estão incluídas. Para evitar começar a semana dependente de um voo atrasado, chegar na véspera é a opção prudente.

Ano de construção
2026
Comprimento
46 m
Boca
11 m
Número máximo de passageiros
36
Número de cabines
18
Motores
3 Merccedes 1200 cv
Botes de apoio
× 3
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